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segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

PENTALOGIA POÉTICA: ZÉ RONALDO EM VIDA É ESTE INFERNO DE GUERRA QUE SE PERDE TODO SANTO DIA

 

PEQUENOS ESTILHAÇOS DA GUERRA COTIDIANA

PENTALOGIA POÉTICA DE JOSÉ RONALDO SIQUEIRA em VIDA É ESTE INFERNO DE GUERRA QUE SE PERDE TODO SANTO DIA

 

EDITORA: LIBERTINAGEM

ANO DE PUBLICAÇÃO: 2022

 

Somos soldados em uma guerra diária pela sobrevivência. Isto é fato. Então cada um veste sua farda, suas farpas, sua armadura, alma-dura, e parte para o campo de batalha. Seja no emprego, seja no empréstimo. Seja na produção, seja na prostituição. Tudo é consumo e todos somos insumos. É uma das conclusões possíveis em Vida é este inferno de guerra que se perde todo santo dia. Livro de poema lançando este ano pelo escritor residente em Mutum José Ronaldo Siqueira. Seus poemas sãos estilhaços desta guerra. Optamos nesta pentalogia por poemas menores, não pelo tamanho, mas pela concisão e pela temática/pólvora contida nos versos do poeta.

Os cactos também se abraçam

Línguo a presalização da fera

Empedregulho o lacrimar do tempo:

A ansiolitização das esquinavidas

Os premeditos do desejosamente

O enluvamento do luto-líquido

O arf-arfar no onomatópico do leito-leitoso

Inimprecisar o lapsamente do almar

As harpias só andam, agora, de Uber

Elas já não sabem mais

(Ou não querem)

Conjugar a terceira pessoa do plural

Do verbo

Coração. 

 

Dá nisso mesmo

Às vezes

Oxigênio

Mancha meu pulmão

De

Vida...

 

Poesia de combustão

Palavras queimadas

Não geram poemas

A gênese da poesia

Se encontra

Na alma

Incendiária.

 

Náufrago

Eu

Na casa de mim

Evitando as enchentes

Evitando as nascentes

Evitando-me.

O vago opaco

Eu

No corpo dos outros

Na alma alheia

Defendendo

De mim.

Espelho reverso

Reflexo da sombra

O vago opaco

Esquecido por ti.


Estamos na trincheira da cultura, pois sabemos que “é só a arte para nos defender” como escreve o prefaciador Whisner Fraga.


COMO ADQUIRIR O LIVRO?

instagram do autor: @zeronaldo_siqueira


Nota do blog: Esta postagem foi publicada originalmente no blog Resenhas do Cláudio. Republicada aqui por ser um autor que reside em Mutum.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

POEMAS DE UMA VIDA DE JOÃO CARLOS ROSA




" ...a melodia chega antes,

a letra chega mais tarde."






SÉRIE: PENTALOGIAS POÉTICA
LIVRO: UMA VIDA EM VERSOS
AUTOR: JOÃO CARLOS ROSA
EDITORA: TXAI EDITORAÇÕES

 
A sensibilidade poética de João Carlos Rosa vem de muito tempo, assim como sua militância pastoral e social. Ele é o poeta idílico que nos faz recordar dos tempos de roça e labuta. Dos tempos de plantações e rebanhos. E traz todos os trejeitos dos pastoreios para expressar seus sonhos e sua luta, mas acima de tudo a sua fé em Deus e em dias melhores.
 
Através dos cinco poemas retirados da sua primeira obra impressa, realizada com os recursos da Lei Federal nº 14.017/2020, denominada Lei Aldir Blanc, por intermédio da Secretaria Municipal de Cultura de Mutum, Minas Gerais, buscamos mostrar para o leitor como fé, sonho e apropriação da realidade traduzem-se em versos pelas mãos de João Carlos Rosa e nos faz lembrar de outro Rosa, o Guimarães da prosa.   
 

 
VAQUEIRO RETIRANTE
Na noite escura
Do não me toques
Caminho na solidão
Como um vaqueiro cego
Que aboia boi na imaginação
O vento dança com os ramos
Afligindo o meu coração.
 
