“A fotografia é uma forma de ficção. É ao mesmo tempo um registo da realidade e um auto-retrato, porque só o fotógrafo vê aquilo daquela maneira.”
Gérard Castello Lopes
Nossa série
com aqueles que amam a arte de fotografar vem no seu segundo episódio trazer o
trabalho de Adalone Coutinho.
Ele
compartilha conosco seu ingresso no mundo da fotografia e como gosta da sua
arte. Viaje pela vida e pela dedicação ao mundo imaginativo/criativo da
fotografia com mais um mutuense que faz poesia com luz.
O ITINERÁRIO
Nasci
em 14/09/85 em Mutum-MG , estudei nas escolas públicas durante todo o primário. No ano de 2000 dei inicio ao
segundo grau na Escola Dionysio Costa, onde me formei em 2002. Logo após isso
trabalhei em alguns comércios da cidade, mas sempre tive vontade de sair em
busca de crescimento profissional, e aos 23 anos tive a oportunidade de
trabalhar em Resende – RJ, onde não pensei duas vezes e fui. Chegando lá, comecei trabalhando como caixa de
uma loja de conveniência, em um Posto de Combustíveis, e logo após 6 meses
aproximadamente, assumi a gerência das duas empresas. Durante este tempo
trabalhando, estudei, e me formei em Administração de Empresas, fiz muitos
amigos por lá, Resende é uma cidade maravilhosa de se viver e conviver. E agora
recentemente retornei a minha cidade, Mutum.
A FOTOGRAFIA
Sempre
gostei de fotografia, lembro que quando trabalhava na Invejada Eletro, montava
pastas com fotos de produtos para os vendedores externos, eu gostava de
fotografar, editar, imprimir e montar os portfólios. Sempre quis estudar, fazer
um curso, porém não tinha isso por aqui na época. E foi em Resende que pude
estudar fotografia a sério. Logo depois que terminei a faculdade, entrei no
curso, comprei equipamentos profissionais, fiz alguns trabalhos lá durante
meses. E agora estou de volta a minha cidade, Mutum, atendendo a toda população
com serviço de qualidade.
Gosto
de fotografar pessoas, festas de aniversário, ensaios externos de um modo
geral, sou a favor da luz natural sempre, e momentos de descontração.
BASTAM DUAS ÁRVORES
Olha, há pouco tempo fiz um concurso de
casal para promover minha página e tive a oportunidade de fotografar o casal vencedor
lá no parque nacional do Itatiaia, na cachoeira Véu da noiva, lugar lindo,
muito verde e águas cristalinas e esta foto ai foi a que mais gostei, a que
mais me chamou atenção.
FOTO DO CASAL VENCEDOR DO CONCURSO PROMOVIDO PELA AJ FOTOGRAFIA NA CACHOEIRA VÉU DA NOIVA
Pra
mim não importa o lugar, ás vezes duas árvores e algumas folhas são suficientes
para obter fotos incríveis.
Então,
compartilho meu trabalho em uma página que criei no facebook com nome de AJ Fotografia no
endereço https://www.facebook.com/adalonecoutinho/ E a pouco tempo fiz um concurso valendo um ensaio externo de casal, e os
vencedores foram o casal Thiago e Mayara com quase 900 curtidas na foto deles.
Fomos para o parque nacional do Itatiaia e fizemos ótimas fotos.
Nos
próximos dias vou lançar outro concurso aqui em Mutum, valendo também um ensaio
externo, então galera fiquem ligados que em breve estará valendo.
COMPARTILHANDO
Não
importa o lugar, quem faz a foto é você, seja criativo, inove, trabalhe com
dedicação, pois acredite, quando se faz algo que se gosta o resultado sempre
será positivo.
Acredito
que o que fotografamos hoje, será lembrado por alguém no futuro, por isso é
importante sempre lembrar que quando você tira uma foto de alguém, você não
esta tirando aquela foto para você, mas sim para aquela pessoa.
Para
os leitores gostaria de pedir que acompanhassem o blog, pois tem muita coisa
interessante, matérias de ótimo conteúdo, sempre tem um artigo novo.
Participem, e divulguem, vamos fazer este grupo crescer.
Conceição de Ipanema promoverá no próximo dia 01 de setembro
um Seminário de História e Cultura Regionais.
