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quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

JOÃO CARLOS ROSA: O FLORESCER DO POETA

 

JOÃO CARLOS ROSA: 
O FLORESCER DO POETA




SÉRIE: TEMPOS DE OURO DA LITERATURA MUTUENSE – I
 
“Há no poetizar deste autor a singeleza da fé nascida dos percalços e da contemplação do viver”

Trecho do prefácio do livro Uma vida de poemas, 
por Cláudio Antonio Mendes.
 
João Carlos Rosa nasceu em 23 de junho de 1960, casado, pai de cinco filhos, morador da comunidade Barra Longa desde nove anos de idade. Nasceu em Cabeceira de Laginha de Mutum, registrado em Centenário. É presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Mutum. Teve seu primeiro livro publicado pela Lei Federal nº 14.017/2020, denominada Lei Aldir Blanc, Uma vida de poemas.
 
A lida poética de João Carlos Rosa vem da adolescência. Seus poemas não estão presos a um tema específico. O cotidiano no meio rural, a militância pastoral e social e os sentimentos de afetos e amor se misturam e pautam o seu lazer/labor na escrita criativa.
 
Em entrevista concedida no mês de setembro de 2022, ele fala do seu trabalho literário.
 
MUTUM CULTURAL: Como é seu o hábito de leitura?
JOÃO CARLOS ROSA: Sempre gostei de ler e escrever. Escrevo desde os meus 15 anos. Alguns escritos já se perderam.
 
MUTUM CULTURAL: Fale sobre o seu processo de escrita?
JOÃO CARLOS ROSA: Escrevi mais poemas, mas também escrevia peças de teatro para o grupo de jovens. A inspiração é uma coisa interessante.  Às vezes uma frase, uma palavra surge e desencadeia o processo.
 
MUTUM CULTURAL: Você pretende produzir textos em prosa, como crônicas e contos?
JOÃO CARLOS ROSA: Sim, penso em produzir prosas. Tenho alguns causos que gostaria de contar por escrito. Tenho que ler mais prosa para me aprimorar nesta forma de narrativa.
 
MUTUM CULTURAL: Você participou da Lei Aldir Blanc. Qual foi a sensação quando recebeu a informação da possibilidade de ter seu primeiro livro publicado? Comente sobre Uma vida em poemas:
JOÃO CARLOS ROSA: Assustou de início. Não esperava ser contemplado. Foi um sonho que se realizou. De repente ver seu livro impresso foi muito bom. Foi como se fosse um sexto filho. Eu selecionei para o livro os poemas que foram mais fáceis de encontrar. Coloquei o poema Pedaços, publicado no jornal Desperta Povo na década de noventa, mas acabou ficando de fora. O livro se limitava a cem páginas no máximo. A foto na capa do livro é de Barra Longa, foi para retratar o local onde moro desde meus nove anos.
 
João Carlos Rosa participando da Retomada Literária,
O Cafezeiro, dez/2021


MUTUM CULTURAL: Qual a sua interação com os outros escritores de Mutum?
JOÃO CARLOS ROSA: Já li muita coisa dos nossos autores. São bons livros. A literatura mutuense é bem promissora. Participamos recentemente da Retomada Literária n’O Cafezeiro. Tenho mais livros do Cláudio Antonio Mendes.
 
MUTUM CULTURAL: O que você planeja para esta nova década? E o que você espera da cultura municipal?
JOÃO CARLOS ROSA: Publicar mais livros. Participar de alguns projetos, alguma coletânea de forma cooperativa. A nossa cultura mutuense precisa investir mais em nossos autores, em nossos músicos, por exemplo. Nossos artistas deveriam ser mais valorizados pelo poder público. Não investir tanto e só em artistas de fora. Investir naquilo que é da cultura mutuense. Talvez as gerações futuras não vão valorizar o que temos por desconhecer nossas manifestações culturais.
 
 
NOTA DO BLOG: Esta postagem é parte do material levantado para TEMPOS DE OURO DA LITERATURA MUTUENSE – I (2011-2020).

Foto inicial: divulgação da obra na loja IBI LITERRÁRIO


PENTALOGIA POÉTICA EM
 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

POEMAS DE UMA VIDA DE JOÃO CARLOS ROSA




" ...a melodia chega antes,

a letra chega mais tarde."






