quinta-feira, 30 de julho de 2015
CULTURA REGIONAL: FESTA DO QUEIJO
segunda-feira, 27 de julho de 2015
PENTALOGIA POÉTICA: GISÉLIO JACINTO DE ALENCAR

sábado, 25 de julho de 2015
AMY WINEHOUSE E A ETÍLICA JUVENTUDE MUTUENSE

segunda-feira, 20 de julho de 2015
DA SÉRIE PENTALOGIA POETICA: QUEIJO, GOIABADA E POESIA
NOTA DO BLOG: O blog MUTUM CULTURAL, na sua singela pretensão de pouco a pouco vir a ser a revista cultural eletrônica do nosso município buscará semanalmente publicar esta série intitulada PENTALOGIA POÉTICA, cinco poemas, ora de um único autor, ora de alguma antologia, como essa que reinauguramos.
Os poemas a seguir são transcrito do grupo no facebook QUEIJO GOIABADA E POESIA que é uma bela iniciativa de Wagner Fonseca.
Não deixe de visitar periodicamente essa bela página que tem se firmado como um espaço para quem gosta de se expressar com poemas.
CRISTINA NUNES
TomaraQue você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho
Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...
Vinicius de Moraes
ITAJACI CORRÊA
Sem pressa,
sem medo e sem
desculpas.
Eu sou a tua menina,
quem gosta, de brincar
de maré, na rua.
que é toda tua.
Não demore.
Estou a tua espera.
Venha antes
do entardecer
para vermos a lua
nascer e fazermos
serenata, até o
amanhecer!
WAGNER FONSECA
Cristalizado olhar
Queiras tu minha presença no além
Assim como desejo a tua no meu dia
Rasga-me o peito
Nostalgia acirrada
Noite fria abalada
Meu tormento infindável
Se já não tens pétalas
Repousar-te em escuro breu,
Brancas és no pensamento,
Um momento de tormento
Segue a razão pelo coração
Pois a mente não socorre
O suplicio da minha carne
E envolto em agrura
Desfaleço em querer-te
E no triste olhar
No horizonte não a vejo.
Sua presença meu desejo.
CELSO FERRUDA
O poeta é um profeta.
suas sábias palavras, como o profeta, toca multidões.
O bom poeta tem na poesia amor,
assim como o profeta, a lei do senhor.
-sentimento nobre da salvação:
-"amai-vos uns aos outros, como eu vos amei..."
Poeta è um profeta dos novos tempos,
que ama e profetiza o eterno amor.
O grande profeta anunciava o salvador.
O poeta em seus passos, o grande seguidor...
-(prega a luz que ainda brilha de seu senhor.)
-"Não tomai seu santo nome em vão!"
O profeta tinha a lança da justiça e da humildade em seu cajado.
O poeta tem na humildade a justiça a seguir do que vem do passado.
"Honrai!" -sua mãe e seu pai, são mestres da vida.
Poetas são profetas...
Sua grandeza é o espelho para a nova luz.
Divinas são suas palavras. (Lhes conforta.)
Traduz o grande caminho ao verbo:
-eis o grande homem entre nós!...
- outro profeta, um poeta. Só fala de amor...
-hoje sua carne já está morta.
Mas vivo entre nós porém.
"vem e segue - me!"
- "Eu sou teu senhor!"
-"quem me segue, não andará nas trevas!"
VALDIR LOPES
Um amor,
Um silêncio,
Uma palavra
Falada ao seu tempo,
Uma poesia escrita
Em um coração que escuta,
Uma voz suave que não cansa.
As lagrimas que rolam
No rosto da mulher amada,
O sorriso brilhante
E o grito,
A esperança,
A saudade que doe,
A dor que não passa,
A falta que faz
Um amor sincero,
Que ao seu tempo constrói
E jamais acaba;
Pra sempre será,
Um amor de verdade.
sexta-feira, 17 de julho de 2015
CULTURAL REGIONAL: 13º SALÃO INTERNACIONAL DE HUMOR DE CARATINGA