Sou um pobre vaqueiro retirante
Que atravessa todo o sertão
Em busca de água pura
Que cura toda paixão
Pois olho para os olhos profundos
Bem no fundo do coração.
 
Amanhã é certo
Que anoitecerá chovendo
Aumentando a escuridão
E o vaqueiro cego
Continuará aboiando
Boiada na imensidão
E o canto da ave de rapina
Que chegará em forma de oração.


A CASA
A casa fica longe
Onde não chega o aluguel
Mas chega a paz
É onde a melodia chega antes,
A letra chega mais tarde.
 
A noite aqui chega
Trazendo seu não
E os seus mistérios
Quando passa a madrugada
Chega a aurora
Tudo é desvendado
Com o sol que vem outro dia
Eu, sem tempo de sofrer.
 
E na hora santa do almoço
Na mesa farta da varanda
No fogão de lenha
Com gosto de panela de barro.
 
A casa fica bem longe
Cheia de buracos
Nas paredes de barro
Não acredito nem um pouco
Nas crendices deste lugar.
 
Aqui fica tão longe
Onde não chega o aluguel
Mas chega a paz
Onde a melodia chega antes
A letra chega mais tarde.

PAIOL
Eu resolvi pensar em nós
De barbas brancas já envelhecidas
Na festa de outro dia
Como nossos casos de ontem
Com dúvidas e dívidas
Armazenados no paiol da vida.
 
Ontem nós todos juntos
Com nossas vastas cabeleiras
Sem limite e sem basta
Chamados de jovens rebeldes
Andamos com calças apertadas
De boca de sino
E sapatos cavalo de aço
Sem medo do paiol da vida.
 
Hoje nós de cabelos brancos
Sem contar os que perdemos
Muitos de barrigas crescidas
Com medo do colesterol
Não degustamos hoje
Os mesmos pratos
Das festas daqueles dias
Todos assustados com o infarto.
 
Somos chamados de pai
Outros de avô
Vamos acumulando pontos
Na corrida do tempo
Com essa sabedoria divina.




MEU POÇO
Eu me lembro
Dos encantos da minha infância
Tenho na lembrança
O meu poço verde
Que o tempo secou.
 
Meu tempo de menino
Com o poço passou
Sem eu compreender
O que é sofrer
O que é a dor.
 
Eu vejo a areia branca
Um marco forte
Onde o poço verde existiu
Um dia quando criança
Com a vida eu brinquei.
 
Agora eu rastejo
Até seus pés
E mergulho no fundo
Do tempo que não volta.
 
A minha vida torta
Como as águas que correm
Pobre e poluída
Fraca e desnutrida
De nascentes desnudadas
Que passam no meu poço verde
Que um dia fui um rei.
 
Eu me lembro
Dos encantos da minha infância
Estão todos guardados
Nas paredes de barro.
 
As lembranças que não esqueço
Do meu poço verde
Que fez de mim
Um pensador torto
Dentro do meu ser
Assim tudo continua
O meu poço verde
Ainda está morto.
 
LIVRO DE BOLSO
Andei com fé
Nas ruas estreitas de Nazaré
Pois tinha um plano
Mergulhar no oceano
Da minha vida
E medir o tamanho da fé
Que caiba no meu livro de bolso.
 
Eu reparei em todas as ruas
Procurando sem rumo
A pequena casa escola
Que fica em Nazaré
Senti as minhas asas cortadas
Quando eu vi
Que ele tinha ido para Jerusalém.
 
Andei com fé
Nas ruas de Jerusalém
Ajudei ele a carregar o madeiro
Minha irmã enxugou seu rosto
Lembrei-me da fé
Ela não estava no bolso
Ela não cabia em mim
Na manhã da sua ressurreição.
 