SÉRIE: PENTALOGIAS POÉTICA
LIVRO: UMA VIDA EM VERSOS
AUTOR: JOÃO CARLOS ROSA
EDITORA: TXAI EDITORAÇÕES

 
A sensibilidade poética de João Carlos Rosa vem de muito tempo, assim como sua militância pastoral e social. Ele é o poeta idílico que nos faz recordar dos tempos de roça e labuta. Dos tempos de plantações e rebanhos. E traz todos os trejeitos dos pastoreios para expressar seus sonhos e sua luta, mas acima de tudo a sua fé em Deus e em dias melhores.
 
Através dos cinco poemas retirados da sua primeira obra impressa, realizada com os recursos da Lei Federal nº 14.017/2020, denominada Lei Aldir Blanc, por intermédio da Secretaria Municipal de Cultura de Mutum, Minas Gerais, buscamos mostrar para o leitor como fé, sonho e apropriação da realidade traduzem-se em versos pelas mãos de João Carlos Rosa e nos faz lembrar de outro Rosa, o Guimarães da prosa.   
 

 
VAQUEIRO RETIRANTE
Na noite escura
Do não me toques
Caminho na solidão
Como um vaqueiro cego
Que aboia boi na imaginação
O vento dança com os ramos
Afligindo o meu coração.
 
Sou um pobre vaqueiro retirante
Que atravessa todo o sertão
Em busca de água pura
Que cura toda paixão
Pois olho para os olhos profundos
Bem no fundo do coração.
 
Amanhã é certo
Que anoitecerá chovendo
Aumentando a escuridão
E o vaqueiro cego
Continuará aboiando
Boiada na imensidão
E o canto da ave de rapina
Que chegará em forma de oração.


A CASA
A casa fica longe
Onde não chega o aluguel
Mas chega a paz
É onde a melodia chega antes,
A letra chega mais tarde.
 
A noite aqui chega
Trazendo seu não
E os seus mistérios
Quando passa a madrugada
Chega a aurora
Tudo é desvendado
Com o sol que vem outro dia
Eu, sem tempo de sofrer.
 
E na hora santa do almoço
Na mesa farta da varanda
No fogão de lenha
Com gosto de panela de barro.
 
A casa fica bem longe
Cheia de buracos
Nas paredes de barro
Não acredito nem um pouco
Nas crendices deste lugar.
 
Aqui fica tão longe
Onde não chega o aluguel
Mas chega a paz
Onde a melodia chega antes
A letra chega mais tarde.

PAIOL
Eu resolvi pensar em nós
De barbas brancas já envelhecidas
Na festa de outro dia
Como nossos casos de ontem
Com dúvidas e dívidas
Armazenados no paiol da vida.
 
Ontem nós todos juntos
Com nossas vastas cabeleiras
Sem limite e sem basta
Chamados de jovens rebeldes
Andamos com calças apertadas
De boca de sino
E sapatos cavalo de aço
Sem medo do paiol da vida.
 
Hoje nós de cabelos brancos
Sem contar os que perdemos
Muitos de barrigas crescidas
Com medo do colesterol
Não degustamos hoje
Os mesmos pratos
Das festas daqueles dias
Todos assustados com o infarto.
 
Somos chamados de pai
Outros de avô
Vamos acumulando pontos
Na corrida do tempo
Com essa sabedoria divina.




MEU POÇO
Eu me lembro
Dos encantos da minha infância
Tenho na lembrança
O meu poço verde
Que o tempo secou.
 
Meu tempo de menino
Com o poço passou
Sem eu compreender
O que é sofrer
O que é a dor.
 
Eu vejo a areia branca
Um marco forte
Onde o poço verde existiu
Um dia quando criança
Com a vida eu brinquei.
 
Agora eu rastejo
Até seus pés
E mergulho no fundo
Do tempo que não volta.
 
A minha vida torta
Como as águas que correm
Pobre e poluída
Fraca e desnutrida
De nascentes desnudadas
Que passam no meu poço verde
Que um dia fui um rei.
 
Eu me lembro
Dos encantos da minha infância
Estão todos guardados
Nas paredes de barro.
 