Se a abordagem do seminário envolve regionalidades, logo diz
respeito a Mutum-MG. Nesse contexto vale a pena participar por motivos diversos
como conhecer a história da nossa região e como essa história está entranhada
em nossa cultura.
Segundo o organizador do Seminário José Aristides Silva
Gamito, O seminário surgiu com o objetivo de socializar a pesquisa sobre a
história do município de Conceição de Ipanema que está realizada por um grupo
de professores e outros colaboradores. Com este evento, os principais temas já
desenvolvidos na pesquisa serão compartilhados e com isso se espera despertar a
atenção da população para resgatar a história local.
VEJA A PROGRAMAÇÃO:
PROGRAMA 8h00min – Abertura do Seminário – Myslaine Faria
(Conselho Municipal de Patrimônio).
08h10min - Aspectos Políticos e Sociais da História Regional
– Prof. Walter Mendes Monteiro (Professor de Matemática e Ambientalista).
08h50min – Aspectos Culturais e Econômicos da História
Regional – Prof. Leandro Marcos Martins (Professor de História e Cineasta).
09h30min – Intervalo. 9h40min – Caminhos e Tropeiros – Cimar
Pinheiro (Historiador, fotógrafo e pesquisador sobre caminhos).
10h20min – Etnicidade e Religiosidade dos povos indígenas do
leste de Minas e o processo colonizador – Prof. José Aristides da Silva Gamito
(Filósofo e pesquisador de Ciências das Religiões).
11h00min – Curso sobre Educação Patrimonial – Agência
Preservarte.
12h00min – Almoço.
13h00min - Curso sobre Educação Patrimonial – Agência
Preservarte.
15h00min – Café da tarde (10 min).
16h00min – Encerramento do Seminário – Conselho Municipal de
Patrimônio.
Atraído pela vontade de entender as ondas pelas quais a
literatura surfa em tempos de virtualidades, nosso blog acompanhou o evento do “Lançamento
Virtual do Livro Quatro Contos de Amor”. Fizemos perguntas que foram publicadas
no nosso grupo no facebook juntamente com as respostas.
ADRIANA IGREJAS
FOTO DO PERFIL DO FACEBOOK
Adriana Igrejas é do Rio de Janeiro-RJ, Professora de
Português/ Literatura e Inglês, formada pela UFRJ. É autora de dois romances e
de um livro de contos, além de participar de cinco antologias nacionais e duas
portuguesas. Está recentemente lançando novos livros de contos em e-book pela
Amazon. Recebeu o Prêmio Baixada 2014 na categoria Literatura. Faz parte da
Academia de Letras de seu município. É casada e tem dois filhos.
MUTUM CULTURAL: Olá Adriana, como nasceu a ideia do livro?
ADRIANA IGREJAS: Obrigada por participar. Esses contos eu escrevi em ocasiões
diferentes, por tema, para participar de concursos para publicar em antologias.
Todos eles já foram publicados, só que cada um num livro diferente, dois no
Brasil e dois em Portugal. Me ocorreu que meus leitores, aqueles que querem ler
exclusivamente textos meus não iam comprar quatro livros diferentes para ler
meus textos espalhados por aí... Então, resolvi juntar esses quatro que falam
de amor em um e-book...
MUTUM CULTURAL: Qual o diferencial dessa obra para as demais
que você já publicou como “A BABÁ GÓTICA”, “CAIPIRA, EU?” e “A FÓRMULA DA VIDA”?
ADRIANA IGREJAS: Bem, este livro é de contos, então se assemelha a "Um
apartamento com vista para o mar e outras histórias", que também é de
contos. "Caipira, eu", ainda a ser lançado é bem diferente, porque
são contos meio soltos, sem a tal unidade, justamente por serem relatos
verídicos de meu pai. Será uma obra de valor sentimental. Já "A babá
gótica" e "A fórmula da vida" são do mesmo gênero, que é o
romance - narrativa longa. Estes desenvolvem melhor os personagens, a trama é
mais complicada e cheia de reviravoltas.
MUTUM CULTURAL: Como é o seu processo de criação?
ADRIANA IGREJAS: Logo que tenho a ideia, eu anoto a storyline (em uma linha ou
pouco mais sobre o que é). Aí eu passo a elaborar toda a história na cabeça.
