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segunda-feira, 17 de julho de 2017

A VIDA DÓI?!: SOMOS CONFLITO

“Falo com meu corpo, e isto sem saber. Digo, portanto, sempre mais do que sei. É aí que chego ao sentido da palavra sujeito no discurso analítico. O que fala sem saber me faz eu, sujeito do verbo.”
Jacques Lacan

Com suas crônicas publicadas em seu blog, Evaristo Magalhães, filósofo e psicanalista, professor e escritor, ipanemense,
portanto, da nossa região, tem nos levado a refletir sobre a nossa existência, os nossos desejos de amar e ser amado em um mundo onde prevalece o incentivo ao individualismo. Ele chama a nossa atenção para nossas constantes perdas e a necessidade de nos ajeitarmos, não só no nicho, mas em nossa consciência do que realmente somos.
Mutum Cultural não só está acompanhando o lançamento do livro A VIDA DÓI?! de Evaristo Magalhães, como teve a oportunidade de entrevistá-lo. Compartilhamos esse bate papo com nossos leitores na intenção de que possamos entender os objetivos da obra.

MUTUM CULTURAL: Gostaríamos que, antes de conversarmos sobre o livro, você se apresentasse para nossos leitores de Mutum e região:
EVARISTO MAGALHÃES: Meu nome é Evaristo Magalhães. Nasci em Ipanema-MG. Estudei Filosofia e Psicologia na UFMG. Sou mestre em Educação e doutor em Clínica Psicanalítica pela UFMG. Atualmente, sou professor universitário e escritor.

MUTUM CULTURAL: O livro A VIDA DÓI?! quer transmitir
para o leitor qual recado? Suas postagens no seu blog estão presentes nessa obra?
EVARISTO MAGALHÃES: O livro A VIDA DÓI?! Trata de uma seleção de crônicas que publiquei no meu blog nos últimos dois anos. Atualizamos, organizamos e fizemos uma revisão criteriosa dessas crônicas. Meu objetivo é falar o quê do amor não é amor. O quê da felicidade não é felicidade e o quê da vida não é bem vida. Com isto, pretendo colocar meu leitor no que a psicanálise chama de inconsciente, no sentido de como cada um irá se arranjar com isto.

MUTUM CULTURAL: Ficaram criativo e sugestivo os pontos, de interrogação e exclamação, no título. Foi intencional?
EVARISTO MAGALHÃES: O título do meu livro vem acompanhado –propositalmente – de uma interrogação e de uma exclamação. Na vida, nada é constante e regular. Regularidade e constâncias dizem respeito às ciências exatas e da natureza. Quanto aos sentimentos, só nos resta o contraditório. Ninguém só é amado: amamos e desamamos. Tendemos a crer apenas no amor e na felicidade. Meu livro, busca com clareza e leveza, trazer à tona esse outro lado do nosso existir que é real, que tanto nos perturba e que tanto tememos.

MUTUM CULTURAL: Qual a relação de A VIDA DÓI?!  para CRÔNICAS PARA AMAR, lançado ano passado?
EVARISTO MAGALHÃES: Este livro, na verdade, é uma
Livro do autor lançado em 2016
continuidade do primeiro. O que difere são as leituras que venho fazendo – uma vez que todas as minhas crônicas nasceram das obras de um psicanalista francês que gosto muito chamado Jacques Lacan. O que li para este livro é bem diferente do que li para o primeiro.

MUTUM CULTURAL: Como surgiu a ideia de traduzir em crônicas a sua experiência como psicanalista? A experiência de ser professor está em suas crônicas?
EVARISTO MAGALHÃES: Sim, como professor, eu nunca dei aula para os cursos em que me formei. Atualmente leciono para médicos e advogados. Deste modo, tive que aprender a traduzir a psicanálise e a filosofia com clareza e leveza. Assim, tento levar para as crônicas essa experiência que vivencio na docência.

MUTUM CULTURAL: Você lançará o livro em Ipanema-MG, sua cidade natal. Quais são as suas expectativas?
EVARISTO MAGALHÃES: Saí de Ipanema com 19 anos. Era uma cidade com grande efervescência cultural. Inclusive, cheguei a participar de vários festivais de música. Em minha casa corria muitos livros, discos e revistas. Ao sair à rua, inevitavelmente, eu sempre me deparava com alguém tocando Belchior, Raul Seixas, Caetano Veloso e Chico Buarque. Grande parte do que sou, devo a essa cidade. Fico muito honrado, 30 anos depois, de poder voltar aqui para uma festa de lançamento de um livro meu. Espero rever os amigos e familiares. Espero fazer novos amigos e conhecer, pessoalmente todos que me seguem nas redes sociais – inclusive aqueles que moram nas cidades próximas a Ipanema. Faremos uma grande festa no dia 21 de julho, às 19h00, no Salão Paroquial. Espero todos lá.

"Normal é quem não se acovarda diante das certezas da vida. Normal é quem consegue se arranjar com seus enigmas. Normal é que não se aliena nas ilusões da cultura. Normal é quem consegue carregar pela vida isso que ninguém sabe direito o que é." 

Evaristo Magalhães - Psicanalista


MUTUM CULTURAL: Para você, qual é o principal conflito interior que o ser humano vivencia hoje?
EVARISTO MAGALHÃES: Não existe um principal conflito que atinge o ser humano. Somos conflito. Perderemos pessoas queridas. Nunca seremos amados como gostaríamos. Enfim, viver é ter que se haver com a dor de existir. A questão é o que fazer com isso. A questão é como se arranjar com isso.

MUTUM CULTURAL: Tem projeto para outros livros?
EVARISTO MAGALHÃES: Sim, acho que não vou parar de publicar livros nunca mais. Rsrs.