As lembranças que não esqueço
Do meu poço verde
Que fez de mim
Um pensador torto
Dentro do meu ser
Assim tudo continua
O meu poço verde
Ainda está morto.
 
LIVRO DE BOLSO
Andei com fé
Nas ruas estreitas de Nazaré
Pois tinha um plano
Mergulhar no oceano
Da minha vida
E medir o tamanho da fé
Que caiba no meu livro de bolso.
 
Eu reparei em todas as ruas
Procurando sem rumo
A pequena casa escola
Que fica em Nazaré
Senti as minhas asas cortadas
Quando eu vi
Que ele tinha ido para Jerusalém.
 
Andei com fé
Nas ruas de Jerusalém
Ajudei ele a carregar o madeiro
Minha irmã enxugou seu rosto
Lembrei-me da fé
Ela não estava no bolso
Ela não cabia em mim
Na manhã da sua ressurreição.
 

OUTRAS PENTALOGIAS POÉTICAS


segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

SEXTA-FEIRA TEREMOS LIVRO SENDO LANÇADO

 SEXTA-FEIRA TEREMOS LIVRO SENDO LANÇADO
 


Acsa da Luz Mendes fará o lançamento do seu livro Boas Novas De Um Novo Tempo. Trata-se de uma obra que traz textos tanto em verso quanto em prosa, mas nunca abrindo mão da poesia e da percepção de realidade da jovem autora.

O Evento será na Casa de Cultura, dia 07 de Janeiro de 2022, a partir das 19:30 horas. Vamos valorizar este momento ímpar da literatura mutuense.

 Segue a mini-entrevista que fizemos com a autora.

Quando você começou a escrever?
Comecei a escrever em 2016, com 16 anos, inspirada por uma imensa paixão pela filosofia e espiritualidade, e pela vontade de registrar as ideias que eu acessava em minhas meditações, para refleti-las, e mais tarde quem sabe, publicá-las.
 
BOAS NOVAS DE UM NOVO TEMPO é o seu primeiro livro?
Boas novas de um novo tempo é meu primeiro livro, já tem outro em andamento, continuo registrando essas ideias que tanto me servem, com o genuíno intuito de que sirva também aos leitores que irão adquirir a obra
 
Como foi o processo de publicação?
No processo de publicação participei ativamente junto com a editora, embora o tempo dado pelo edital fosse curto, fizemos um belo trabalho, que me permitiu realizar um grande sonho.
 
O que o leitor encontrará em seu livro?
No meu livro você há de encontrar textos e poemas expressos com grande clareza, que trazem em si o que chamo de grafia dos anjos, quando as palavras servem a um propósito mais elevado e se tornam meios de trazer elucidações, sentimentos nobres. Isto será percebido pelo leitor, gosto de dizer que os textos são inspirados e canalizados dos céus para que sirvam ao nosso desenvolvimento, e ao propósito divino que é criar um novo tempo para a humanidade, e através da elevação de nossas consciências, trazer à realidade o Reino de Deus, uma forma também de fortalecer a fé e a esperança diante dos dias difíceis que passamos, visando percebê-los como os sintomas de uma ferida, que se não fosse percebida nos levaria à morte, dói para que a percebamos e procuremos a cura.
 
Fale sobre o lançamento e suas expectativas para o evento:
Estou imensamente feliz por realizar essa apresentação, senti de organizar também uma exposição de artesanatos, para também presentear meus convidados através de sorteios no decorrer do evento, o mesmo farei com alguns livros, não estou preparando palestra, o que houver de ser dito será baseado nos sentimentos que me serão dados a perceber ao me apresentar, de antemão, sinto imenso prazer, honrada em compartilhar com meu povo essa obra tão importante e inspirada, sinto também uma grande alegria por reunir na nossa Casa de Cultura alguns dos meus mais queridos conterrâneos, dentre eles professores que participaram de minha educação, diretoras das escolas públicas que estudei, representantes políticos da nossa casa legislativa e alguns membros da administração da cidade, também se encontraram presentes os prezados poetas mutuenses, escritores que publicaram livros com recursos da Lei Aldir Blanc, dentre outros, será um evento memorável, um dia marcante para mim e para quem estiver presente, prestigiando esse passo importante na  ascensão da literatura de Mutum!

