SÉRIE: TEMPOS DE OURO DA LITERATURA MUTUENSE – I “Há no poetizar deste autor a singeleza da fé nascida dos
percalços e da contemplação do viver”
Trecho do prefácio do
livro Uma vida de poemas,
por Cláudio Antonio Mendes.
João Carlos Rosa nasceu em 23 de
junho de 1960, casado, pai de cinco filhos, morador da comunidade Barra Longa
desde nove anos de idade. Nasceu em Cabeceira de Laginha de Mutum, registrado
em Centenário. É presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Mutum. Teve
seu primeiro livro publicado pela Lei Federal nº 14.017/2020, denominada Lei
Aldir Blanc, Uma vida de poemas. A lida poética de João Carlos
Rosa vem da adolescência. Seus poemas não estão presos a um tema específico. O cotidiano
no meio rural, a militância pastoral e social e os sentimentos de afetos e amor
se misturam e pautam o seu lazer/labor na escrita criativa. Em entrevista concedida no mês de
setembro de 2022, ele fala do seu trabalho literário. MUTUM CULTURAL: Como é seu o
hábito de leitura? JOÃO CARLOS ROSA: Sempre gostei
de ler e escrever. Escrevo desde os meus 15 anos. Alguns escritos já se
perderam. MUTUM CULTURAL: Fale sobre o seu
processo de escrita? JOÃO CARLOS ROSA: Escrevi mais
poemas, mas também escrevia peças de teatro para o grupo de jovens. A inspiração
é uma coisa interessante. Às vezes uma
frase, uma palavra surge e desencadeia o processo. MUTUM CULTURAL: Você pretende
produzir textos em prosa, como crônicas e contos? JOÃO CARLOS ROSA: Sim, penso em
produzir prosas. Tenho alguns causos que gostaria de contar por escrito. Tenho que
ler mais prosa para me aprimorar nesta forma de narrativa. MUTUM CULTURAL: Você participou
da Lei Aldir Blanc. Qual foi a sensação quando recebeu a informação da
possibilidade de ter seu primeiro livro publicado? Comente sobre Uma vida em
poemas: JOÃO CARLOS ROSA: Assustou de
início. Não esperava ser contemplado. Foi um sonho que se realizou. De repente
ver seu livro impresso foi muito bom. Foi como se fosse um sexto filho. Eu selecionei
para o livro os poemas que foram mais fáceis de encontrar. Coloquei o poema
Pedaços, publicado no jornal Desperta Povo na década de noventa, mas acabou ficando
de fora. O livro se limitava a cem páginas no máximo. A foto na capa do livro é
de Barra Longa, foi para retratar o local onde moro desde meus nove anos.
João Carlos Rosa participando da Retomada Literária, O Cafezeiro, dez/2021
MUTUM CULTURAL: Qual a sua
interação com os outros escritores de Mutum? JOÃO CARLOS ROSA: Já li muita
coisa dos nossos autores. São bons livros. A literatura mutuense é bem promissora.
Participamos recentemente da Retomada Literária n’O Cafezeiro. Tenho mais
livros do Cláudio Antonio Mendes. MUTUM CULTURAL: O que você
planeja para esta nova década? E o que você espera da cultura municipal? JOÃO CARLOS ROSA: Publicar mais
livros. Participar de alguns projetos, alguma coletânea de forma cooperativa. A
nossa cultura mutuense precisa investir mais em nossos autores, em nossos
músicos, por exemplo. Nossos artistas deveriam ser mais valorizados pelo poder
público. Não investir tanto e só em artistas de fora. Investir naquilo que é da
cultura mutuense. Talvez as gerações futuras não vão valorizar o que temos por
desconhecer nossas manifestações culturais. NOTA DO BLOG: Esta postagem é parte do material levantado
para TEMPOS DE OURO DA LITERATURA MUTUENSE – I (2011-2020).
LIVRO: UMA VIDA EM VERSOS AUTOR: JOÃO CARLOS ROSA EDITORA: TXAI EDITORAÇÕES
A sensibilidade poética de João Carlos Rosa vem de muito tempo,
assim como sua militância pastoral e social. Ele é o poeta idílico que nos faz
recordar dos tempos de roça e labuta. Dos tempos de plantações e rebanhos. E traz
todos os trejeitos dos pastoreios para expressar seus sonhos e sua luta, mas
acima de tudo a sua fé em Deus e em dias melhores.
