terça-feira, 8 de dezembro de 2015

OBSCURO MERCADO EDITORIAL




NOTA DO BLOG: O nosso blog tem sido parceiro do sonho de muitos mutuenses que trazem consigo o sonho de publicar um livro. Assim como hoje o agricultor, além de plantar e colher, precisa saber comercializar, o escritor precisa saber e entender um pouco sobre o mercado cultural. 
Vamos compartilhar nessa postagem um texto da Revista Época e dois vídeos, um da HOMO LITERATUS, um site de literatura muito interessante e outro vídeo do canal de youtube LIVRADA!
Vale a pena você conferir:


Na última segunda-feira, 30 de novembro, todos os figurões do mercado editorial estavam reunidos na Biblioteca do Parque Villa-Lobos, na Zona Oeste de São Paulo. Aguardavam o anúncio dos vencedores do Prêmio São Paulo de Literatura. Dos dez finalistas, três foram publicados pela Cosac NaifyTempo de espalhar pedras, de Estevão AzevedoO oitavo selo, de Heloisa Seixas e Caderno de um ausente, de João Anzanello Carrascoza. Tempo de espalhar pedras foi o grande vencedor da noite, eleito o livro do ano. Às 20h56, uma postagem no Facebook da editora comemorava: “Estamos cheios de orgulho, parabéns ao escritor!”. Minutos depois, às 21h16, o site do jornal O Estado de S.Paulo publicou uma entrevista exclusiva com o dono da Cosac Naify, Charles Cosac, que anunciava o fim da editora.
Cosac afirmou que o fim da editora não é resultado da crise econômica. “Não estou culpando ninguém, nem a Dilma, nem a alta do dólar”, disse. A decisão de colocar um ponto final na história da Cosac Naify se deu por acreditar que a editora estava cada vez mais distante de sua missão original e perdia sua identidade. “Ao meu ver, uma editora deve existir exclusivamente para alimentar um projeto cultural e quando eu senti o projeto Cosac Naify ameaçado, eu julguei que seria o momento correto para cessarmos nossas atividades”, escreveu em carta publicada no blog da editora, que confirmava que o encerramento das atividades ocorrerá até o fim de dezembro.

Sobre o fim da editora Cosac Naify
Vídeo com comentários de Vilto Reis, idealizador do site Homo Literatus.



Ep: #32: O fim da Cosac  Naify
O fim da Cosac Naify, uma das maiores e mais importantes editoras do Brasil, é também o fim de uma era. Nesse vídeo, analisamos um pouco o cenário e o que isso tudo representa. Ou é um vídeo em que eu falo um monte de besteira. Depende do ponto de vista.

Esperamos ter contribuído para, a partir do fechamento de uma editora, contribuir para entendermos um pouco mais do obscuro mercado editorial no Brasil.

PENTALOGIA POÉTICA : OLÍVIO DE SOUZA ARAÚJO (OLIVINHO)


CAPA DO LIVRO DÁDIVA
Conhecido entre nós como Olivinho, trazemos poemas do seu livro Dádiva para presentear nossos leitores da nossa Pentalogia Poética.
Depois de labutar na grande cidade, formado em Letras, apresentador de rádio de diversos programas, produtor cultural e diretor do Teatro Francisco Nunes, voltou para nossa querida terra, onde também deu sua contribuição à cultura mutuense.
Estimulou a Cultura Local e o debate das questões sociais na Rádio Cultura, contribuiu para vários eventos.
Entre os poemas que escolhemos para essa pentalogia, está a metalinguagem de alguns poemas do autor, em outros a questão existencial e por último postaremos um poema sobre esse câncer que nos corrompe que é o esquálido sistema político.
Em dia que a pauta dos jornais é a carta do vice-presidente Michel Temer à presidenta Dilma, encontramos uma reportagem de 2013 em que o jornal Folha de São Paulo publicou uma reportagem sobre a veia poética do vice presidente (MICHEL TEMER POETA) compartilhada por Goulart Gomes, criador do estilo POETRIX no facebook. Então veja o que diz Olivinho no primeiro dos poemas que postamos e a similaridade com um dos poemas mencionados na reportagem do Folha de São Paulo:
Olivinho:
“Leio-te assim meu poema
Sabendo que me expõe”

Michel Temer:
"Escrever é expor-se.
Revelar sua capacidade
ou incapacidade."