Levo dias pensando e organizando tudo em minha mente. Depois anoto as linhas
gerais, um story board. Depois faço a pesquisa de lugares, nomes, cultura do
lugar etc. Depois, se é um conto, já escrevo. Se é um romance, faço um esquema
com os nomes dos capítulos e o que vai acontecer em cada um. Só aí começo a
escrever. Mas é lógico que muita coisa muda na hora da escrita efetivamente...
MUTUM CULTURAL: Esse é o seu primeiro lançamento virtual?
Quais as principais diferenças entre esse tipo de lançamento e um lançamento
físico?
ADRIANA IGREJAS: Bem, sim, é o primeiro lançamento virtual, porque este é o
primeiro livro que lanço apenas em e-book, ou seja, de certa forma é também um
livro virtual. Meus outros livros, mesmo as antologias de que participei, foram
livros físicos e tiveram lançamentos em livrarias ou casas de cultura. Eu já
havia participado de outros eventos virtuais, como o FLAL, que envolve vários
autores, que também respondem a tudo pelo facebook. A gente sabe que a
participação é pouca, mas muita gente curte, dá uma olhada, enfim, fica sabendo
sobre o livro e a divulgação é o principal objetivo.
MUTUM CULTURAL: Voltando a sua obra. O que você ressalta
como característica principal em seus personagens?
ADRIANA IGREJAS: Acho que é a verossimilhança. Eles parecem pessoas reais e não
é por acaso. Eu me esforço muito para que meus personagens ajam e falem como
pessoas normais e brasileiras! Inspiro-me em pessoas que conheço ou conheci e
esse toque de realidade tem agradado bastante, porque ninguém gosta de
personagens artificiais.
MUTUM CULTURAL: Deixe uma mensagem para os leitores do Blog
Mutum Cultural e membros do grupo no Facebook.
ADRIANA IGREJAS: Olá, leitores de Mutum! É um prazer estar compartilhando um
pouco de meu trabalho com vocês! Espero ter satisfeito um pouco sua
curiosidade. Adoro ter esse tipo de contato com leitores e trocar experiências.
Torço para que fiquem ainda mais curiosos e passem a serem meus leitores. Estou
sempre acessível através das redes sociais para quem quiser me contatar. Um
grande abraço e beijinhos literários e culturais para vocês!
Esse texto foi postado no
perfil de Antônio Soares de Moura, há um mês por ocasião do falecimento do seu
tio, o saudoso Gonzaga.
ANTONIO SOARES DE MOURA
VILA NORBERTO
Lá nos confins da minha terra que não fica aqui tão perto, tem uma vila pequena
e simples que se chama Vila Norberto.
Desta vila saiu seis moços, coisa
igual nunca se viu. Todos falam com respeito.
Olha! São os filhos do
Ziziu.
Tio Mazinho, se era bom
peão? Menino você sabe que nunca menti. Peão igual a ele nesta terra nunca vi,
eu já sei desta história desde a época que nasci.
Ah! Tio Zequinha, veja só
o que já foi:
Foi carreiro, vaqueiro, tropeiro, tangerino, escrivão e rezador. Uma coisa eu posso
dizer: Quando falta padre na cidade lá vai ele pra socorrer.
Escuta Tio Geraldo, lembro-me de quando seus versos faziam e, todos nós, aqui
sorriamos. Hoje o senhor está no céu onde nos encontraremos qualquer dia.
Tio Elzim, este é bravo e, é esperto igual burro estrela, mas uma coisa tem
certeza, ele é sul-americano. Por quê? Por que gosta do Brasil e da Argentina
do Baiano.
Agora de quem falo é do meu pai o Inhô, “O homem do humor”, trate o com
respeito, pois foi ele que me criou.
GONZAGA
O caçula é o tio Gonzaga. Já viu falar? Coitado nunca pode se casar por que ele
tinha a vó Quita e o tio Geraldo pra cuidar.
Eu era pequeno, mas ainda me lembro dos biscoitos que trazia só pra ver os
filhos do Inhô e a festa que faziam.
Na década de 70 começou vir tristeza. Perdemos a vó Quita e perdemos minha mãe
Cornélia. Não se lembra dela? Era filha da vó Amélia.
