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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

CUTUCANDO A ONÇA

Herege – “Terra Morta” (2016)



NOTA DO BLOG: No nosso trabalho de registro da cena underground em torno do Caparaó denominado CAPARAÓ UNDERGROUND, estamos compartilhando texto produzido na página METAL NA LATA sobre a banda HEREGE de Iuná, da qual o mutuense Lucas Barbosa faz parte.

 Mais uma banda totalmente desconhecida por mim que gerou uma ótima primeira impressão. O Herege vem da escola do Crust/Grind/HC, descontando suas frustações com a política e as mazelas que assolam a sociedade em letras diretas e contundentes, cutucando a onça com vara curta e cantando em português. É como eu sempre costumo dizer: é protesto para o time da casa mesmo, não pra inglês ver.
Criada em um país onde a matéria-prima pra novas composições é infinita e constantemente renovada, o Herege tem munição de sobra pra fuzilar a tudo e todos, e é o que fica explícito em "Terra Morta", seu primeiro trabalho. A música feia, suja, simples e brutal elaborada pelo quarteto resgata influências principalmente oitentistas, da fase áurea do Napalm DeathNausea - Los Angeles, e até alguns preceitos deDischarge e RATOS DE PORAO oficial. É música de protesto genuína, pra causar reflexão e repúdio simultaneamente no ouvinte.
Sangue nos olhos, punhos cerrados e a botinada come solta em "Terno e Gravata" (olha a lava-jato aí!), "Dinheiro", na martelada Crust/Grind fugaz e certeira de "Cegueira", e na maior das verdades refletida em "Bandidos no Plenário".
Após sobrevivermos ao massacre sonoro ao término do repertório, "Terra Morta" ainda trás como bônus cinco faixas ao vivo somente pra demonstrar do que esses sujeitos são capazes em cima de um palco, tudo amparado por uma ótima qualidade de gravação, o que realça ainda mais o poder de fogo do Herege.
Grande estréia! Espero que seja apenas o primeiro de muitos registros. Parabéns a todos os envolvidos e vida longa ao Herege.
Nota: 9,0

Ricardo L. Costa

sexta-feira, 29 de julho de 2016

CAPARAÓ EM CHAMAS

Para a segunda postagem da Série CAPARAÓ UNDERGROUND, o bate papo (via facebook) foi com GUILHERME MENDES “MANDRAKE”, de Guaçuí-ES.

 Baterista da banda EM CHAMAS, que se fará presente amanhã (30/07) em Venda Nova do Imigrante-ES fazendo parte da Turnê União Underground, Guilherme Mandrake compartilha conosco a história da banda e nos ajuda a clarear o atual momento de consolidação do movimento.


SOBRE O EM CHAMAS

A banda Em Chamas surgiu no final de 2012 e Guilherme Mandrake teve a ideia pelo fato de  sempre tá ligado aos eventos que acontece na região e na cidade de Guaçuí no meio underground  onde também tocou na extinta banda Mandrake, por 12 anos.

O nome da banda veio por que Guilherme Mandrake trabalha como brigadista de incêndios florestais no Parque Nacional do Caparaó... Então ficou EM CHAMAS...

COMPOSIÇÃO ATUAL

Bruno Simões (guitarra)
Léo Faria (baixo)
Roberto Vianna (voz)
Guilherme Mandrake (bateria)


EX-INTEGRANTES E BONS AMIGOS

Helton Rossi ( guitarra )
Lucas NÓbrega ( guitarra)


BRASAS PELO CAMINHO

As dificuldades são as mesmas de sempre quando se trata de banda de heavy metal em uma cidade de interior. Um preconceito, Um pouco de não termos espaço em eventos nas casas de shows pelo som pesado e por que nego vê com olhos de nojo e temor. E nós morrermos de rir. Então é difícil rodar, pegar a estrada sem apoio. Tem que ter muito sangue de metal na veia. E nós do EM CHAMAS temos.

QUANDO A COISA FUMEGA

 Abrir para RATOS DE PORÃO, em agosto, no Cultural Rock Caxu em Cachoeiro do Itapemirim-ES,foi muito foda.

Tocar no festival Tribos em Carangola-MG  foi foda  onde tocamos com bandas  como Linha 38, Nervochaos, Herege, Hellfullmurder, entre  outras.

Em Guaçuí-ES, no primeiro giro da Tour União Underground  que fiz  junto com a galera de motociclismos. Paramos a cidade com muito rock and roll.


QUEM ASSOPRA O EM CHAMAS

Curtimos muito o som de bandas como PANTERA, SLAYER, MEGADETH, SEPULTURA, METALLICA, BLACK SABBATH, IRON MAIDEN. Isso tudo tem em nosso repertório.

UM DIAGNÓSTICO DO INCÊNDIO

Esse cenário tem crescido muito por que na verdade essas partes desses estados é dada tal como interior. Mas a galera tá metendo bronca de verdade com seu som e tá muito bom.  Tenho curtido muito onde tenho ido. O mais legal é que você nunca sabe o que vai acontecer quando uma banda dessas sobe no palco.

A PROPAGAÇÃO

Estamos gravando músicas nossas: DEVIL IS MY MIND, PROTESTO e RESSACA MORAL. Em breve tá em mão. Mas no youtube já se encontra versões postadas dessas músicas. Nós tocamos ao vivo nesses vídeos. Facebook também tem. É só digitar EM CHAMAS que o fogo acende.