Será que Michel Temer leu o livro Dádiva do Olivinho?
Então delicie-se com cinco poemas de Olivinho, pois Dádiva, para nós mutuenses, é ter Olivinho como conterrâneo:




POEMA ESPELHO MEU

Leio-te meu poema
Como a mirar-me no espelho
Sou eu quem está ali
A mostrar alguém preso ao momento
De a outrem revelar inevitáveis reflexos
Do que o ego consegue segredar

Leio-te assim meu poema
Sabendo que me expõe
E vou descobrindo em seus versos
As marcas que a vida capta e recompões
Minha face ante o tempo em movimento



O QUE TE FEZ POESIA

O que te fez poesia tão querida?
O que te fez poesia
Foi a fome, frio e sede, foi a dor.
Foi achar-te, pão e água. Teu calor.
Foi o sopro, em meu corpo, do amor.
O que te fez poesia
Foi a vida.


UM GRITO, UAI!

Mais que arte
É um grito de amor
O perfume da flor vencendo o enfarte.

Mais que poesia
É um grito de alerta
Contra a porta aberta da hipocrisia.
Mais que canção
É um grito na noite
Denunciando o açoite da corrupção

Mas o grito que parte
Para se fazer ouvido
Só terá sentido pela força da arte



PONTO DE EQUILÍBRIO

Há quem afirme
Há quem confirme
Que com firme passo
Ultrapasso o espaço do quarto
Me aparto do prumo
E parto sem rumo doente sem cura
No escuro a procura do meu próprio fim.
A quem afirma eu digo que sim.


NÃO INOVA A POLÍTICA NOS GROTÕES

Lá vem ele de avião o matuto engambelar
Em ano de eleição pousa em qualquer chão de pasto
Promete tudo o que é gasto
Necessário para as obras do lugar

Chega ao grotão a pensar reeleição é mamata
O otário do eleitor vou enganar outra vez
E então vai escutar reeleger quem mentiu e não fez?

Não cultivou pra colher. Doutor, vá plantar batata!

domingo, 29 de novembro de 2015

GINCAN'ÁGUA E POESIA




Tendo como um dos objetivos desenvolver a arte em seus participantes, a GINCAN’ÁGUA, uma atividade pedagógica que uniu o lúdico, a conscientização e a arte dos alunos do turno vespertino da Escola Estadual Dionysio Costa, em uma de suas provas pediu para que compusessem poesias envolvendo a temática água. Tanto exaltando suas belezas quanto lamentando a poluição hídrica.









Assim ficaram as poesias:

POESIA SOBRE ÁGUA
Água...
Sem você
Não há
Vida.

Água dos seus lábios
Viraram saliva
Água é fonte de vida.

Sem
Água, nem
Planeta
Precisamos de
Água para sobreviver.


POEMA DA FONTE

A água é fonte de vida
A água é o que me motiva.
E ter preservação
E ser um bom ser humano
E um bom cidadão

Vamos cuidar dela
Como nosso tesouro
Por que cada gota
D’água vale ouro




ÁGUA AMIGA

A água é minha amiga
Com ela posso contar
Pra matar a minha sede
E o meu banho tomar

Vamos todos protegê-la
E a natureza preservar
Resgatar suas nascentes
Pra ela não faltar


POLUIÇÃO

Poluição fora do normal
Estão poluindo a água
E muita gente passando mal.



ESBANJAMENTO
Esbanjamos muito a água
E hoje precisamos dela
Tanto no bairro chique
Quanto na favela

Se hoje vivemos sem
E por que esbanjamos
Aquela última gota de água
Hoje está nos faltando


A ÁGUA

Água é um bem precioso
E sabemos que hoje é um bem valioso
É que devemos cuidar
Pois sabemos que um dia vai faltar

Tenho uma dica para te falar
Cuide, pois pra você mesmo vai faltar
Está acontecendo uma coisa terrível
Achamos que a água é infalível

Temos que tomar cuidade
Pois ainda não chegou o esperado
Os rios vão secar
E muitos vão chorar

