domingo, 23 de agosto de 2015

ATOR MUTUENSE É "BARRADO" NO TEATRO


O ator, autor e produtor Evaldo Cândido Viana, filho de Mutum, teve uma situação constrangedora. Encontrar o Teatro fechado.

Evaldo Cândido Viana vem a algum tempo fazendo incursões no mundo das artes cênicas. Recentemente estava envolvido com a sétima arte com a produtora Farolete Filmes. Agora com a companhia de teatro IN-CENA.

O contratempo ocorreu quando chegaram no teatro do NET (Núcleo de Estudos Teatrais) e encontraram o portão trancado. Não podendo assim fazer sua apresentação, uma vez que os ingressos já foram vendidos.
O caso foi noticiado por um programa de tevê de Belo Horizonte.


ASSISTA O VÍDEO:



Assim a peça teatral, "2 É POUCO, 3 É BOM, 4 É... ANIMAL!!!”  por eles produzida, tendo no elenco: Evaldo Viana, Diana  Lopes, Morais Martins e Du Pereira, e com direção de Menotti Orlandi, foi cancelada devido à quebra de contrato com aqueles que coordenam o Teatro do NET.

Cenário da Peça 

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

CHAROLA NA ESCOLA


Compartilhamos registro feito pela Secretaria Municipal de Cultura em evento realizado hoje cedo, 21.08.2015 na Escola Estadual Dionysio Costa. Cultura e tradição na Escola, isto enriquece, firma raízes e contribui para diversificar as ideias. Parabéns ao Secretário de Cultural César José Pires da Luz (César Tomé), ao grupo de charola da Ponte Alta e a Escola Estadual Dionysio Costa.

V Jornada Mineira do Patrimônio Cultural. Secretaria M. de Cultura, realiza ação: Charola de São de Sebastião. Educar para Preservar, na V Jornada Mineira do Patrimônio Cultural.










MAIS FOTOS EM: FACEBOOK DA SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA

sábado, 8 de agosto de 2015

COMPLEXO 55 LANÇA WEBCLIPE

A banda Complexo 55 anunciou para esse sábado o lançamento de um webclipe. Aí está conforme proposto pela banda que está sendo gestada com muito cuidado, como toda arte exige.

Em breve teremos mais registro dessa atividade cultural de quatro jovens buscando espaço para mostrar, acima de tudo, suas mensagens de inconformismo com a sociedade e o poder.

Em sua página no facebook, https://www.facebook.com/complexo55, a banda assim apresentou o webclipe:


"Lembrando que essa música é com uma sonoridade diferente da banda, apenas um instrumental solo de violão, com uma poesia recitada pelo Igor Eduardo, não é metal rs' Valeu!"




IDEIAS

(Letra: Igor Eduardo, Lucas Barbosa / Música: Lucas Barbosa)

Não se sabe quantos dias se passaram
Nem quantos ainda ainda restam
Hoje nasceram alguns
E morreram outros
As pessoas por algo que alivie seus medo
E uma mão divina que alivie suas dores

Paz
Um tesouro procurado por todos
E com isso todos garimpam
Sobre a destruição

Ideologia
Você tem a sua 
Como todos tem
E essa é a nossa
Siga a estrada
Busque a vitória
Pra não ser mais um Alcoólatra
Nessa Pátria em Decadência
Patrulhada por Homens de Merda

Com os Bandidos tirando o que é seu
Pois sua pele é o Alvo da Pólvora
Seus ouvidos são,
O Alvo da Obra da Conspiração

Membros:
Igor Eduardo: Vocal
Lucas Barbosa - Guitarra
Roberta de Souza: Baixo
David Megat: Bateria

quinta-feira, 30 de julho de 2015

CULTURA REGIONAL: FESTA DO QUEIJO

NOTA DO BLOG: A transcrição do post se justifica por três motivos:
1) Gastronomia é arte, arte é cultura. Qualquer elemento da gastronomia quando feito em circunstâncias especiais, é digno de registro em cultura.
2) Vai rolar uma festa. Quando o povo se junta em algo que virou tradição, isso é cultura.
3) É em um município da nossa região, do leste de Minas Gerais, e esse blog busca ter esse alcance.

Então vamos transcrever o post de:PASCOAL ON LINE.
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Cidade de Ipanema produz o maior queijo minas do mundo
imageIpanema (MG) - A cidade de Ipanema produz o maior queijo minas do mundo. O município já detém o recorde, com um queijo de 1.770 quilos produzido em 2014. Este ano, foram utilizados 17.500 litros de leite na produção do queijo, que deve atingir a marca de 1.850 quilos.