OUTRAS PENTALOGIAS POÉTICAS


sexta-feira, 23 de abril de 2021

VERSOS DA VIDA DE JOÃO PINTO DE MOURA

 


João Pinto de Moura é um daqueles poetas que não rompem o cordão umbilical com sua terra e com a cultura do seu povo. Seus versos, rimados, procuram contar histórias vivenciadas por ele. Chega a ser a epopeia de um mutuense que celebra suas vitórias com júbilo que as transmitem em cada estrofe da sua poesia de fácil compreensão e de profundas reminiscências que nos levam a viajar a através do tempo.
 
Pessoas e lugares que habitam a sua memória dão vida a seus poemas. É por isso que seu jeito de poetizar provoca saudades. Podemos pescar no amplo ribeirão do seu livro Histórias de uma vida em versos menção a fatos que servem de base para reconstruir histórias, como o grupo de adolescentes Atalaia. O livro de João Pinto de Moura também é um álbum de lembranças especiais da sua vida que trazem em segundo plano ambientes de tempos idos que ficaram aqui eternizados.
 
Como proposta da nossa série, abrimos nossa pentologia com Histórias de uma vida, o primeiro poema, como um prefácio do que vamos encontrar em cada página, e por último o poema Registrei para vocês, que serve de posfácio.
 
Os outros três poemas foram de difícil escolha. Quisemos representar a pluralidade de assuntos. Escolhermos Charola para lembrar uma das atividades culturais de cunho religioso que faz parte da sua realidade atual. Já A pracinha – igrejinha de São Sebastião nos trás uma parte da história do catolicismo em Mutum que nem todo mundo conhece.
 
Tia Juraci
é uma bela homenagem a uma pessoa que foi, para muitos, sinônimo de simpatia, serenidade e caridade. Acredito que João Pinto de Moura tem muito mais a falar de sua tia. Quem sabe em um próximo livro.
 
Antes de ter a oportunidade de publicar seu livro através da Lei Aldir Blanc (Lei Federal Nº 14.017/2020), seus poemas já foram objeto de leitura e comentário em uma das nossas sessões do Café Literário. Foi a única experiência que tivemos com escritores  ainda não publicado.
 
Vamos aos cinco poemas que escolhemos para esta pentalogia.









HISTÓRIAS DE MINHA VIDA

Vou contar para vocês
Não é tudo que passou
É, parte de minha história
Desde quanto começou
 
Eu nasci em um recanto
Num cantinho beira mata
Onde passei minha infância
No córrego Ponte Alta
 
Nossa casa era pequena
Mas era muito singela
Pra buscar água na bica
Atravessava uma pinguela
 
Construída de pau a pique
Amarrada de cipó
Com telhado de tabuinha
Bem pertinho da vovó
 
   

CHAROLA

Na música sou sertanejo
Também gosto da popular
Gosto muito da charola
Pra meus versos entoar
 
As histórias desses Santos
Escrevi com dedicação
Dois mártires da nossa igreja
Manoel e Sebastião
 
 

A PRACINHA – IGREJINHA DE SÃO SEBASTIÃO

A Praça Raul Soares
Me deixou muitas lembranças
Que hora em poeira ou barro
É onde brincavam as crianças
 
Onde hoje é o sindicato
Tenho grande recordação
É ali que existia
A igrejinha de São Sebastião
 
Tinha também um coreto
Em boa conservação
Onde ali o povo usava
Para arrematar o leilão
 
 
TIA JURACI
 
Falando em caridade
Lembro da Tia Juraci
Que fazia o bem a todos
E até esquecida de si
 
Ajudava o povo inteiro
A todos sem distinção
Se batiam em sua porta
Abria de coração
 
Acolhia as famílias
Os doentes do hospital
E também muitas gestantes
Pra ganhar o seu Natal
 
Quantas vezes em minha casa
Ela muito ajudava
Cuidando da sobrinha Celsa
Quando os meninos ganhava
 
Não tinha dia nem hora
Era até de madrugada
Só saía pra ir embora
Quando tudo se ajeitava
 
Acredito que teve no céu
Um cantinho reservado
Pois tudo de bom que fez
Lá foi bem recompensado
 
 
 