Por uma gota apenas
Pessoas vão se desesperar
Procurando algo
Que não vão achar

Então cuide!




domingo, 18 de outubro de 2015

A PROSA POÉTICA DE CRISTINA NUNES


Retornamos com nossa seção de poesia PENTALOGIA POÉTICA. Seguimos contemplando autores mutuenses principalmente, que publicam no grupo QUEIJO, GOIABADA E POESIA (FACEBOOK: QUEIJO GOIABADA E POESIA). 
Esses textos recolhidos do grupo Memórias de Mutum  (FACEBOOK: MEMÓRIAS DE MUTUM) sintetiza bem a vontade que encontramos na praxe textual de Cristina Nunes, de nos desejar um mundo cada vez melhor.



UM AMOR IMPOSSÍVEL   
O que há de ser mais dolorido nesta vida do que um amor impossível?
Há quem duvide, há quem não acredite que isso possa acontecer, mas sim, acontece.
Acontece e essa é a pior de todas as certezas, é saber que você ama alguém, que este alguém também te ama, mas que ambos não podem ficar juntos.
Mas, se eles se amam, porque então não poderiam viver este amor?
Ahhhh quem dera eu fosse capaz de responder esta pergunta, metade dos meus problemas estaria resolvido.
Sinto que meu mundo desaba cada vez que ouço teu nome. Meu coração quer saltar pela boca e gritar a falta que você me faz.
Mas não posso, não dá. Nossos corações se pertencem, mas não podem se amar.
E quando enfim eu te reencontrar, passar do teu lado, mas nem um ‘oi’ eu te falar. Meu coração você há de escutar.
Saltando, gritando, querendo pular do peito pra te abraçar.
Ninguém vai saber, nem sequer vão desconfiar. Que dois corações se abraçaram, numa simples troca de olhar.
Se aquieta coração, ninguém pode fazer nada.
Pertencemos um ao outro, mas seguimos só, cada um por uma estrada…


RECOMEÇAR COM TODA DETERMINAÇÃO

Recomeçar é ter a esperança de uma criança e ao mesmo tempo uma forte determinação. Por vezes parece que chegamos ao limite por culpa de todos os erros que cometemos. Há estradas que parece não ter saída e podemos facilmente cair em desespero.
No entanto, os verdadeiros guerreiros não desistem facilmente. Eles sabem que mesmo quando tudo parece não ter solução, uma nova porta se pode abrir. Há etapas da nossa vida que terminam, mas aí temos todas as condições para começar outras melhores.



SE ALEGRE POR MAIS UM DIA DE VIDA

A vida é a maior das dádivas, viver é um privilégio e cada novo dia um presente que devemos descobrir com alegria.
Viva intensamente, aproveite e desfrute de cada segundo de todos os dias com que for presenteado. Sorria perante as adversidades e chore de alegria perante a maravilhosa realização que é estar vivo, mais um dia!

QUERO TUDO NOVO DE NOVO
Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais.
Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais. Quero um trabalho novo. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz. Quero dançar mais. Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Pensar mais e pensar menos. Andar mais de bicicleta. Ir mais vezes ao parque. Quero ser feliz, quero sossego, quero outra tatuagem. Quero me olhar mais. Cortar mais os cabelos. Tomar mais sol e mais banho de chuva. Preciso me concentrar mais, delirar mais.
Não quero esperar mais, quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente e só o necessário para trás. Quero olhar nos olhos do que fez sofrer e sorrir e abraçar, sem mágoa. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. Quero menos “mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais.
(Desconhecido)





CAMINHO PARA A FELICIDADE
Não olhe a tristeza do homem destruindo uma floresta, olhe sim a beleza de uma flor brotando... Não sinta a chuva ácida queimar as coisas, sinta o frescor de uma chuva após um dia quente Não imagine a poluição dos mares e nas praias, mas imagine o nado de um golfinho numa água cristalina Não escute o barulho de uma máquina barulhenta, escute sim o canto dos pássaros em uma floresta... Não fique triste com um amor que te deixou, mas fique alegre com os com os amores que ainda estão por vir... Não chore por uma morte de uma pessoa querida, de gargalhadas por uma vida nascida... Muitas pessoas só se lembram das coisas ruins do mundo, das tristezas que o mundo oferece; Temos que lembrar que o mundo não é perfeito, mas que existem coisas perfeitas nele. Existem coisas maravilhosas neste mundo, aproveite sua vida observando as coisas lindas deste mundo, pois a vida é curta e depois da morte, ninguém sabe o que esta por vir; Talvez um lugar melhor que este, ótimo. Esperamos que sim, mas também pode ser um lugar pior, ou que não seja nada. Veja a felicidade nas coisas simples, pois a felicidade é simples, não tente complicar uma coisa simples, pois a simplicidade é o caminho para a FELICIDADE.