Através dos cinco poemas retirados da sua primeira obra
impressa, realizada com os recursos da Lei Federal nº 14.017/2020, denominada
Lei Aldir Blanc, por intermédio da Secretaria Municipal de Cultura de Mutum,
Minas Gerais, buscamos mostrar para o leitor como fé, sonho e apropriação da realidade
traduzem-se em versos pelas mãos de João Carlos Rosa e nos faz lembrar de outro
Rosa, o Guimarães da prosa.
Acsa da Luz Mendes fará o lançamento do seu livro Boas Novas
De Um Novo Tempo. Trata-se de uma obra que traz textos tanto em verso quanto em
prosa, mas nunca abrindo mão da poesia e da percepção de realidade da jovem
autora.
O Evento será na Casa de Cultura, dia 07 de Janeiro de 2022,
a partir das 19:30 horas. Vamos valorizar este momento ímpar da literatura mutuense.
Segue a mini-entrevista que fizemos com a autora.
Quando você começou a escrever? Comecei a escrever em 2016,
com 16 anos, inspirada por uma imensa paixão pela filosofia e espiritualidade,
e pela vontade de registrar as ideias que eu acessava em minhas meditações,
para refleti-las, e mais tarde quem sabe, publicá-las. BOAS NOVAS DE UM NOVO TEMPO é o
seu primeiro livro? Boas novas de um novo tempo é
meu primeiro livro, já tem outro em andamento, continuo registrando essas
ideias que tanto me servem, com o genuíno intuito de que sirva também aos
leitores que irão adquirir a obra Como foi o processo de
publicação? No processo de publicação
participei ativamente junto com a editora, embora o tempo dado pelo edital
fosse curto, fizemos um belo trabalho, que me permitiu realizar um grande
sonho. O que o leitor encontrará em seu
livro? No meu livro você há de encontrar
textos e poemas expressos com grande clareza, que trazem em si o que chamo de
grafia dos anjos, quando as palavras servem a um propósito mais elevado e se
tornam meios de trazer elucidações, sentimentos nobres. Isto será percebido
pelo leitor, gosto de dizer que os textos são inspirados e canalizados dos céus
para que sirvam ao nosso desenvolvimento, e ao propósito divino que é criar um
novo tempo para a humanidade, e através da elevação de nossas consciências,
trazer à realidade o Reino de Deus, uma forma também de fortalecer a fé e a
esperança diante dos dias difíceis que passamos, visando percebê-los como os
sintomas de uma ferida, que se não fosse percebida nos levaria à morte, dói
para que a percebamos e procuremos a cura. Fale sobre o lançamento e suas
expectativas para o evento: Estou imensamente feliz por
realizar essa apresentação, senti de organizar também uma exposição de artesanatos,
para também presentear meus convidados através de sorteios no decorrer do
evento, o mesmo farei com alguns livros, não estou preparando palestra, o que
houver de ser dito será baseado nos sentimentos que me serão dados a perceber
ao me apresentar, de antemão, sinto imenso prazer, honrada em compartilhar com
meu povo essa obra tão importante e inspirada, sinto também uma grande alegria
por reunir na nossa Casa de Cultura alguns dos meus mais queridos conterrâneos,
dentre eles professores que participaram de minha educação, diretoras das
escolas públicas que estudei, representantes políticos da nossa casa
legislativa e alguns membros da administração da cidade, também se encontraram
presentes os prezados poetas mutuenses, escritores que publicaram livros com
recursos da Lei Aldir Blanc, dentre outros, será um evento memorável, um dia
marcante para mim e para quem estiver presente, prestigiando esse passo
importante naascensão da literatura de
Mutum!
EVENTO: Lançamento do livro Boas Novas De Uma Nova Era
João Pinto de Moura é um daqueles poetas que não rompem o cordão
umbilical com sua terra e com a cultura do seu povo. Seus versos, rimados,
procuram contar histórias vivenciadas por ele. Chega a ser a epopeia de um
mutuense que celebra suas vitórias com júbilo que as transmitem em cada estrofe
da sua poesia de fácil compreensão e de profundas reminiscências que nos levam
a viajar a através do tempo.
Pessoas e lugares que habitam a sua memória dão vida a seus
poemas. É por isso que seu jeito de poetizar provoca saudades. Podemos pescar
no amplo ribeirão do seu livro Histórias de uma vidaem versos menção a fatos
que servem de base para reconstruir histórias, como o grupo de adolescentes
Atalaia. O livro de João Pinto de Moura também é um álbum de lembranças
especiais da sua vida que trazem em segundo plano ambientes de tempos idos que
ficaram aqui eternizados.
Como proposta da nossa série, abrimos nossa pentologia com
Histórias de uma vida, o primeiro poema, como um prefácio do que vamos
encontrar em cada página, e por último o poema Registrei para vocês, que serve
de posfácio.