REGISTREI PARA VOCÊS
 
Eu contei para vocês
Não foi tudo que passou
Foi parte da minha vida
Desde quando começou
 
Um pouquinho de cada coisa
De tamanha gratidão
Dos amigos, do tempo passado
Coisas da recordação
 
Ao terminar estes versos
De verdadeira expressão
Que é parte do meu passado
Sinto alegria e emoção



PENTALOGIAS POÉTICAS


segunda-feira, 5 de abril de 2021

AS PÍLULAS POÉTICAS DE TONY MARQUES

 


 

            Tony Marques é mutuense que reside em Contagem-MG. Ele consegue em versos curtos sintetizar sua visão peculiar da natureza e da história. É um poeta que traz na retina uma visão pastoril, ainda que viva na urbanidade seus dias de garimpagem por aquilo que alimenta a alma humana. Mas tem nos dedos a capacidade de encapsular em números mínimos de versos o que captura daqueles detalhes que ainda nos encantam.

            Tony Marques usa as redes sociais, facebook e instagram, como meio para compartilhar conosco as suas criações. É assim que ele espalha suas pílulas poéticas para amenizar nossos temores nas tardes cinzas e nas noites de ventos uivantes.

POEMA I


    

POEMA II

POEMA III

POEMA IV


POEMA V




NOTA DO BLOG:  Entrevista com TONY MARQUES


OUTRAS PENTALOGIAS

OLÍVIO DE SOUZA ARAÚJO

FRANCISCO FAGUNDES

ITAJACI CORRÊA

terça-feira, 8 de agosto de 2017

OS INDRISOS DE ANA HUBNER

Ana Hubner, uma poetisa a ser conhecida, estreia em nossa Pentalogia Poética nos presenteando com seus belos indrisos, esse novo estilo poético que tem cada vez mais chamado atenção de quem, condenado e aprisionado a ser instrumento da poesia, expressa a liberdade em versos.


Vagando pela seara dos sentimentos humanos, como tédio e anseio, Ana Hubner, mais que escuta, ausculta o silêncio e traduz em belos poemas o que esse incômodo e edificante companheiro tem a nós dizer.


ILUSÃO

Meus olhos desenham o doce querer
Embriagado pela ilusão
De viver o ato pleno de existir

Em sonho, acaricio o mapa lúdico
Ferindo a alma, a realidade é densa e cruel
Viajo na eternidade do tempo

Num espaço infinito vejo

Uma vã luta e seus ciclos



TÉDIO

No indelével espaço da alma
Todo o mistério do viver
Intensa angústia da existência

Entre a sombra e a luz
Contemplo o mar mudo
Água adormecida

Sou fonte, sou ferida

Anseio e tédio
  

VOCÊ

Você é meu raio de sol
Luz que desperta
Meu coração de pedra

Sem você, meus dias são escuros
Vazios do amor que sonhei
Esperei, espero, esperarei

Teu sorriso, uma prece

Teus olhos, meu farol!


O SILÊNCIO

Ergo o olhar da estrada
Sinto saudades do outono
Deito-me nua ao luar

Minhas mãos cheias de desenhos
Acolhem o silêncio
O vazio do existir

Entre mim e o que penso

Resta apenas a sombra do voo


VEJO

No silêncio calado de nós dois
No lapso indeciso do tempo
Renovo a esperança com olhos gastos

Com pupilas dilatadas vejo
A gota d’água, o papel, o fio de cabelo
A partícula do mundo

Sem refúgio, insisto ver o luar

Sonhando, sou eu só




OUTRAS PENTALOGIAS POÉTICAS





domingo, 30 de julho de 2017

A SINTONIA DO OLHAR FAUNÍSTICO DE JORGE ALVES

Essa pentalogia além de contemplar o poeta espirito-santense de São Mateus, mas residente em Vitória-ES, é também uma consideração ao nosso blog por um dos nossos leitores e parceiros, Juarez Mariano (Juarez da Lojinha) que nos apresentou o trabalho de Jorge Alves.