O produto será pesado e degustado na cidade no próximo sábado (1º). O recorde é quebrado a cada ano desde 2010.

Nesta 6ª edição da Festa do Queijo em Ipanema, também será produzido um doce de leite gigante com mais de 520 quilos. Em 2014, a iguaria, com 507 quilos, foi distribuída em pedaços juntamente com o queijo, durante a festa.

A Festa do Queijo é realizada pela prefeitura de Ipanema e conta com o apoio da Cooperativa Agropecuária de Ipanema (Capil) para a produção do queijo, que vai desfilar pela cidade em carro aberto, antes de ser cortado e distribuído gratuitamente para a população na Praça Coronel Calhau. Para a produção do queijo de 1,85 toneladas serão gastos, além dos 17.500 litros de leite, outros ingredientes, como cloreto de cálcio, coalho, fermento lácteo e 150 quilos de sal.

 Segundo o tecnólogo em laticínios da Capil, Ricardo Santana Paes, a fabricação do queijo vai passar por todos os procedimentos tecnológicos e de higiene adequados. “A produção será em uma queijomate automatizada, de onde seguirá para o processo de enformagem, que devido ao tamanho e dificuldade de movimentação do queijo, é enformado dentro da câmara fria onde permanece entre as temperaturas de cinco à dez graus até o dia do desfile”, explica.

 No sábado, às 15 horas, o queijo e o doce de leite serão auditados por um fiscal, que vai aferir peso e medidas, e verificar se o produto é próprio para o consumo. A apresentação dos dois produtos está marcada para as 16 horas.

ECONOMIA
A economia de Ipanema é voltada para a pecuária leiteira e, nos últimos anos, com o desafio de criar, anualmente, um queijo gigante, que bata o recorde de o maior do mundo, a cidade vem conquistando espaço ainda maior no mercado.

Segundo dados da Capil, principal cooperativa do município, em 2010, quando foi feito o primeiro queijo com peso de 800 quilos, o faturamento da Capil era de R$ 28 milhões anuais. Este ano é possível que supere os R$ 70 milhões. Existem cerca de 1,5 mil produtores de leite na cidade, que ganham da cooperativa de R$ 0,90 a R$1 por litro de leite captado. Somente a Capil recebe, por dia, 100 mil litros de leite.

Com informações do Jornal Diário das Gerais

segunda-feira, 27 de julho de 2015

PENTALOGIA POÉTICA: GISÉLIO JACINTO DE ALENCAR


A nossa série Pentalogia Poética dessa semana traz poemas de Gisélio Jacinto de Alencar, que coincidentemente, é seu aniversário. Confesso que foi coincidência mesmo. Já estava na nossa pauta desde semana passada publicar poemas desse poeta que é mutuense de coração, já que nasceu em Penha do Capim, terras de Aimorés.


Os cinco poemas são transcritos do livro FRAGMENTOS PERDIDOS. Buscamos aqui mostrar diferentes focos que a poesia de Gisélio Jacinto de Alencar nos oferece. A busca pela métrica em Além das Nuvens e da Lua, seu lado filosófico em Filosofando Sobre A Paixão, seu lado religioso em Explicando O Porquê da Fé, um poema classificado por nós como pop em Minha Vida, Veia Sangue e a aproximação de si em Minha Intimidade.



ALÉM DAS NUVENS E DA LUA
(SONETO)

Meus sonhos estão sempre além das nuvens
E pairo sobre estrelas para compor um verso
Conquisto uma e outra e as encontro
Mas elas tímidas são ainda resistentes.

Já me confundi com a nuvem sobre mim
Me absorvi em sua escuridão,
Pois a luz se compõe acima dela e
Pairo, ao ver-me entre as suas correntes.

Ansioso fico na berlinda na espera
Ou procuro a aura do seu manto,
Me guardo para aquela que se insinua

Mas de outra quero sim o que revela
Pois meus sonhos vão além do meu encanto
Além das nuvens, muito além da lua.



FILOSOFANDO SOBRE A PAIXÃO

Para todas as coisas existe uma razão
Mas a razão não existe em todas as coisas,
Pois elas existem nem sempre com motivo
E a pior delas é a paixão.

Paixão não dá razão e nem se explica
Nem motivo tem e nem comenta o porque,
Pois quem se apaixona sem medida
Não mede as consequências e nem vê.

Digo pois que a paixão é inconsequente
E pode acontecer sem nenhuma explicação
Pois a paixão cega a razão da gente

Então paixão não é razão aparente
Razão é amar e ser amado,
Mas amar sem ter medida, isto é paixão.



EXPLICANDO O PORQUÊ DA FÉ

A fé não descerá de seu degraus
Pois ela quer o infinito do alto
E mais ainda...
A fé é a procura mais constante.