EVENTO: Lançamento do livro Boas Novas De Uma Nova Era
AUTORA: Acsa Da Luz Mendes
QUANDO: Sexta-feira, 07 de Janeiro de 2022.
ONDE: Casa de Cultura
HORÁRIO: A partir das 19:30 horas.

sexta-feira, 23 de abril de 2021

VERSOS DA VIDA DE JOÃO PINTO DE MOURA

 


João Pinto de Moura é um daqueles poetas que não rompem o cordão umbilical com sua terra e com a cultura do seu povo. Seus versos, rimados, procuram contar histórias vivenciadas por ele. Chega a ser a epopeia de um mutuense que celebra suas vitórias com júbilo que as transmitem em cada estrofe da sua poesia de fácil compreensão e de profundas reminiscências que nos levam a viajar a através do tempo.
 
Pessoas e lugares que habitam a sua memória dão vida a seus poemas. É por isso que seu jeito de poetizar provoca saudades. Podemos pescar no amplo ribeirão do seu livro Histórias de uma vida em versos menção a fatos que servem de base para reconstruir histórias, como o grupo de adolescentes Atalaia. O livro de João Pinto de Moura também é um álbum de lembranças especiais da sua vida que trazem em segundo plano ambientes de tempos idos que ficaram aqui eternizados.
 
Como proposta da nossa série, abrimos nossa pentologia com Histórias de uma vida, o primeiro poema, como um prefácio do que vamos encontrar em cada página, e por último o poema Registrei para vocês, que serve de posfácio.
 
Os outros três poemas foram de difícil escolha. Quisemos representar a pluralidade de assuntos. Escolhermos Charola para lembrar uma das atividades culturais de cunho religioso que faz parte da sua realidade atual. Já A pracinha – igrejinha de São Sebastião nos trás uma parte da história do catolicismo em Mutum que nem todo mundo conhece.
 
Tia Juraci
é uma bela homenagem a uma pessoa que foi, para muitos, sinônimo de simpatia, serenidade e caridade. Acredito que João Pinto de Moura tem muito mais a falar de sua tia. Quem sabe em um próximo livro.
 
Antes de ter a oportunidade de publicar seu livro através da Lei Aldir Blanc (Lei Federal Nº 14.017/2020), seus poemas já foram objeto de leitura e comentário em uma das nossas sessões do Café Literário. Foi a única experiência que tivemos com escritores  ainda não publicado.
 
Vamos aos cinco poemas que escolhemos para esta pentalogia.









HISTÓRIAS DE MINHA VIDA

Vou contar para vocês
Não é tudo que passou
É, parte de minha história
Desde quanto começou
 
Eu nasci em um recanto
Num cantinho beira mata
Onde passei minha infância
No córrego Ponte Alta
 
Nossa casa era pequena
Mas era muito singela
Pra buscar água na bica
Atravessava uma pinguela
 
Construída de pau a pique
Amarrada de cipó
Com telhado de tabuinha
Bem pertinho da vovó
 
   

CHAROLA

Na música sou sertanejo
Também gosto da popular
Gosto muito da charola
Pra meus versos entoar
 
As histórias desses Santos
Escrevi com dedicação
Dois mártires da nossa igreja
Manoel e Sebastião
 
 

A PRACINHA – IGREJINHA DE SÃO SEBASTIÃO

A Praça Raul Soares
Me deixou muitas lembranças
Que hora em poeira ou barro
É onde brincavam as crianças
 
Onde hoje é o sindicato
Tenho grande recordação
É ali que existia
A igrejinha de São Sebastião
 
Tinha também um coreto
Em boa conservação
Onde ali o povo usava
Para arrematar o leilão
 
 
TIA JURACI
 
Falando em caridade
Lembro da Tia Juraci
Que fazia o bem a todos
E até esquecida de si
 
Ajudava o povo inteiro
A todos sem distinção
Se batiam em sua porta
Abria de coração
 
Acolhia as famílias
Os doentes do hospital
E também muitas gestantes
Pra ganhar o seu Natal
 