Durante o tempo que morou em terras capixabas, Juarez Mariano teve contato com vários escritores e pouco a pouco nos revela os trabalhos desses artistas.

Os poemas que reproduzimos são extraídos do livro Sintonia Do Olhar. O primeiro poema é o que dá título à obra e nos descreve o sol, fonte de energia para a vida na Terra. Os outros quatro têm em comum a descrição poética da fauna através das formigas, da preguiça, da relação entre as abelhas e suas classes sociais, uma metáfora das relações humanas. E por último aborda o desconforto do animal na selva de concreto. Boa leitura de cinco poemas em nossa série Pentalogia Poética.

SINTONIA DO OLHAR

Vemos o sol ao longe
nos giros que a terra dá
como um olho no universo
sempre a no acompanhar.
Iluminando nossos dias
e noites faz clarear,
em um flerte discreto
por trás do corpo lunar.
Trazendo o tempo para nós
sintonizados no seu olhar.


FORMIGAS

Formigas amigas, unidas
um exército a caminhar
apenas trabalham
não pensam em guerrear.

Carregam insetos
com a força que tem
e enormes vegetais
elas levam também.

O único objetivo
é alimentos guardar
para no inverno
poderem saborear.


PREGUIÇA

Lá vai ela
do seu jeito devagar
com braçadas preguiçosas
na árvore a escalar.
Sem preocupar-se com o tempo
nem hora de chegar
vendo espatifar no chão
frutas a se despencar.
Lá na ponta bem no alto
irá se refugiar
de predadores terrestres
que vierem lhe caçar.


DESLIZE NA COLMEIA

A rainha percebe
baixa produção
em uma das operárias
e quer saber a razão.
Rápida e discreta
começa a investigação
sendo surpreendida
com tamanha traição.
Descobre que a malandrinha
arranjou uma paixão
e ao invés do trabalho
vai namorar o zangão.
Abafa o acontecido
sem promover discussão
prendendo-os separadamente
matando-os de solidão.


BICHO SOLTO

Que lindo o mundo animal
quando se encontra
em seu habitat natural!
Presos em selva de pedras
leva uma vida infernal
são ditos de estimação
enquanto só têm ração
depois de cada apresentação.
Homens se dizem amigos
usando deturpação
e no curso da natureza

causando diminuição.


REGISTRO DO TRABALHO DE JUAREZ ALVES

OUTRAS PENTALOGIAS POÉTICAS AQUI NO MUTUM CULTURAL






sexta-feira, 21 de julho de 2017

A ESCRITA CRIATIVA EM MUTUM - PARTE 2/3

Dando sequência à série de entrevistas Programa Especial com Escritores Mutuenses completamos a primeira semana com mais três escritores que
Heloísa Alves
moram na nossa amada terra encontrando inspiração em nossa natureza, em nossa gente e em nosso jeito de celebrar a vida. Confira a seguir a síntese dos depoimentos de cada um pelas ondas da Rádio Cultura no programa O Giro de Mutum, apresentado por Marcos Adriano e editado juntamente com Heloísa Alves, coordenado por Padre José Marcelino.

CLÁUDIO ANTONIO MENDES

19.07.2017

O Entrevistado no terceiro Programa Especial com Escritores Mutuenses foi Cláudio Antonio Mendes. Um ponto fora da curva, como ele disse ser definido por um amigo.
Cláudio Antonio Mendes
Cláudio Antonio Mendes tem participado de antologias como a dedicada a si pela Palavra É Arte. Começou falando do seu processo de alfabetização ainda antes de ir para a escola ao ganhar uma caixa de livros do Mobral de seu avô.
Citou Luiz Lopes Coelho, contista talvez desconhecido para a maioria dos mutuenses e Ferreira Gullar, poeta falecido no final do ano passado.
Falou do seu processo eclético de criação. Salientou que Mutum figura em suas obras, seja como cenário, seja com seus personagens característicos.
Falando do mercado literário, que mesmo sendo literário, não deixa de ser mercado, apontou cinco caminhos para que o autor faça com que seu texto seja lido.
Em resposta à sua postagem no facebook, assim disse Heloísa Alves, editora do programa O Giro do Mutum: ...Seus autores preferidos são Sidney Sheldon, Luiz Lopes Coelho, CDA, Agatha Christie . Como é fã dos contos policiais!!!. Também o inspira a poesia de Ferreira Gullar. Tem consciência que a Literatura cumpre sua função social quando leva o leitor a transcender a realidade, a refletir e questionar, a buscar outras visões do mundo...  Cláudio, Você nos convida a sonhar com um novo mundo possível! Parabéns! Sucesso nas suas empreitadas da escrita criativa.