Ela nunca acabará ela jamais morrerá.
Onde há vida, a fé ali estará,
Pois é ela a sua mola propulsora
E leva e trás toda a certeza.

Se acerca de todos os seus anseios
E te leva e te instrui.

As suas montanhas mais íngremes
Ela contigo subirá.

Construirá a sua casa, seu sonho,
Mesmo que obstáculos existam.

A fé sempre haverá de existir,
Pois é ela a razão do ser vivente
Que busca o seu ideal e luta e acredita
Como um navio que leva dentro de si
A alma sempre em frente


MINHA VIDA, VEIA SANGUE

Há um carro que desliza em um chão de predra
A procura de um lugar para estacionar
E é assim que parece estar havendo,
Nas canções da minha vida,
Se solto o freio, passa do ponto,
Se freio já passou do lugar.

Mas ainda quero cantar com o motor
Que é como o meu coração,
Que ronca e sofre por passar nesta estrada
Que tem pedra, poeira barro e subida,
Minha vida,
Que empaca no estribilho, ao ar livre
Mas põe o pau para quebrar
Pois aqui é nervo,
É veia e sangue, tem de lutar.


MINHA INTIMIDADE

Gosto de passear dentro de mim
E rever meus conceitos, meus valores,
Para ver de perto a minha intimidade
E sentir as batidas do meu coração.

Pois o meu íntimo é cheio de atalhos.
Há ali muitos caminhos e encruzilhadas.

Vejo neles as nascentes de perseverança
Que formam cachoeiras vislumbrantes,
Descendo com ruídos quais chocalhos.

Treme o peito quanto bato contra mim
Para buscar nele uma solução.

Encontro muito mais que eu procurava
Nas coisas que em mim guardadas
Resolvem minha questão
Embora um pouco demoradas.

sábado, 25 de julho de 2015

AMY WINEHOUSE E A ETÍLICA JUVENTUDE MUTUENSE


Todo mundo sabe resumidamente da história de Amy Winehouse, aquela cantora de soul, jazz e R&B (Rhythm & Blues) com uma voz linda e algumas músicas de sucesso como Back In Black e Rehab, só para citar duas do ano de 2006.


No entanto, todos nós acompanhamos mais seu fenecer que seu florescer. Era uma artista que a cada ano descia de patamar em termos de saúde ao passo que, inversamente, subia na degradação tanto física como moral.

Era uma tragédia anunciada que se consumou em 23 de julho de 2011, entrando para o famoso e terrível clube dos 27, cantores que morreram aos 27 anos como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Kurt Cobain, mais recentemente.

Mas a pergunta que podemos fazer é a seguinte: o que tem haver Amy Winehouse com Mutum, e em especial, com a cultura juvenil mutuense?

Algo haver. Poucos devem curtir Amy Winehouse em Mutum. Suas canções chegaram por aqui mediante seu definhamento. Mas a juventude mutuense, e isso me preocupa, anda meio Amy Winehouse. Lembro muito de um quadro do programa Pânico em que o personagem aparecia em qualquer situação com um copo na mão e ébrio.


Vejo muito nossa juventude com copo, latinha na mão, publicamente e em algumas frestas da cidade, algo a mais que latinha ou copo. Um canudinho, algo bem básico, ou um cachimbo “da paz”.

Então, na semana que lembramos a morte dessa mulher que poderia ser um ícone da cultura que se transformou em ícone da degradação humana. Coincidentemente, ontem li uma um artigo revelando um estudo que aponta que o consumo de álcool no mulheres.
Aí aquela famosa frase: Antes elas queriam cozinhar como a mãe, hoje elas querem beber como o pai.

Sem entrar nas questões de gênero, e minha bandeira é pela igualdade, não é pelo consumo de álcool que as mulheres deveriam se igualar aos homens.

Outro fato estarrecedor é que sete países da região não restringiram a venda de álcool aos menores de 18 anos e que quase 70% das nações não tem a propaganda de bebidas alcoólicas regulamentada.

Gostaria de ver uma juventude se pautando por sonhos e por busca desses sonhos se organizando em grêmios estudantis, coletivo de estudos, reflexão e ações e se manifestando através da arte.




 Quando vejo um jovem ou uma jovem levando um copo de bebida alcoólica até à boca, não sei quem está consumindo quem. Se é o jovem que está consumindo o álcool, ou se é o álcool que está consumindo o jovem.

Além de saber que o álcool é uma espécie de rufião das outras drogas, é a droga que prepara o terreno, tem duas perguntas a serem respondidas: Primeiro, a quem interessa o uso de álcool na sociedade, sobretudo, dos jovens? Como anda o fortalecimento de entidades como o Conselho Tutelar?