Os outros três poemas foram de difícil escolha. Quisemos
representar a pluralidade de assuntos. Escolhermos Charola para lembrar uma das
atividades culturais de cunho religioso que faz parte da sua realidade atual. Já
A pracinha – igrejinha de São Sebastião nos trás uma parte da história do
catolicismo em Mutum que nem todo mundo conhece.
Tia Juraci é uma bela homenagem a uma pessoa que foi, para
muitos, sinônimo de simpatia, serenidade e caridade. Acredito que João Pinto de
Moura tem muito mais a falar de sua tia. Quem sabe em um próximo livro.
Antes de ter a oportunidade de publicar seu livro através da
Lei Aldir Blanc (Lei Federal Nº 14.017/2020), seus poemas já foram objeto de
leitura e comentário em uma das nossas sessões do Café Literário. Foi a única experiência
que tivemos com escritores ainda não publicado.
Vamos aos cinco poemas que escolhemos para esta pentalogia.
HISTÓRIAS DE MINHA VIDA
Vou contar para vocês
Não é tudo que passou É, parte de minha história Desde quanto começou Eu nasci em um recanto Num cantinho beira mata Onde passei minha infância No córrego Ponte Alta Nossa casa era pequena Mas era muito singela Pra buscar água na bica Atravessava uma pinguela
Construída de pau a pique Amarrada de cipó Com telhado de tabuinha Bem pertinho da vovó
CHAROLA
Na música sou sertanejo Também gosto da popular Gosto muito da charola Pra meus versos entoar As histórias desses Santos Escrevi com dedicação Dois mártires da nossa igreja Manoel e Sebastião
A PRACINHA – IGREJINHA DE SÃO SEBASTIÃO
A Praça Raul Soares Me deixou muitas lembranças Que hora em poeira ou barro É onde brincavam as crianças Onde hoje é o sindicato Tenho grande recordação É ali que existia A igrejinha de São Sebastião Tinha também um coreto Em boa conservação Onde ali o povo usava Para arrematar o leilão TIA JURACI Falando em caridade Lembro da Tia Juraci Que fazia o bem a todos E até esquecida de si Ajudava o povo inteiro A todos sem distinção Se batiam em sua porta Abria de coração Acolhia as famílias Os doentes do hospital E também muitas gestantes Pra ganhar o seu Natal Quantas vezes em minha casa Ela muito ajudava Cuidando da sobrinha Celsa Quando os meninos ganhava Não tinha dia nem hora Era até de madrugada Só saía pra ir embora Quando tudo se ajeitava Acredito que teve no céu Um cantinho reservado Pois tudo de bom que fez Lá foi bem recompensado REGISTREI PARA VOCÊS Eu contei para vocês Não foi tudo que passou Foi parte da minha vida Desde quando começou Um pouquinho de cada coisa De tamanha gratidão Dos amigos, do tempo passado Coisas da recordação Ao terminar estes versos De verdadeira expressão Que é parte do meu passado Sinto alegria e emoção
A arte surge na cabeça do artista como um big bang. Uma
ideia infinitamente minúscula, comprimida ao extremo, começa a pulsar. E quando
menos se espera ela explode e se expande em poemas, narrativas, músicas,
filmes.
Um videoclipe
é um encontro de duas artes. De um lado a letra, os versos contando uma
história, imaginada ou não, que ganha a beleza da melodia. Do outro o roteiro
que vira movimento cristalizando em cenas o que a canção gostaria de dizer.
Quando o encontro se expressa em um abraço fundindo música e cena em movimento o que
temos sempre é arte bem legal de se apreciar.
O videoclipe
da música Universo, interpretada por Vitor Lacerda e Maisa Santos, fruto da Lei
Aldir Blanc, tem encantado pela canção em si e pelas imagens que traduzem a
mensagem da letra. E como em um big bang, podemos estar diante do surgimento de
um novo universo musical na cultura mutuense.
Como o blog
Mutum Cultural vem fazendo, registramos nesta postagem a realização deste
produto e um bate papo com um dos autores, Vitor Lacerda.
- ENTREVISTA-
Como surgiu a ideia
de um videoclipe para a música?
Fui contemplado na categoria de single musical + videoclipe,
então sempre estive pensando em como seria o clipe enquanto estávamos gravando
a música. Como a canção tem uma letra bem leve, pensamos em fazer algo leve no
clipe, utilizando a própria natureza.
Sobre a música, é de
sua composição?