Quantas vezes em minha casa
Ela muito ajudava
Cuidando da sobrinha Celsa
Quando os meninos ganhava
 
Não tinha dia nem hora
Era até de madrugada
Só saía pra ir embora
Quando tudo se ajeitava
 
Acredito que teve no céu
Um cantinho reservado
Pois tudo de bom que fez
Lá foi bem recompensado
 
 
 
REGISTREI PARA VOCÊS
 
Eu contei para vocês
Não foi tudo que passou
Foi parte da minha vida
Desde quando começou
 
Um pouquinho de cada coisa
De tamanha gratidão
Dos amigos, do tempo passado
Coisas da recordação
 
Ao terminar estes versos
De verdadeira expressão
Que é parte do meu passado
Sinto alegria e emoção



PENTALOGIAS POÉTICAS


sábado, 10 de abril de 2021

O BIG BANG DE UM UNIVERSO MUSICAL


“Quando abri meus olhos, me encontrei perdido

No tempo e espaço, me demoro nortear “

 

A arte surge na cabeça do artista como um big bang. Uma ideia infinitamente minúscula, comprimida ao extremo, começa a pulsar. E quando menos se espera ela explode e se expande em poemas, narrativas, músicas, filmes.

Um videoclipe é um encontro de duas artes. De um lado a letra, os versos contando uma história, imaginada ou não, que ganha a beleza da melodia. Do outro o roteiro que vira movimento cristalizando em cenas o que a canção gostaria de dizer. Quando o encontro se expressa em um abraço fundindo música e cena em movimento o que temos sempre é arte bem legal de se apreciar.

O videoclipe da música Universo, interpretada por Vitor Lacerda e Maisa Santos, fruto da Lei Aldir Blanc, tem encantado pela canção em si e pelas imagens que traduzem a mensagem da letra. E como em um big bang, podemos estar diante do surgimento de um novo universo musical na cultura mutuense.



            Como o blog Mutum Cultural vem fazendo, registramos nesta postagem a realização deste produto e um bate papo com um dos autores, Vitor Lacerda.

           

- ENTREVISTA-

Como surgiu a ideia de um videoclipe para a música?

Fui contemplado na categoria de single musical + videoclipe, então sempre estive pensando em como seria o clipe enquanto estávamos gravando a música. Como a canção tem uma letra bem leve, pensamos em fazer algo leve no clipe, utilizando a própria natureza.



Sobre a música, é de sua composição?

É sim! A composição conta uma lembrança de amor, mas tem várias referências da física. Como sou estudante de física, isso não podia faltar! Termos como “tempo e espaço” fazem parte da composição, que é um Pop/Nova MPB.

 

Qual é o seu processo de criação? Você se inspira em algum artista?

Primeiramente escrevi a letra e depois compus a melodia. Nesse processo a letra sofreu algumas mudanças por conta da melodia escolhida, mas foi um processo bem natural. Minha principal inspiração e referência musical é o duo Anavitória. Estou sempre cantando músicas delas junto com a Maisa.

 

O videoclipe seguiu um roteiro elaborado previamente ou foi na base do “uma ideia na cabeça e uma câmera na mão”?

O videoclipe foi todo elaborado antes! Fizemos algumas reuniões com o Reinan Cardoso (diretor do clipe) para definir as cenas, as referências utilizadas, os elementos que iriam compor o clipe (como o colchão e o microfone), a paleta de cores e diversos outros detalhes.

Sobre a participação da Maisa Santos, o projeto foi concebido com ela antes de ser inscrito ou o convite veio depois?

Maisa e eu temos uma história muito unida e centrada na música. Apesar de sermos primos, nos conectamos fortemente participando da Banda Musical Mutuense. Sempre cantávamos juntos em qualquer situação, então quando eu soube da oportunidade da Lei Aldir Blanc, já falei logo com ela. Eu ainda tinha apenas a letra da música, então fomos construindo tudo juntos. Desde o princípio, antes de inscrever o projeto, já estávamos juntos concebendo a ideia.

 

Além deste projeto e do VÍDEO CURTO: TOUR CULTURAL: Espaços e Expressões culturais, mais projetos seu que foram aprovados?