Enquanto a gente não reflete essas indagações, desce mais uma dose aí e daqui a pouco vamos ouvir um número considerável de jovens cantar:

They tried to make me go to rehab
But I said "no, no, no"
Yes, I've been black, but when I come back
You'll know-know-know
I ain't got the time
And if my daddy thinks I'm fine
He's tried to make me go to rehab
But I won't go, go, go.

Ou seja:

Tentaram me mandar pra reabilitação
Eu disse "não, não, não"
É, eu estive meio caída, mas quando eu voltar
Vocês vão saber, saber, saber
Eu não tenho tempo
E mesmo meu pai pensando que eu estou bem
Ele tentou me mandar pra reabilitação
Mas eu não vou, vou, vou


Que em Mutum possa surgir várias Amy Winehouse na música ou em outras atividades culturais, e se possível nenhuma Amy Winehouse que faça parte do clube dos 27, ou menos ainda.

Link para o estudo sobre aumento do consumo de álcool na América:





segunda-feira, 20 de julho de 2015

DA SÉRIE PENTALOGIA POETICA: QUEIJO, GOIABADA E POESIA

NOTA DO BLOG: O blog MUTUM CULTURAL, na sua singela pretensão de pouco a pouco vir a ser a revista cultural eletrônica do nosso município buscará semanalmente publicar esta série intitulada PENTALOGIA POÉTICA, cinco poemas, ora de um único autor, ora de alguma antologia, como essa que reinauguramos.

Os poemas a seguir são transcrito do grupo no facebook QUEIJO GOIABADA E POESIA que é uma bela iniciativa de Wagner Fonseca.

Não deixe de visitar periodicamente essa bela página que tem se firmado como um espaço para quem gosta de se expressar com poemas.


CRISTINA NUNES

Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho
Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...
Vinicius de Moraes
 


ITAJACI CORRÊA  

Venha
Sem pressa,
sem medo e sem
desculpas.
Eu sou a tua menina,
quem gosta, de brincar
de maré, na rua.
que é toda tua.
Não demore.
Estou a tua espera.
Venha antes
do entardecer
para vermos a lua
nascer e fazermos
serenata, até o
amanhecer!
 
 

WAGNER FONSECA       

 
CRISTALIZADO OLHAR

Cristalizado olhar
Queiras tu minha presença no além
Assim como desejo a tua no meu dia
Rasga-me o peito
Nostalgia acirrada
Noite fria abalada
Meu tormento infindável
Se já não tens pétalas
Repousar-te em escuro breu,
Brancas és no pensamento,
Um momento de tormento
Segue a razão pelo coração
Pois a mente não socorre
O suplicio da minha carne
E envolto em agrura
Desfaleço em querer-te
E no triste olhar
No horizonte não a vejo.
Sua presença meu desejo.
 
 

CELSO FERRUDA


OS POETAS SÃO PROFETAS

O poeta é um profeta.
suas sábias palavras, como o profeta, toca multidões.
O bom poeta tem na poesia amor,
assim como o profeta, a lei do senhor.
-sentimento nobre da salvação:
-"amai-vos uns aos outros, como eu vos amei..."
Poeta è um profeta dos novos tempos,
que ama e profetiza o eterno amor.
O grande profeta anunciava o salvador.
O poeta em seus passos, o grande seguidor...
-(prega a luz que ainda brilha de seu senhor.)
-"Não tomai seu santo nome em vão!"
O profeta tinha a lança da justiça e da humildade em seu cajado.
O poeta tem na humildade a justiça a seguir do que vem do passado.
"Honrai!" -sua mãe e seu pai, são mestres da vida.
Poetas são profetas...
Sua grandeza é o espelho para a nova luz.
Divinas são suas palavras. (Lhes conforta.)
Traduz o grande caminho ao verbo:
-eis o grande homem entre nós!...
- outro profeta, um poeta. Só fala de amor...
-hoje sua carne já está morta.
Mas vivo entre nós porém.
"vem e segue - me!"
- "Eu sou teu senhor!"
-"quem me segue, não andará nas trevas!"
 

VALDIR LOPES

UM AMOR

Um amor,
Um silêncio,
Uma palavra
Falada ao seu tempo,
Uma poesia escrita
Em um coração que escuta,
Uma voz suave que não cansa.
As lagrimas que rolam
No rosto da mulher amada,
O sorriso brilhante
E o grito,
A esperança,
A saudade que doe,
A dor que não passa,
A falta que faz
Um amor sincero,
Que ao seu tempo constrói
E jamais acaba;
Pra sempre será,
Um amor de verdade.