Aos poucos foi se acabando e os parentes se afastando, hoje resta na vila os
vizinhos e os meus sobrinhos os filhos da Maria, mas meu coração distante e só,
ainda grita: “Que saudade da vila, da
vila da Vó- Miquita”
NOTA DO
BLOG: A partir de postagens realizadas por Estêvão Marchesini em seu perfil no
facebook, o blog Mutum Cultural procurou saber mais do próprio autor das
postagens sobre esse projeto intitulado MUSEU DO TROPEIRO INSTITUTO TREME TERRA
ADAIR JOSÉ FONSECA.
Compartilhamos com os leitores do nosso blog uma síntese inicial
do projeto.
OBJETIVOS DE UM PROJETO
Resgatar uma tradição
cultural que pessoas tiveram em décadas passadas para o desenvolvimento
regional.
De concreto temos
materiais que mostra como eram transportados os produtos produzidos no município
e aqueles trazidos para o município em lombos de muares e carros de bois em
viagens duradouras envolvendo diversas famílias tradicionais do município.
O Projeto será
desenvolvido no município de Mutum.
Seria criado um Instituto
para ter apoio tanto do Governo Federal, Estadual e Municipal.
IMPORTÂNCIA HISTÓRIA DO MUSEU
Importante para gerações tanto
do presente quanto do futuro, não deixando que a história se perca ou deixe de
existir devido o imenso desafio tecnológico do mundo atual. Que as pessoas
possam saber "COMO" no passado eram transportados gêneros
alimentícios, vestuários e até mesmo o transporte de pessoas dos distritos até
a sede.
Este museu terá grande
parte de matérias e equipamentos usados por tropeiros em montarias, carros de
bois, tipo de roupas usadas por eles como capas. Forma de cozinhar, caixas para
transportes de gêneros alimentícios, bolsas de couro de boi, formas de amarrar
cargas nos burros, tipo de comidas utilizadas. Até mesmo o resgate de canções
cantadas por eles nas paradas para descanso depois de horas e horas de
montaria. Também terá resgates de fotos de famílias tradicionais para mostrar
para o público.
ANEXO
Será desenvolvido anexo
ao museu, um boteco com iguarias tradicionais na alimentação dos tropeiros.
Outro desafio será o local onde o tropeiros de agora possam ranchar ao lado ou
ao fundo deste Museu por época de festas do município e CRIAR A FESTA
TRADICIONAL DOS TROPEIROS EM DATAS DIFERENTES DA EXPOSIÇÃO. Isto para ter mais
uma atração festiva, trazendo assim outra fonte de renda para a população local
e divertimento cultural para nossa população regional.
crédito: Todas as fotos foram compartilhadas do perfil no facebook de:ESTÊVÃO MARCHESINI.
No Pentalogia Poética de hoje estamos compartilhando
poemas de um livro, quem ainda não esteja publicado fisicamente, está nos site
de auto publicação. Hora é divulgado, ora é retirado.
Trata-se de UNI VERSO, de autoria de Cláudio Antonio
Mendes, que em alguns momentos, apresenta-se com o pseudônimo KLAUS MENDES.
CAPA NO SITE CLUBE DE AUTORES
Segue cinco de seus poemas:
EMERGÊNCIA
corro
ao teu encontro
como ambulância
pro pronto socorro
estou enfermo
sem amor
sem termo
e temo a solidão eterna
dê-me
um balão de oxigênio
um beijo oxidante
quero prazer até enferrujar
EMERGÊNCIA!
o nosso amor não pode ficar
comprimido
em cumprimentos
***
BEIJOS
o xerife beijou o chifre do juiz
e fez o pacto
o juiz beijou o nariz do xerife
e se fez pacato
enquanto eu beijava teus lábios
e te amava de fato
***
ESPELHO MEU
perguntei ao espelho meu
se existe algum outro poeta
que escreve uma poesia
nem clássica, nem concreta
ele me disse que não
somente eu mesmo
em dias quente de verão
anda a esmo
no meio da multidão
tendo como companhia
a ironia e a solidão
e a barriga vazia
que reclama pelo pão
nosso de cada dia
nesse dia de cão
Nossa série de entrevista de volta. DIÁLOGOS DE BASE entrevista EVALDO CÂNDIDO VIANA, ator,
produtor e autor de peças teatrais e séries, além de uma incursão no mundo do
stand up. Quem é Evaldo
Cândido Viana?