Mais de Cláudio Antonio Mendes em: PENTALOGIA POÉTICA



GISÉLIO ALENCAR

20.07.2017

Gisélio Jacinto Alencar, um escritor mutuense/penhense (Penha do
Gisélio Alencar
Capim) nos deu a honra de ser o quarto entrevistado da série. Seu encanto pela leitura começou quando seu vizinho lhe emprestava os livros da coleção Tesouro da Juventude. O seu despertar para a escrita criativa inicia-se quando resolve fazer uma homenagem ao pai falecido, um poema que está na página 37 do seu livro Um Olhar Para o Horizonte.
         Sua referência na poesia é Olavo Bilac, poeta parnasiano considerado o Príncipe dos poetas. Gosta muito de sonetos. Sua criação literária é uma mistura de inspiração com o ato contínuo de escrever. Refugia-se muito na solidão para sintetizar suas vivências e observações. Cita a AABB com refúgio preferido.
         Mencionou as singularidades de suas duas obras de poemas. Um Olhar Para o Horizonte traz ao lado de cada poema biografia de poetas brasileiros, cumprindo também sua função didática de difundir os autores brasileiros. Já em Fragmentos Perdidos transcreve em poemas paisagens, objetos e pessoas do cotidiano.
         Falou da contra-arte nas redes sociais. No entanto, a comunicação instantânea da informática ajuda na divulgação das obras. Incentivou quem escreve. Entende que para alguns a escrita é mesmo uma atividade intimista. Para ficar só pra si. Mas nesse mercado restrito, quem escreve deve insistir, uma hora a sua escrita vai aparecer.
         Encerrou a entrevista lendo um capítulo do seu romance, em processo de revisão, Os Fugitivos, dedicado ao amigo e vizinho que lhe emprestava os livros da coleção Tesouro da Juventude.

Mais de Gisélio Alencar: PENTALOGIA POÉTICACAFÉ LITERÁRIO



PATRÍCIA SOARES TEIXEIRA

21.07.2017

A série de entrevista seguiu pela sexta-feira tendo uma escritora abrindo a participação feminina nossos microfones da Rádio Cultura, programa O Giro do Mutum.
Patrícia Soares Teixeira 
Para Patrícia Soares, para escrever é preciso ler. Ela escrevia, no entanto, guardava seus escritos. Quando passou a ser mãe, escrevia para o filho. Entendeu que esse legado precisava ser divulgado, foi aí que lançou seu primeiro livro,  Mais Que Palavras, em julho do ano passado.
Lembrou-nos do seu primeiro contato com as histórias de Monteiro Lobato, que voltou a ser citado quando a entrevistada falou da importância social da literatura, mas é na faculdade que teve influência de Carlos Drummond de Andrade.
Sobre o exercício da escrita ela afirmou que o tempo não anda muito seu amigo, na sua atividade literária, inspiração e prática se misturam. Na sua condição de professora, tenta despertar sonhos em seus alunos. Elogiou as redes sociais quando bem usada como o nosso blog, mas salientou os riscos dessa ferramenta quando não bem usada.
A pedra Invejada, presente em sua obra, bem com a tradição de sua família na arte da música, do humor e da literatura. Uma boa observadora da natureza, Patrícia Soares consegue fazer da sombra de uma árvore luz para seu poetizar.


Acesse a primeira parte da postagem em: A ESCRITA CRIATIVA - PARTE 1/3