MUTUM CULTURAL: Deixe uma mensagem para os leitores do blog MUTUM CULTURAL:
EVARISTO MAGALHÃES: Quero convidar todo mundo de Mutum e de todas as cidades próximas, para estar comigo em Ipanema, sexta-feira, dia 21/07/2017, às 19h00, no salão paroquial, para celebrarmos esse momento de alegria. Fiz o lançamento em BH, dia 08/07/2017, na Leitura do Pátio Savassi. Depois de Ipanema, sigo para São Paulo. Farei o lançamento na Casa das Rosas, na Avenida Paulista. Depois lanço no Rio de Janeiro. Aguardo Vocês.


Links relacionados:
LIVROS DO AUTOR NA LOJA VIRTUAL DA EDITORA GIOSTRI:
https://lojavirtual.giostrieditora.com.br

BLOG DO AUTOR:
https://evaristomagalhaespsicanalista.com/

EVENTO DE LANÇAMENTO EM IPANEMA-MG
https://www.facebook.com/events/1427588660665316/





sábado, 27 de agosto de 2016

VIRTUALIDADES DE UM LANÇAMENTO LITERÁRIO

Atraído pela vontade de entender as ondas pelas quais a literatura surfa em tempos de virtualidades, nosso blog acompanhou o evento do “Lançamento Virtual do Livro Quatro Contos de Amor”. Fizemos perguntas que foram publicadas no nosso grupo no facebook juntamente com as respostas.

ADRIANA IGREJAS

FOTO DO PERFIL DO FACEBOOK

Adriana Igrejas é do Rio de Janeiro-RJ, Professora de Português/ Literatura e Inglês, formada pela UFRJ. É autora de dois romances e de um livro de contos, além de participar de cinco antologias nacionais e duas portuguesas. Está recentemente lançando novos livros de contos em e-book pela Amazon. Recebeu o Prêmio Baixada 2014 na categoria Literatura. Faz parte da Academia de Letras de seu município. É casada e tem dois filhos.

MUTUM CULTURAL: Olá Adriana, como nasceu a ideia do livro?

ADRIANA IGREJAS: Obrigada por participar. Esses contos eu escrevi em ocasiões diferentes, por tema, para participar de concursos para publicar em antologias. Todos eles já foram publicados, só que cada um num livro diferente, dois no Brasil e dois em Portugal. Me ocorreu que meus leitores, aqueles que querem ler exclusivamente textos meus não iam comprar quatro livros diferentes para ler meus textos espalhados por aí... Então, resolvi juntar esses quatro que falam de amor em um e-book...

MUTUM CULTURAL: Qual o diferencial dessa obra para as demais que você já publicou como “A BABÁ GÓTICA”, “CAIPIRA, EU?” e “A FÓRMULA DA VIDA”?

ADRIANA IGREJAS: Bem, este livro é de contos, então se assemelha a "Um apartamento com vista para o mar e outras histórias", que também é de contos. "Caipira, eu", ainda a ser lançado é bem diferente, porque são contos meio soltos, sem a tal unidade, justamente por serem relatos verídicos de meu pai. Será uma obra de valor sentimental. Já "A babá gótica" e "A fórmula da vida" são do mesmo gênero, que é o romance - narrativa longa. Estes desenvolvem melhor os personagens, a trama é mais complicada e cheia de reviravoltas.

MUTUM CULTURAL: Como é o seu processo de criação?

ADRIANA IGREJAS: Logo que tenho a ideia, eu anoto a storyline (em uma linha ou pouco mais sobre o que é). Aí eu passo a elaborar toda a história na cabeça. Levo dias pensando e organizando tudo em minha mente. Depois anoto as linhas gerais, um story board. Depois faço a pesquisa de lugares, nomes, cultura do lugar etc. Depois, se é um conto, já escrevo. Se é um romance, faço um esquema com os nomes dos capítulos e o que vai acontecer em cada um. Só aí começo a escrever. Mas é lógico que muita coisa muda na hora da escrita efetivamente...

MUTUM CULTURAL: Esse é o seu primeiro lançamento virtual? Quais as principais diferenças entre esse tipo de lançamento e um lançamento físico? 

ADRIANA IGREJAS: Bem, sim, é o primeiro lançamento virtual, porque este é o primeiro livro que lanço apenas em e-book, ou seja, de certa forma é também um livro virtual. Meus outros livros, mesmo as antologias de que participei, foram livros físicos e tiveram lançamentos em livrarias ou casas de cultura. Eu já havia participado de outros eventos virtuais, como o FLAL, que envolve vários autores, que também respondem a tudo pelo facebook. A gente sabe que a participação é pouca, mas muita gente curte, dá uma olhada, enfim, fica sabendo sobre o livro e a divulgação é o principal objetivo.

MUTUM CULTURAL: Voltando a sua obra. O que você ressalta como característica principal em seus personagens?

ADRIANA IGREJAS: Acho que é a verossimilhança. Eles parecem pessoas reais e não é por acaso. Eu me esforço muito para que meus personagens ajam e falem como pessoas normais e brasileiras! Inspiro-me em pessoas que conheço ou conheci e esse toque de realidade tem agradado bastante, porque ninguém gosta de personagens artificiais.


MUTUM CULTURAL: Deixe uma mensagem para os leitores do Blog Mutum Cultural e membros do grupo no Facebook.

ADRIANA IGREJAS: Olá, leitores de Mutum! É um prazer estar compartilhando um pouco de meu trabalho com vocês! Espero ter satisfeito um pouco sua curiosidade. Adoro ter esse tipo de contato com leitores e trocar experiências. Torço para que fiquem ainda mais curiosos e passem a serem meus leitores. Estou sempre acessível através das redes sociais para quem quiser me contatar. Um grande abraço e beijinhos literários e culturais para vocês!

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