Bem, eu sou um mutuense
de raiz nascido em 27 de janeiro de 1990, vivi minha infância no campo. Até aos
10 anos, no pé da serra de Santa Luzia, a 12 km de Mutum. Dos 10 aos 12 anos, vivi
em outra fazenda, no córrego Taquara, distrito de ocidente. Daí até aos 18,
vivi no patrimônio de Ocidente. Estudei o ensino fundamental e parte do ensino
médio nas escolas do município de Mutum.
Apesar das raízes
camponesas, desde bem pequeno sempre fui amante das artes de interpretação. Sempre
vivi dividido entre a fantasia e a realidade.
O que te
levou deixar Mutum e ir para Belo Horizonte?
O sonho da ficção, o
desejo de realizar, de contribuir com a cultura e o entretenimento, o amor pelo
teatro. Quando recebi da minha irmã, que
já residia em Belo Horizonte, a proposta de estudar na capital, não tive dúvidas
em abandonar tudo e me jogar na fantasia de sonhar. Eu já sonhava com os palcos
e câmeras e com esta proposta senti que o sonho poderia ficar mais possível.
Como foi seu
encontro com as artes cênicas?
Desde que cheguei a
Belo Horizonte, comecei a busca pela arte. Assim que terminei o ensino médio em
2009, comecei a sondar escolas de teatro. Uma propaganda de TV me fez querer
conhecer a escola NET (Núcleo de Estudos Teatrais). Fiz minha matrícula e em
fevereiro de 2010 tive meu primeiro contato com a arte. Na primeira aula já
descobri que não viveria mais sem o teatro, estudava de manhã e passava a tarde
aprofundando por conta própria. Em julho de 2010 veio minha primeira apresentação
no palco. Bem, esta experiência foi muito marcante. Pois a primeira vez que
entrei no teatro foi para atuar e não para assistir. Até então, nunca havia
pisado em tal estabelecimento.
Quais as
dificuldades que você encontra nessa caminhada pelo mundo da arte?
Não existe facilidade
neste ramo para os profissionais que assim como eu tentam a sorte na arte sem
ter padrinhos ou equipes de produção. Como sou um ator funcional, não tenho
perfis variados. Tenho um nicho limitado de possíveis personagens, ou seja, se
quero atuar preciso criar e produzir. Além do mais não me dou bem em testes. Eu
me saio melhor na hora do vamos ver, mas além destas barreiras existem as barreiras
de produção. Se você não tem fama, não consegue apoio facilmente. Além de tudo
existe o preconceito, muitos acham que teatro não é trabalho, que atores são
preguiçosos que querem moleza. Mas meu amigo, ensaiar durante um ano, criar
cenário, trilha sonora, figurino, produção executiva de um espetáculo e
totalmente o contrário de moleza.
Fale sobre
sua produtora FAROLETES FILMES?
A Faroletes Filmes
surgiu em 2011 como ``Faroletes Comedies´´ num dos encontros, após a aula de
teatro, com intuito de criar vídeos de comédia, ela amadureceu em 2012 quando
conheci o ator e contrarregra Gustavo(Apolo Berson) onde gravamos uma série
chamada D.N.I, O JOGO DA MORTE, onde conheci também a atriz Diana Lopes, hoje
grande companheira em tudo que produzo, grande atriz e muito disposta à
produção. Sem ela, nada do que já fiz no teatro e em vídeo teria sido possível.
D.N.I só teve o episódio piloto lançado, apesar de ter sido gravada em 60% de
todo o roteiro. A saída do ator principal inviabilizou a conclusão. Depois
vieram os curtas cômicos: ``Família Broxólio Pinto e Meu Filho Vai Casar´´ que
também se encontram na internet. Em 2014 começamos a regravar a série D.N.I. Apesar de 99% gravado, a insatisfação com a
qualidade e as brigas que ocorreram, devido ao grande elenco de 24 atores, fez
com que o projeto fosse arquivado em 2015 e decretou o fim da produtora que foi
dada como encerrada no mesmo ano. Agora em 2016, com toda experiência adquirida
na Faroletes, eu e a atriz Diana Lopes a reabrimos com o nome de LDVE FILMES e
estamos produzindo o primeiro trabalho que se chama CRÔNICAS DE TAYTOS.
Elenque suas
realizações no mundo do teatro: E no mundo
do áudio-visual?