Veja também outras postagens da nossa série PENTALOGIA POÉTICA:
1)    ITAJACI CORREA:  

2) GISÉLIO JACINTO ALENCAR: 

3) QUEIJO GOIABADA E POESIA:

4) WAGNER FONSECA:

sábado, 10 de outubro de 2015

30 Days and 30 Nights in Queenstown, New Zealand - Trey Ratcliff



Vídeo incrível com imagens. Para quem gosta de fotografia, vale a pena assistir.

Fonte: Enviado por e-mail do pelos CARADAFOTO.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Sob a luz dos seus olhos, o queridinho

Ainda lembro como foi olhar para a tela em branco. Como a imagem de Elisa chegou pela primeira vez em minha cabeça. A maneira como ela se sentou, digitou seu endereço de e-mail e sua senha para abrir a página na internet e o jeito que seu semblante se transformou ao encontrar o nome dele entre as mensagens de propagandas, como conta a primeira cena do livro. Ainda me lembro como a história se desenhou tão facilmente em mim.
É estranho dizer que eu não planejei a narrativa, não fiz planilha dos capítulos, das cenas e nem me preocupei se, algum dia, alguém leria tudo aquilo. Essas não foram as primeiras preocupações. No princípio, eu simplesmente me sentei e deixei Elisa me contar tudo o que viveu sob a luz dos olhos de Paul, tudo o que aconteceu porque, em um dia qualquer, o destino os colocou na mesma calçada. Soa estranho dizer que aquele processo de construir uma narrativa longa parecia nato em mim. Acredito que a completa falta de pretensão tenha dado espaço à sinceridade, ao prazer e à alegria de pensar e sentir uma palavra por vez, um capítulo por vez. Um passinho seguido de outro sem pressa e o livro foi nascendo.
Elisa e Paul surgiram em um dia qualquer do mês de agosto de 2010. Vieram da minha vontade de contar uma história de amor sobrenatural que acontece entre duas pessoas comuns, entre seres humanos sem poderes, sem asas ou qualquer coisa extraordinária. Paul é só mais um inglês tentando se encontrar em meio a sua arte; Elisa é apenas uma garota partindo rumo aos seus sonhos. Eles eram comuns até se encontrarem e conhecerem um sentimento raro, forte e avassalador.
LEIA MAIS EM:
Sob a luz dos seus olhos, o queridinho

domingo, 13 de setembro de 2015

7 ENTREVISTAS DE ESCRITORES NO RODA VIVA QUE TODOS DEVERIAM VER

Mário Vargas Llosa


Conhecido programa de entrevistas da Tv Cultura, Roda Viva tem um arquivo interessantíssimo de entrevistas com autores nacionais e internacionais.
Desde 1986 muitos já passaram pela cadeira central do Roda Viva, inclusive grandes escritores. Apesar das mudanças drásticas, que têm feito a qualidade dos entrevistadores (mas não dos entrevistados) decair, o programa segue, talvez pelo formato, talvez pela sua própria história, sendo referência.
Leonardo Pandura no Roda Viva
Para tanto, selecionamos sete daquelas que consideramos as mais emblemáticas (quer pelo convidado, quer pela polêmica). A lista, é claro, poderia ter outras escolhas. Assim, caso esteja interessado em saber quais foram os autores, nacionais ou internacionais, que passaram pelo programa, sugerimos que deem uma olhada no canal do programa no youtube. 