 COMPARTILHANDO A TOCHA


Recado para a "mulekada" é: Não fique com “cuzão” dentro de casa, esperando cair no seu colo. Saia  e corra atrás. Vá a shows de bandas. Procurem material de bandas, vista a camisa, vá a shows  sem preconceito e picuinha. União é sempre o que fortalece a cena. Assim ficamos fortes para continuar.


terça-feira, 26 de julho de 2016

VÓRTEX CEREBRAL: MAIS QUE UMA VIAGEM

PROJETO CAPARAÓ UNDERGROUND

O Blog Mutum Cultural pressentindo a efervescente cena underground em torno do Pico do Caparaó, incluindo o norte fluminense, Zona da Mata Mineira e a Vertente Oriental Capixaba, se propõe a fazer uma série de registros desse movimento que reúne verdadeiros guerreiros de diversas cidades em eventos alternativos, fazendo com que aquele sonho que nós temos, ou tivemos quando jovem, de formar nossa banda e expressar nossos anseios, ensaiando em garagens de nossas casas, tomam palcos de afirmação fazendo ressoar resistência e persistência, apesar dos percalços encontrados.
Foi a partir dessa constatação que nasce o projeto Caparaó Underground.
Nessa primeira postagem, ressaltando as pré-postagens do projeto sobre as bandas PURGATORY ROAD e COMPLEXO 55, ambas de Mutum-MG, entrevistamos a banda VÓRTEX CEREBRAL, de São José do Calçado. Veja o que seus integrantes compartilharam conosco:


O INÍCIO DE UMA BANDA

A Vórtex Cerebral surgiu no dia 26 de abril de 2015, em São José do Calçado (sul do Espírito Santo), idealizado por Wadson Gonçalves, Dorismar Andrade Bernardi e Stanlay Goncalves. A primeira formação da banda teve Wadson Gonçalves (Vocais/Guitarras); Stanlay Gonçalves (Guitarras), Lúcio Rocha (Baixos), e Dorismar Andrade (Bateria).

Dias após os primeiros ensaios, Stanlay Gonçalves deixou o posto de Guitarrista, abrindo audições para ocupar o cargo do mesmo. Foram feitos testes com alguns músicos, e após alguns testes, Alan Morais foi convidado a ser o novo Guitarrista da banda. A princípio (e até hoje), a banda sofre um pouco com relação a PAs (PA = "Public Address", refere-se às caixas de som cuja intenção principal é o som destinado ao público.), pois ainda não temos estrutura para a realizado de um show de médio/grande porte, e também sofremos um pouco com a escassez de eventos.


O NOME DA BANDA


O nome Vórtex Cerebral surgiu depois de uma brincadeira entre o vocalista e o antigo baterista, andando pelas ruas da cidade. Simplesmente Dorismar disse: "Cara, você está meio louco hoje, parece que seu cérebro sofreu um Vórtex Pineal". Após o episódio ocorrido, a banda resolveu adaptar o nome Vórtex Cerebral (logo após a entrada de Alan Morais na banda), após um longo diálogo para decidir qual seria o nome da banda.


O QUE MARCA UMA BANDA

O show mais emblemático da banda foi realizado no Rancho Vitória, em São José do Calçado, quando fechamos a noite do encontro de músicos, onde encontravam várias pessoas.

As principais influências da banda são as bandas: Aborto Elétrico; Legião Urbana; Capital Inicial; Metallica; Red Hot Chilli Peppers; e System Of A Down.
Cada membro em si tem uma característica marcante, que ajuda a completar a banda como um todo. Somos oriundos das raízes do movimento punk de São José do Calçado e região, costumamos dizer que temos algumas influências do pessoal da turma da colina de Brasília, em 1976.



UM PANORAMA DA ATUALIDADE

Atualmente, o cenário underground do sul do Espírito Santo e Norte Fluminense apresenta-se um pouco instável, mas, a galera que realmente apoia a cena não abandona o barco. Hoje em dia sobra boa vontade e falta um pouco de organização, talvez se as coisas se equilibrassem mais, talvez se todos se reunissem em um único prol, a cena underground formaria mais bandas no cenário brasileiro atual. Na região da Zona da mata de Minas Gerais a situação encontra-se um pouco melhor, atualmente, mas, não mudando muito de uma região para outra.



NA LABUTA

Atualmente estamos trabalhando em um CD chamado "Ratos De Terno" onde estamos gravando as faixas "Ratos De Terno"; "Da Selva Ao Asfalto" "Música Urbana 3"; "Homens Da Lei"; que são músicas que falam sobre o sistema atual em que vivemos, e falam sobre experiências relacionadas aos músicos da banda.



COMPARTILHANDO

Um recado para a galera que quer ver as bandas subirem de patamar... APOIEM! Vemos hoje em dia vários estilos nos quais os músicos são apoiados pelas pessoas... Isso não acontece muito no rock. As pessoas dizem que apoiam, mas, se forem pagar R$20,00 para ir a um Underground, elas pensam duas vezes, e muitas vezes, não vão.
Para a galera que quer montar banda nova... Se é o que gostam de fazer! Façam com amor a profissão, porém, também deem valor aos seus trabalhos. Valorizem-se, tornem-se importantes, e serão recompensados com os frutos dos seus trabalhos, mais cedo ou mais tarde.
Ah, vale a pena ressaltar que a banda atualmente está em processo de audição para a escolha do novo baterista e processo de migração para São Paulo - SP, pois o antigo baterista deixou o cargo.


Nossos agradecimentos aos rapazes do VÓRTEX CEREBRAL e em breve destacaremos mais uma banda ou algum evento, como a Turné União Underground, sábado, dia 30 de julho, em Venda Nova do Imigrante-ES.