No teatro estreei como
profissional em 2015 com a peça de minha autoria e produção, chamada ´´2 É
Pouco, 3 É Bom, 4 É... Animal!!!`` que retornaria este ano, mas devido a nosso
ator Morais Martins ter abandonado o
grupo a uma semana da estreia tivemos de cancelar 6 apresentações já marcadas
para julho e agosto.
No áudio visual escrevi,
atuei e dirigi DNI, Família Broxólio
Pinto,
Atuei e fui câmera em MEU
FILHO VAI CASAR, atuei em vídeos de comédia que pode ser encontrado nos canais
humorísticos HUMOR BADERNA e FURDUNÇO dos quais fiz parte respectivamente em
2015 e 2016.
Comente sobre
a série que você tem no youtube:
D.N.I. (Departamento
Nacional de Investigação) narra a historia de um programador de jogos que faz
um pacto com uma entidade maligna antiga, e a partir do contrato que existe no
jogo de computador que ele criou, esta entidade ganha o poder de entrar na casa
do jogador e matar usando a possessão. Um grupo de policiais de uma divisão
especial esta investigando, acreditando se tratar de um caso de uma nova droga
no mercado. A série mistura ação, drama
e terror, numa trama gostosa de assistir, é difícil assistir o episódio piloto
sem querer descobrir o resto da história.
Como foi
formado, como está, e quais perspectivas do grupo IN-CENA?
Fui formado na escola
de teatro NET, que como as critica já indicam, é uma escola com conteúdo
didático bem limitado, mas que me serviu bem ao indicar-me o caminho a seguir.
Após formar, continuei sempre a estudar, pois a arte imita a vida e a vida está
em constante mudança. Hoje estou mais maduro com relação ao meu sonho. Sei que
e possível, mas que não é fácil. Minha companhia de teatro agora está a procura
de ator para suprir o que saiu, para poder voltar no próximo ano firme e forte.
Não só em Belo Horizonte, mas com apresentações pelos interiores do estado,
também planejamos uma nova peça para 2017.
Qual seu
atual projeto? Pretende alguma coisa em
relação a Mutum?
Meu projeto atual é
colocar novamente minha peça nos palcos, e concretizar a rodagem da primeira
série da L.D.V.E. Desde 2014 venho tentando relações culturais com Mutum, mas
bem de início as autoridades competentes não demostraram muito interesse. Em
junho deste ano tive uma resposta positiva, Mas devido ao fato de não podermos
marcar uma reunião presencial, a conversa não teve mais desenvolvimento. Mas,
sim, planejo levar meu espetáculo para mutum em 2017. Para isto preciso de um produtor que esteja
residindo na cidade. Também planejo rodar uma série na cidade. Estou a tentar
contatos para apoio, pois para realizar esta série precisamos de uma pequena
verba, e também de suporte local para estadia e transporte. Acredito que em breve
poderei estar mostrando meu trabalho em minha terra natal. Gostaria de adiantar
que caso algum leitor tenha o interesse em ajudar na realização de um destes
eventos, entre em contato que estarei a disposição.
Qual recado
você deixa para quem quer se aventurar pelo mundo das artes cênicas e/ou pelo
mundo do áudio-visual?
Bem, tenha certeza de
que você esta fazendo isto por amor. Só os que realmente amam e não vivem sem a
arte, conseguem manter-se nela. É um caminho árduo, mas também muito prazeroso.
Se tivesse que fazer tudo de novo, mesmo com os perrengues e as portas que
foram batidas na minha cara, eu faria exatamente igual.
Lucinha, personagem de Evaldo Cândido Viana
O que mais
gostaria de expressar?
Bem, gostaria de deixar
aqui que, apesar de amar o teatro de coração, eu também me aventurei pelo
humor. Fui mestre de cerimônias com um personagem feminino nos grupos de
comédia stand up HUMOR BADERNA e FURDUNÇO.
No stand up, eu consegui bem mais retorno que no teatro. Eu me apresentei
ao lado dos melhores de Belo horizonte, como Rafael Mazzi, Nayla Brizzard,
Kaquinho Big Dog, Marcos Vinille, e também com um dos maiores humoristas do
Brasil o grande senhor casseta Marcelo Madureira.
Apesar de ser tentado a
investir na carreira de humorista, abandonei para voltar ao teatro. Eu estava
começando a ser rotulado como humorista até na mídia local. Então, antes que
fosse tarde, eu dei uma pausa na carreira do stand up para focar na minha
carreira de ator.