ESCRITORES  ENTREVISTADOS
Mario Vargas Llosa
José Saramago
Amos Oz
João Ubaldo Ribeiro
Leonardo Padura
Paulo Coelho
Mia Couto

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Os Literatos: [Parceria].... Luiz Gustavo

Os Literatos: [Parceria].... Luiz Gustavo: AAAAAAAtençãããããão galera!!! E olha a parceria nova na área... Há alguns dias oficializei mais uma parceria, dessa vez foi com o au...

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

UM BREVE PURGATÓRIO EM MUTUM

Purgatory Road foi uma banda com uma breve história na cena underground de Mutum. Talvez a percursora da banda Complexo 55 já abordada aqui. Como purgatório é algo transitório, transitório foi a banda que em 2014 tentou se firmar, mas tropeçou nos pedregulhos de sempre, para aqueles que querem fazer arte, seja em que vertente for, seja em qual estilo.
Cumprindo com nosso objetivo de registrar nossa história cultural, postamos algo sobre essa banda, incompreendida por muitos, mas que serviu para expressar um estilo de música merecedor de respeito como qualquer outro.
Para saber um pouco mais dessa história, tivemos uma pequena entrevista, on line, com o vocalista da formação no ápice da banda, Benídio Ferreira, conhecido como Beni Roots Ferreira.

Como a banda começou?
A banda começou com um grupo de amigos afim de fazer som.

Qual era a intenção inicial?
No início era tocar mesmo, depois de um tempo começamos a pegar a ideologia anarquista.

Quais os integrantes da banda?
A banda teve várias formações. Mas a melhor fase foi com a seguinte formação: Lucas Barbosa na bateria, Higor no contrabaixo, Tiago e vulgo Feijão nas guitarras e Benídio  no vocal.

Como vocês classificam o estilo das músicas que tocavam? A gente tocava um som na pegada do thrash moderno...  com afinação em drop.

O que chegaram a gravar para divulgação?
Gravamos uma música chamada MUITO PRAZER EU SOU GOVERNO...

E a música Revolta, ódio, Guerra em:

Quais os maiores desafios que enfrentaram?
Desafio foi mais o preconceito por causa do estilo e peso do som... Ouvimos muitas críticas também.

Como foi a experiência em Iúna?
O show de Iúna foi uma ótima experiência... Pois lá a gente tocou pra pessoas que gostam e conhecem os estilos de som... Foi foda, pois tocamos pra pessoas que curtem e apoiam a cena underground.


Sobre que assuntos as letras das músicas abordavam? Abordávamos em nossas músicas a realidade que se vive nas favelas e periferias... E queríamos mostrar a verdadeira face do sistema.

Qual a dica que você dá para alguém que quer ter uma banda?
Pra quem quer ter uma banda, eu digo: corre atrás pois é difícil. Dependendo do som que for fazer, se for rock, é muito mais difícil porque aqui tem muitos que tem mente fechada... e o preconceito é muito grande.

E hoje, o que você anda produzindo?
Eu não tô tocando. Eu quero fazer uma outra banda, mais aqui em Mutum pra mim é difícil. A galera desuniu. Eu fiquei sozinho, mas não desisti de tocar. Um dia eu penso em voltar a tocar. Quero tocar um Punk clássico em português.

sábado, 29 de agosto de 2015

PENTALOGIA POÉTICA: ITAJACI CORRÊA





NOTA DO BLOG: Estamos retornando com nossa série de poemas PENTALOGIA POÉTICA, que contempla os poetas de nossa terra. Quem tem  sonhos, tem sonho de escrever. Escrevendo a gente lê e lendo a gente divulga. Assim nos valemos mais uma vez do Grupo QUEIJO, GOIABADA E POESIA. Dessa vez com pentalogias solos. Queremos mencionar aqui as ultimas poesias postadas por Itajaci Corrêa.  São poesias em versos livres que nos transmite uma “sábia ingenuidade” ao manipular palavras para descrever sentimentos que afloram.