Hoje é a Abertura do 13º Salão Internacional de Humor de Caratinga em Homenagem a Ruy Castro
Ruy Castro, jornalista e escritor brasileiro. Mais um caratinguense ilustre a ser homenageado pelo Salão de Humor de Caratinga
Edição terá como tema único caricaturas do jornalista e escritor brasileiro Ruy Castro
Inserido na programação do Festival de Inverno, o Salão Internacional de Humor regressa a Caratinga.
A 13ª edição do Salão será realizada de hoje a 31 de julho na Casa Ziraldo de Cultura, com entrada franca.
Depois de homenagear outros caratinguenses ilustres como Ziraldo, Agnaldo Timóteo e Míriam Leitão, o Salão terá como tema único caricaturas do jornalista e escritor brasileiro Ruy Castro. Como premiação serão distribuídos para os três primeiros colocados uma mesa digitalizadora.
Haverá também uma mostra paralela "Je Suis Charlie, Uai" reunindo trabalhos de 25 artistas mineiros em homenagem aos profissionais cruelmente assassinados no atentado ao jornal francês Charlie Hebdo.
O primeiro salão de humor foi realizado em 1998, no 150º aniversário de Caratinga. “Pela organização e credibilidade adquirida ao longo de doze edições realizadas, o Salão Internacional de Humor de Caratinga é o principal do nosso estado e está entre os cinco maiores do Brasil”, ressalta Edra.
“Para que o evento fosse uma homenagem perene ao cartunista Ziraldo, instituí o Troféu ‘Pererê’, o que ajudou ainda mais a projetar o nome da nossa cidade, por meio de sua criatividade e pelo talento dos seus traços”, diz Edra.
Estes são os artistas que estarão participando da mostra competitiva:
- Alan Souto Maior Alves – Rio de Janeiro / RJ
- Anderson de Oliveira Delfino – Sorocaba / SP
- André Luis Mello Camargo – Porto União / SC
- Antônio Santos – Amarantes / Portugal
- Antônio Máximo de Medeiros da Rocha / Rio de Janeiro / RJ
- Ariel Silva – São Carlos / SP
- Eder Santos (2) – São Paulo / SP
- Eliabe Davia Alves – Natal / RN
- Elihu Ribeiro Duayer Filho – Rio de Janeiro / RJ
- Ednio Ferreira Júnior – Franca / SP
- Fabrício dos Santos Brito – Rio de Janeiro / RJ
- Flávio Roberto Cordeiro Miranda – São Paulo / SP
- Gervásio Pires de Castro Neto – Rio de Janeiro / RJ
- José Luiz de Souza Silva – Cabo Frio / RJ
- João Bento de Souza – Belém / PA
- José Augusto de Oliveira Camargo – São Paulo / SP
- Josemar Oliveira Melo – São Paulo / SP
- Paulo José Barbosa Pinto – Gandra / Portugal
- Max Eduardo Portella Ziemer – Rio Grande / RS
- Milton de Faria – Rio de Janeiro / RJ
- Moisés Macedo Coutinho – Mogi Guaçu / SP
- Raimundo Waldez C. Duarte – Belém / PA
- Sérgio Luiz Roda – São Carlos / SP
- Ulisses José de Araújo – Paraíba do Sul / RJ
- Walter Alvarez Toscano – Peru
O QUE SE EXPÕE EM UMA EXPOMUTUM
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FOTO: LÉO GOMES |
A exposição, a priori, é para expor produtos da agricultura e da pecuária.
Mas mandioca de dois metros ou aquelas vacas que dão oitenta litros de leite por ordenha, é o que menos se vê.
Diria os maldosos que o que se expõe são outras mandiocas e outras tetas.
Tirando a maldade de lado, o que se expõe é muito mais que produtos da agricultura e da pecuária.
Tem um parquinho que é um tormento para os pais. No começo fica a ala das crianças menores, a turma da educação infantil: os famosos carrosseis com seus cavalinhos fazendo trezentos e sessenta graus, que de um tempo prá cá tem carrinho também. Vai que alguma criança não se encanta com cavalos, não faça questão de uma montaria. Tem mais cavalo no carrossel que nas baias.
Mas o cavalinho do carrossel ainda pode chamar a atenção. Minha geração chamada de coca-cola, geração rock n'roll, se espanta como a vida é cíclica. Como a adolescência e juventude de hoje gosta de uma cavalgada. A empolgação é a mesma que tinhamos diante da possibilidade de um festival de rock. Mas o roqueiro ficou estigmatizado em propagandas dos postos Ipiranga. Somos rebeldes que só dizem sim.
Em uma coisa a cavalgada até se parece com um festival de rock, ops, era para falar da exposição.
Voltando ao parquinho de diversões e de gastança dos pais, mais para o meio vem os brinquedos da turma dos anos iniciais do ensino fundamental. O bate-bate é o preferido. É quando os nossos rebentos querem nos imitar a dirigir. Mas batem conforme o nome do brinquedo sugere.
No fundo fica a diversão para a turma do Ensino fundamental nos anos finais e a turma do ensino médio. É o samba. Fica no fundinho. Sabe se lá porquê.
Bem, a turma universitária até revisita o parquinho. Mas as barraquinhas de drinques não estão ali.
Exposição também é tempo de transpor antes de se expor. Muitos querem beber muito para se transpor da realidade rotineira para a realidade etílica. Uma espécie de mundo virtual onde na bebedeira tudo posso.
Expõe-se a beleza juvenil. Quanto é prazeroso desfilar pelo parque de exposição ao lado de alguém bonito ou bonita. Ser pegador ou pegadora no momento de pico, é estar ao lado de alguém que satisfaz os padrões de beleza impostos pela sociedade, e esses padrões são cada vez mais exigentes. Aqui vale ressaltar que se vê em todos os cantos os grupos daqueles que não se encaixam nos padrões fazendo uma espécie de pré-aquecimento para uma possível pegança mais tarde. A boate fica no canto, mas o seu som estridente a certas horas toma de assalto todo o parque de exposição.
Na exposição agropecuária também se expõe roupas. Cada qual quer está elegante. As meninas adeptas dos trajes mínimos encaram o frio numa boa como que num prenúncio do aquecimento global.
Tem também a exposição da vida familiar entre colegas de trabalho. Sobretudo daquele novo colega que aparece na exposição ao lado do cônjuge, puxando pela mão seus filhos, os pequenos apenas. Aí dá pra ter ciência da família dos colegas de lida.
Tem exposição de artistas. São em exposições do interior que artistas regionais, em dias de semana, acabam biliscando uma chance de se apresentar em uma estrutura melhor.
Diria alguns que também tem a exposição de caras de pau. Isso se dá sobretudo na abertura com a presença dos políticos, sobretudo dos que fazem uso da fala.
Bem, se a gente abrisse uma enquete com a hashtag, o que tem na exposição, daria uma lista enorme.
O que eu sei é que na exposição se expõe muito mais que mandioca e úberes bovinos.
Cláudio Antonio Mendes