Tive apenas esses dois projetos aprovados e fico bem feliz por eles serem muito parte de quem eu sou. No Tour Cultural, eu apresentei sobre expressões culturais que fazem parte da minha vivência. E na música e clipe de Universo, Maisa e eu mostramos nossa capacidade musical, com a presença de harmonias entre nossas vozes e também de instrumentos que tocamos, como o clarinete e a flauta transversal.

 

Há outros videoclipes a caminho?

No momento estamos focados na divulgação de Universo, mas já estamos planejando uma versão diferente da música com um novo videoclipe também!











MAIS MÚSICA NO MUTUM CULTURAL

JOÃO LUIZ

LÍVIA LACERDA

quarta-feira, 7 de abril de 2021

MUTUM TEM XOTE E TEM BAIÃO


 "Cada verso que eu canto 
tem a força de um baião, 
cada coco repicado 
bate no meu coração..."

Da música Mutum Preto


Com o intuito de deixar registrado o boom cultural em nossa Mutum iniciado ano passado com a viabilização da Lei Federal Aldir Blanc (Nº 14.071/2020) pela Secretaria Municipal de Cultura, sob a coordenação de César Tomé, que reverbera ainda na concretização dos projetos contemplados, muitos deles este ano, com apoio e acompanhamento da atual gestão, fazemos nesta postagem o registro do EP Tem xote e tem baião, de Lívia Lacerda 


LÍVIA LACERDA POR LÍVIA LACERDA

A música é uma harmonia de notas que mexe com a nossa alma. Eu venho de uma família de músicos, meu avô, por exemplo, comprou uma sanfona de segunda mão e tocava para os netos, inclusive foi a sanfona que usamos na gravação deste EP, e, assim, foi surgindo o gosto pela música. Hoje, em encontros de família, não podem faltar um violão, uma sanfona, um piano e muitas vozes.

Eu comecei a estudar música aos meus 6 anos e ao 10 ano fui  a cantar na matriz da minha cidade. Já aos 17 anos me formei em técnico em piano pelo Conservatório Brasileiro de Música localizado na cidade de Manhumirim.

Também comecei a pintar panos aos 11 anos de idade, sempre gostei de trabalhos manuais. Pintei muitos panos e, também, fui contemplada com mais dois projetos de pinturas em tecido pela Lei Aldir Blanc -  Pintura em tecido: “Uma rosa e seus detalhes” e “Arquitetura das igrejas católicas mutuenses” (Este se encontra no acervo cultural da Casa da Cultura da cidade de Mutum) . A capa do meu EP foi uma pintura feita por mim também.




"Hoje eu acordei mais cedo, 
abri a janela pra deixar o sol entrar
E a brisa leve sussurrou no meu ouvido: 
vida leve, leve a vida que levar..."

Da música Um dia tudo vai voltar


-UM BATE PAPO COM O BLOG-

O que te levou a produzir o EP Tem xote e tem baião?

A gravação deste EP foi um ponto importante em minha carreira como artista e, por meio da Lei Aldir Blanc, a possibilidade de realizar esse sonho.


Este é seu primeiro trabalho ou ele é precedido de outros?

O EP “Tem xote e tem baião” foi meu primeiro trabalho autoral e  também a primeira vez que utilizo meu nome como título principal de um trabalho cultural, todas as outras vezes utilizei o nome de Bandas que participai. As músicas foram compostas em parceria com meu irmão Rafael de Lacerda Moreira que também é músico multiinstrumentista.


"Sua força se esvaiu um dia, 
fez você esmorecer...
"

Da música Estrela guia

 

O que podemos encontrar no EP?

O EP “Tem xote e tem baião” tem a intenção de entregar um ritmo gostoso e que eu adoro cantar e dançar. O trabalho

conta histórias marcantes da minha vida como a música “Estrela Guia” uma homenagem à minha amada avó materna.  Na música “Um dia tudo vai” que nos faz refletir sobre a vida, a família e as pessoas queridas que encontramos no caminho. A canção “Me nota benzinho” é pra dançar bem juntinho, pois fala de amor de uma forma bem divertida. Já a música “Mutum Preto” conta a história da cidade de Mutum, lugar que fui criada e que tenho um grande carinho. Todas as músicas com ritmos de forró para todos poderem dançar e se divertir.