É sim! A composição conta uma lembrança de amor, mas tem
várias referências da física. Como sou estudante de física, isso não podia
faltar! Termos como “tempo e espaço” fazem parte da composição, que é um
Pop/Nova MPB.
Qual é o seu processo
de criação? Você se inspira em algum artista?
Primeiramente escrevi a letra e depois compus a melodia.
Nesse processo a letra sofreu algumas mudanças por conta da melodia escolhida,
mas foi um processo bem natural. Minha principal inspiração e referência
musical é o duo Anavitória. Estou sempre cantando músicas delas junto com a
Maisa.
O videoclipe seguiu
um roteiro elaborado previamente ou foi na base do “uma ideia na cabeça e uma
câmera na mão”?
O videoclipe foi todo elaborado antes! Fizemos algumas
reuniões com o Reinan Cardoso (diretor do clipe) para definir as cenas, as
referências utilizadas, os elementos que iriam compor o clipe (como o colchão e
o microfone), a paleta de cores e diversos outros detalhes.
Sobre a participação
da Maisa Santos, o projeto foi concebido com ela antes de ser inscrito ou o
convite veio depois?
Maisa e eu temos uma história muito unida e centrada na
música. Apesar de sermos primos, nos conectamos fortemente participando da
Banda Musical Mutuense. Sempre cantávamos juntos em qualquer situação, então
quando eu soube da oportunidade da Lei Aldir Blanc, já falei logo com ela. Eu
ainda tinha apenas a letra da música, então fomos construindo tudo juntos. Desde
o princípio, antes de inscrever o projeto, já estávamos juntos concebendo a
ideia.
Além deste projeto e
do VÍDEO CURTO: TOUR CULTURAL: Espaços e Expressões culturais, mais projetos
seu que foram aprovados?
Tive apenas esses dois projetos aprovados e fico bem feliz
por eles serem muito parte de quem eu sou. No Tour Cultural, eu apresentei
sobre expressões culturais que fazem parte da minha vivência. E na música e
clipe de Universo, Maisa e eu mostramos nossa capacidade musical, com a
presença de harmonias entre nossas vozes e também de instrumentos que tocamos,
como o clarinete e a flauta transversal.
Há outros videoclipes
a caminho?
No momento estamos focados na divulgação de Universo, mas já
estamos planejando uma versão diferente da música com um novo videoclipe
também!
Com o intuito de deixar registrado o boom cultural em nossa Mutum iniciado ano passado com a viabilização da Lei Federal Aldir Blanc (Nº 14.071/2020) pela Secretaria Municipal de Cultura, sob a coordenação de César Tomé, que reverbera ainda na concretização dos projetos contemplados, muitos deles este ano, com apoio e acompanhamento da atual gestão, fazemos nesta postagem o registro do EP Tem xote e tem baião, de Lívia Lacerda
LÍVIA LACERDA POR LÍVIA LACERDA
A música é uma harmonia de notas que mexe com a nossa alma. Eu venho de uma família de músicos, meu avô, por exemplo, comprou uma sanfona de segunda mão e tocava para os netos, inclusive foi a sanfona que usamos na gravação deste EP, e, assim, foi surgindo o gosto pela música. Hoje, em encontros de família, não podem faltar um violão, uma sanfona, um piano e muitas vozes.
Eu comecei a estudar música aos meus 6 anos e ao 10 ano fui a cantar na matriz da minha cidade. Já aos 17 anos me formei em técnico em piano pelo Conservatório Brasileiro de Música localizado na cidade de Manhumirim.
Também comecei a pintar panos aos 11 anos de idade, sempre gostei de trabalhos manuais. Pintei muitos panos e, também, fui contemplada com mais dois projetos de pinturas em tecido pela Lei Aldir Blanc - Pintura em tecido: “Uma rosa e seus detalhes” e “Arquitetura das igrejas católicas mutuenses” (Este se encontra no acervo cultural da Casa da Cultura da cidade de Mutum) . A capa do meu EP foi uma pintura feita por mim também.
"Hoje eu acordei
mais cedo, abri a janela pra
deixar o sol entrar E a brisa leve
sussurrou no meu ouvido: vida leve, leve a
vida que levar..."
Da música Um dia tudo vai voltar
-UM BATE PAPO COM O BLOG-
O que te levou a produzir o EP Tem xote e tem baião?
A gravação deste EP foi um ponto importante em minha carreira como artista e, por meio da Lei Aldir Blanc, a possibilidade de realizar esse sonho.
Este é seu primeiro trabalho ou ele é precedido de outros?