I
Não sou
uma menina,
mas, quero,
para você, estar.
Se você topar
vamos aproveitar.
Se a vida, está difícil,
nada mal, a gente brincar.
Para que, nos estressar.
É só começar e deixar rolar..
Isso, se você topar.
Brinco de tudo.
É só começar e você gostar..
Brincaremos, de voar.
correr, pelos campos,
Contar estrelinhas,
Fazer serenata à lua.
namorar, cozinhar,
maré na rua, até brinco
de bolinha de gude.
É só você topar.
Sou , sua menina.
Você o meu menino.
Ai..ai..nem acredito
que não vai, aceitar!
Eu só quero brincar,
menino?
***
II
Bobinha, bobinha,
fico eu, quando estou
pensando em você.
Sorrio, sozinha.
Enfeito-me
Conto-lhe, os meus
segredos,
Envio-lhe a beleza do
universo. Um raio de sol.
Toco-lhe à face,
até sinto sua maciez.
Dou-lhe
Beijos e mais beijos
bem carinhosos.
Abraço-te....abraço-te
Sinto sua respiração,
Seu cheiro
Vejo seus olhos,
piscarem. lindamente
Ai, que belos são!
Incrível, esse, meu ser!
Que jeitinho especial
arrumou, para ficar
perto, de você, mesmo,
na sua, invisibilidade!
***
III
Eu queria
ser tua,
Você, meu.
Que lindo seria!
No meio de tantas
estrelas, nós dois ali,.
a brilhar, só pensando,
em nos, amar.
Eu e você!
Você e eu.
Eu, te completaria
você, faria o mesmo.
Numa junção
perfeita, de almas,
num mesmo, espaço
com calma.
Eu seria tua,
você meu,
só querendo, nos amar.
Que lindo seria!
Juntos estar.
Eu e você.
no mesmo espaço
e no mesmo, lugar
num elo de amor,
espetacular.
Flores do céus.
Nuvens claras,
Mares longínquos,
de dois seres,. que
só eles, sabem, navegar,
sem ninguém, a atrapalhar
Que lindo seria,
até iriam, nos invejar.
e nós ali, a festejar!
***
IV

Eu sabia.
Eu sabia ,que tudo isso,
um dia, acabaria.
Como tudo, na vida, acaba.
Nunca pensei, que fosse assim.
Era um amor, diferenciado
elevado, puro, terno, verdadeiro
sem, exigências, sem ciúmes
calmo, cúmplice,
sabe, amor de alma.
Só encanto. Beleza infinda..
O dia, que tu fostes,
Só o vazio ficou. Nada mais.
Incrível isso nos acontecer.
Meu ser, nunca mais, foi
o mesmo. Eu sorrio,
não como antes.. Sou feliz
não como, antes.
Tenho tentado.  voltar ser
àquela menina,
alegre, cheia de encantos.
Está difícil. Difícil mesmo.
O tempo, ameniza, mas
as cicatrizes marcam
mutilam, eternamente.
Seja feliz,, amor,. da minha
vida, onde estiveres!

***
V
Esse seu jeitinho,
de inocente que
parece, não querer,
nada, comigo?
Pode parar, de fingir.
Sei, que me curte e
me observa, muito.
Pensa, que eu, não sei\?
Enxergo, além
que possas, imaginar.
Sou mais tua,
que da lua!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

CRONICURTAS DE ANDREIA DONADON LEAL

Cronicurtas

Publicado em 24/08/2015
Andreia Donadon Leal
Cronicurta I
Hoje não há céu à vista… A cortina não se abriu. Hoje só neblina.
Cronicurta II
A névoa seca que cobre esta manhã não me quer ao sol, não me quer na luz… A névoa tapume imagina-se deusa das sombras.

Cronicurta III
A mensagem do sol ao iluminar a manhã é clara, é amor, é luz, … Amor é sol, coração é terra que se deixa iluminar. O que se vê do amor é apenas parte do que ele é. – Árvore? – Não! – Raiz.
Cronicurta IV
A manhã raiada sorriu com dentes de sol e invadiu a casa. –A minha procura? Tranquei a porta do quarto, para que ela não roubasse meu sono matinal.

Cronicurta V
A impotência do sol, a imponência da bruma e a manhã se pinta de cinza.

Cronicurta VI
Nem mais nem menos, a vida vai se descortinando aos poucos.
Cronicurta VII
A chuva desta manhã me acompanha na estrada… Assustadoramente bela, a escuridão das nuvens que se desabam em águas.  E o alvorecer? – Fica pra depois!