Qual foi a contribuição da Lei Aldir Blanc na realização deste projeto?

Primeiramente foi a parte do financeiro que me ajudou nos custos das gravações.  Também pelo fato de gerar e levantar a cultura da cidade de Mutum. O trabalho autoral gravado e mixado de forma profissional e divulgado nas ferramentas de streaming gera benefícios financeiros para os artistas da cidade, estúdios de gravação e da região também. Acredito que a proporção de um trabalho bem feito sempre leva o nome da cidade.


Você está idealizando ou trabalhando um próximo projeto musical?

Sim, mas é segredo ainda. Já tem uns rabiscos de letras de músicas novas sendo feitas, acompanhando sempre ao som da sanfona.

 



"Me nota, bem, me nota, eu juro eu quero te amar, 
passar a mão em teu cabelo e daí lascar o beijo 
enquanto o xote não para de tocar."

Da música Me nota Benzinho


PARA OUVIR O EP


NO YOUTUBE

NO SPOTIPY

 


 BLOG: VEJA TAMBÉM POSTAGEM SOBRE:EP: MOÇA de JOÃO LUIZ


  

 

 

segunda-feira, 5 de abril de 2021

VALE A PENA ESCUTAR

             

       O simples fato de ser um artista morador da nossa sonora Mutum, já é motivo de sobra para ouvir. Mas inspirado no título de uma canção do EP Moça de João Luiz, podemos afirmar com total convicção que vale a pena escutar.

Este produto cultural é mais uma realização de um dos nossos artistas oportunizado pela Lei Aldir Blanc (Lei Federal Nº 14.017/2020).  

João Luiz concedeu uma pequena entrevista ao Mutum Cultural em que fala do seu trabalho como artista.


AS MOÇAS DE JOÃO LUIZ

Como surgiu seu interesse pela música?

Quando fiz 10 anos meu pai começou a me ensinar a tocar vilão. Já na adolescência minha mãe me incentivava a escrever sobre as coisas que eu gostava ou não entendia. Juntando tudo isso, comecei a escrever minhas próprias letras pra poder cantar e tocar no violão.

O seu EP é composto de quais músicas?

Encalistrado, Vizinha de janela, É pra você, Vem ser meu amor, Será que vale a pena tentar? e Tudo pode acontecer.

 

Quem são os compositores?

Eu escrevi todas as letras.

 

Por que o título Moça?

Poderia ser Moças também. Foi uma tentativa de criar uma personagem para o EP, fazer dele uma história. Como cada música foi escrita em um momento diferente e as letras para pessoas diferentes, tentar fazer delas uma só seria mais interessante para a história do EP.

 

Qual foi o papel da Lei Aldir Blanco na realização do seu projeto?

Papel de único fomentador.

 

Você já tem outros trabalhos gravados?

Audíveis dois, Amor gourmet e Ela é real. Entretanto, tenho mais algumas composições que nunca tornei públicas.

 

Qual é o seu próximo projeto musical?

Ainda não tem data, estou tentando juntar algumas músicas pra montar outro EP. As músicas eu já tenho, preciso organizá-las de modo a fazer sentido como um álbum, ou seja, criar a história e buscar uma sonoridade coesa.

 


    A relação amorosa se faz presente na música de João Luiz como podemos ver em versos de músicas presentes no EP.

 

"... Eu podia ser seu namorado. Eu sei tudo dela porque a janela dela é a minha TV..."

Vizinha de janela

 

"... Vem ser meu amor. Vamos vencer, meu amor..."

Vem ser meu amor

 

"... Talvez você tenha até sentido o mesmo, mas acabou fugindo de medo ou faltou coragem de se permitir sentir algo novo..."

É pra você

 

    E como vale a pena escutar canções de letras bem elaboradas como Será que vale a pena tentar? (Participação de Ester Teixeira), o EP nos proporciona a uma viagem aos nossos momentos de timidez, paqueras, dúvidas e outras situações em que o coração nos imprime.


ESCUTE O EP


LINK PARA:

SPOTIFY


BLOG: VEJA TAMBÉM POSTAGEM SOBRE EP: TEM XOTE E TEM BAIÃO DE LÍVIA LACERDA