O EP “Tem xote e tem baião” foi meu primeiro trabalho autoral e também a primeira vez que utilizo meu nome como título principal de um trabalho cultural, todas as outras vezes utilizei o nome de Bandas que participai. As músicas foram compostas em parceria com meu irmão Rafael de Lacerda Moreira que também é músico multiinstrumentista.
"Sua força se esvaiu um dia, fez você esmorecer..."
Da música Estrela guia
O que podemos encontrar no EP?
O EP “Tem xote e tem baião” tem a intenção de entregar um ritmo gostoso e que eu adoro cantar e dançar. O trabalho
conta histórias marcantes da minha vida como a música “Estrela Guia” uma homenagem à minha amada avó materna. Na música “Um dia tudo vai” que nos faz refletir sobre a vida, a família e as pessoas queridas que encontramos no caminho. A canção “Me nota benzinho” é pra dançar bem juntinho, pois fala de amor de uma forma bem divertida. Já a música “Mutum Preto” conta a história da cidade de Mutum, lugar que fui criada e que tenho um grande carinho. Todas as músicas com ritmos de forró para todos poderem dançar e se divertir.
Qual foi a contribuição da Lei Aldir Blanc na realização deste projeto?
Primeiramente foi a parte do financeiro que me ajudou nos custos das gravações. Também pelo fato de gerar e levantar a cultura da cidade de Mutum. O trabalho autoral gravado e mixado de forma profissional e divulgado nas ferramentas de streaming gera benefícios financeiros para os artistas da cidade, estúdios de gravação e da região também. Acredito que a proporção de um trabalho bem feito sempre leva o nome da cidade.
Você está idealizando ou trabalhando um próximo projeto musical?
Sim, mas é segredo ainda. Já tem uns rabiscos de letras de músicas novas sendo feitas, acompanhando sempre ao som da sanfona.
"Me nota, bem, me nota, eu juro eu quero te amar, passar a mão em teu cabelo e daí lascar o beijo enquanto o xote não para de tocar."
O simples fato de ser um artista
morador da nossa sonora Mutum, já é motivo de sobra para ouvir. Mas inspirado
no título de uma canção do EP Moça de João Luiz, podemos afirmar com total
convicção que vale a pena escutar.
Este produto cultural é mais uma
realização de um dos nossos artistas oportunizado pela Lei Aldir Blanc (Lei
Federal Nº 14.017/2020).
João Luiz concedeu uma pequena
entrevista ao Mutum Cultural em que fala do seu trabalho como artista.
AS MOÇAS DE JOÃO LUIZ
Como surgiu seu
interesse pela música?
Quando fiz 10 anos meu pai começou a me ensinar a tocar
vilão. Já na adolescência minha mãe me incentivava a escrever sobre as coisas
que eu gostava ou não entendia. Juntando tudo isso, comecei a escrever minhas
próprias letras pra poder cantar e tocar no violão.
O seu EP é composto
de quais músicas?
Encalistrado, Vizinha de janela, É pra você, Vem ser meu
amor, Será que vale a pena tentar? e Tudo pode acontecer.
Quem são os
compositores?
Eu escrevi todas as letras.
Por que o título
Moça?
Poderia ser Moças também. Foi uma tentativa de criar uma
personagem para o EP, fazer dele uma história. Como cada música foi escrita em
um momento diferente e as letras para pessoas diferentes, tentar fazer delas
uma só seria mais interessante para a história do EP.
Qual foi o papel da Lei Aldir Blanco na realização do seu
projeto?
Papel de único fomentador.
Você já tem outros trabalhos gravados?
Audíveis dois, Amor gourmet e Ela é real. Entretanto, tenho
mais algumas composições que nunca tornei públicas.
Qual é o seu próximo projeto musical?
Ainda não tem data, estou tentando juntar algumas músicas
pra montar outro EP. As músicas eu já tenho, preciso organizá-las de modo a
fazer sentido como um álbum, ou seja, criar a história e buscar uma sonoridade
coesa.
A relação amorosa se faz presente na música de João Luiz
como podemos ver em versos de músicas presentes no EP.
"... Eu podia ser seu namorado. Eu sei tudo dela porque
a janela dela é a minha TV..."
Vizinha de janela
"... Vem ser meu amor. Vamos vencer, meu amor..."
Vem ser meu amor
"... Talvez você tenha até sentido o mesmo, mas acabou
fugindo de medo ou faltou coragem de se permitir sentir algo novo..."
É pra você
E como vale a pena escutar canções de letras bem elaboradas
como Será que vale a pena tentar? (Participação de Ester Teixeira), o EP nos
proporciona a uma viagem aos nossos momentos de timidez, paqueras, dúvidas e
outras situações em que o coração nos imprime.