Cronicurta VIII
– Céu, ó céu! – Que é voar senão ser pássaro planando nas nuvens dos sonhos!

Andreia Donadon Leal, 42, é artista plástica em Mariana (MG)
LINK:

Revista Cult Cronicurtas - Oficina Literária

domingo, 23 de agosto de 2015

ATOR MUTUENSE É "BARRADO" NO TEATRO


O ator, autor e produtor Evaldo Cândido Viana, filho de Mutum, teve uma situação constrangedora. Encontrar o Teatro fechado.

Evaldo Cândido Viana vem a algum tempo fazendo incursões no mundo das artes cênicas. Recentemente estava envolvido com a sétima arte com a produtora Farolete Filmes. Agora com a companhia de teatro IN-CENA.

O contratempo ocorreu quando chegaram no teatro do NET (Núcleo de Estudos Teatrais) e encontraram o portão trancado. Não podendo assim fazer sua apresentação, uma vez que os ingressos já foram vendidos.
O caso foi noticiado por um programa de tevê de Belo Horizonte.
VEJA O VÍDEO:



Assim a peça teatral, "2 É POUCO, 3 É BOM, 4 É... ANIMAL!!!”  por eles produzida, tendo no elenco: Evaldo Viana, Diana  Lopes, Morais Martins e Du Pereira, e com direção de Menotti Orlandi, foi cancelada devido à quebra de contrato com aqueles que coordenam o Teatro do NET.
Cenário da Peça 

sábado, 22 de agosto de 2015

ALDRAVIAS EM LIVRO

NOTA DO BLOG: Cultura de Mutum, mas também cultura pra Mutum, essa é a missão do nosso blog, algo próximo de uma revista cultural. Uma das nossas frentes de batalha é trazer até aos leitores formas novas de arte, e especificamente, estamos trazendo uma forma nova de poesia: Aldravias.
É com esse objetivo que compartilhamos a postagem de Andreia Donadon Leal, uma das criadoras do estilo, apresentando obra publicada de Angela Cristina Fonseca.
Alvíssaras! Novo livro de Aldravipeias da escritora Angela Fonseca.
Quase 5 anos já são passados desde a primeira publicação de aldravias, tempo breve para a publicação de 25 (agora 35) livros de aldravias de poetas de diversos estados brasileiros, e do exterior ... Entre esses tantos livros de aldravias figurará este primeiro LIVRO SOLO de aldravipeias da escritora Angela Fonseca, também professora, mãe, poeta, cronista e outros atributos artísticos que surgirão no correr do tempo. Primeiro livro solo, com temáticas fortes, capaz de enlevar uma palavra da simples condição de palavra à de palavra grávida de sentidos grandiosos, destacando conceitos, sentimentos, sensações, nomes, ou seja, explorando de forma contundente a multiplicidade de sentidos que explodem de cada palavra de uma língua.
Céu, outono, árvore, teias, Minas, paleta, matura/idade, Quintana, panteão, olhares, janelas, lithos e chuva são as palavras que se abrem em temas em cada conjunto de aldravias que compõe este livro. Cada aldravipeia é um ramalhete poético, um convite ao encantamento pelas palavras. Cada aldravipeia é uma

via-láctea
condomínio
estelar
nosso
céu
particular

Depois dessa galáxia de sentidos, fácil justificar o que anteriormente chamei de gravidez das palavras. Mais que isso, essa paleta que é o sumário dos nomes das aldravipeias, com muitas nuances das possibilidades de sentidos, estes inesgotáveis, chama a atenção o termo grego lithos, cujo resgate recicla o conceito de neologismo, este que é compreendido apenas como criação de palavra nova, mas que é também resgate de palavras em hibernação nas fontes originárias de nossa tão melodiosa Língua Portuguesa.
No conjunto temático, para além desses destaques, a sensibilidade artística de Angela Fonseca, impera. A arte das artes, a arte da poesia é a arte complexa da sensibilidade, pois requer a construção de imagens pela representação simbólica das palavras – e domínio das palavras é o que há de sobra na genialidade poética dessa poeta maiúscula que se apresenta nesta coleção de aldravipeias.
Com este livro, ganha o leitor, ganha a poesia, ganha a Literatura Universal.

Boa leitura!