quinta-feira, 20 de julho de 2017
terça-feira, 18 de julho de 2017
A ESCRITA CRIATIVA EM MUTUM - PARTE 1/3
Para
homenagear os escritores mutuenses pelo Dia Nacional do Escritor, 25 de julho, a equipe que coordena o programa O Giro de
Mutum, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, a partir das 11h30, na Rádio
Cultura, se propôs a entrevistar pessoas estão entre aqueles e aquelas que
colocam no papel as suas ideias.
Procurado como possível entrevistável,
sugerimos, na condição de administrador do blog Mutum Cultural, uma série de
entrevistas que abrangesse a diversidade de escritores que Mutum tem nesse
momento. Surgiu assim a idealização da série Programa Especial com Escritores
Mutuenses. Identificamos pessoas que aqui nasceram ou que aqui residem que vão
desde aqueles que publicam livros ou participam de antologias, passando pelos
que postam suas produções literárias em redes sociais, aos que ainda estão com
suas escritas engavetadas.
Para uma série de “apenas” sete
entrevistas, optamos pelos que têm seus contos, crônicas ou poemas impressos em
livros. Chegamos ao seguinte cronograma conforme mural divulgado nas redes
sociais:
Sabemos
que há outros escritores em Mutum, que certamente estarão em outras
oportunidades. Agora acompanhe a síntese feita das duas primeiras entrevistas.
OLÍVIO DE SOUZA ARAÚJO
SEGUNDA-FEIRA,
17-07-2017
![]() |
| Olívio de Souza Araújo (Olivinho) |
Autor
de Presente! e Dádiva, Olívio de Souza Araújo, popularmente conhecido como
Olivinho, compartilhou conosco, no programa O Giro de Mutum, apresentado por
Marcos Adriano, sobre a arte da escrita, iniciando assim a série de entrevistas.
Com a edição de Heloísa Alves e apoio do nosso blog, essa série tem por principal
objetivo lembrar e celebrar o dia do escritor.
Segundo
Olivinho, sua iniciação como escritor começou como leitor, ou ledor, como ele
se definiu, ao ter contato com um caderninho de poemas escritos por sua mãe.
Apesar de não ter uma influência definida, ele sempre visita Carlos Drummond de
Andrade. Falou das dificuldades de se publicar hoje bem como do seu processo de
inspiração. Valorizou a iniciativa da Rádio Cultura e alertou para o uso das
redes sociais, afirmando o grande valor da informatização, mas propondo mais
cuidado com uso da nossa língua pátria.
Olivinho
salientou o papel relevante de saraus e recitais promovidos pelas escolas em
Mutum. As publicações feitas por professores e o sucesso de alunos de nossas
escolas em concursos de nível nacional. Segundo ele, ninguém deve deixar o que
escreve na gaveta para obras póstumas, incentivando a partilha da arte da
criação literária em nosso município.
Olívio de Souza Araújo no Mutum Cultural
FRANCISCO FAGUNDES
TERÇA-FEIRA,
18/07/2017
“...além
de dedicado profissional da área odontológica, é também pessoa que gosta de
apreciar o belo que se manifesta na criação artística...” São com essas palavras que Olívio de Souza
Araújo nos apresenta o convidado da 2º entrevista da série Programa Especial
com Escritores Mutuenses, veiculada n’O Giro do Mutum, através do prefácio do
seu livro Uma flor... Um abraço... Uma saudade... (flor, abraço e saudade
iniciando com minúscula como está na capa da obra).
Francisco
Fagundes, dentista com especialização em ortodontia, conversou com os ouvintes
em nossa entrevista falando do seu fazer poético. Revelou-nos que seu gosto por
livros não veio pelos olhos, mas pelo olfato, uma vez que na casa de seus pais
havia um quarto, que depois ficou sabendo que era biblioteca e o cheiro dos
livros o atraia. Posteriormente leu vários livros da coleção Vagalume, entre
eles, O Escaravelho do Diabo.
| Francisco Fagundes |
Como
todo escritor, ainda não profissional, divide a necessidade da profissão com a
solidão necessária para a escrita. Espera que sua obra possa abrir janelas na
mente de quem o lê a partir do momento que esse leitor se identifique com suas
palavras.
Como
influência, cita Mário Quintana e Carlos Drummond de Andrade. Ele é sua própria
dificuldade na hora de produzir. É a luta que todo aquele que se atreve na arte
da escrita criativa enfrenta.
Francisco
Fagundes salienta a importância social da literatura. Quem lê, indaga, afirma.
Esclarece que o mercado literário é restrito. A internet é como um furacão que
traz de tudo, mas algo de bom ficará.
Francisco Fagundes no Mutum Cultural
segunda-feira, 17 de julho de 2017
A VIDA DÓI?!: SOMOS CONFLITO
“Falo com meu corpo, e isto sem saber. Digo, portanto, sempre mais do que sei. É aí que chego ao sentido da palavra sujeito no discurso analítico. O que fala sem saber me faz eu, sujeito do verbo.”
Jacques Lacan
Com suas crônicas publicadas em
seu blog, Evaristo Magalhães, filósofo e psicanalista, professor e escritor,
ipanemense,
portanto, da nossa região, tem nos levado a refletir sobre a nossa
existência, os nossos desejos de amar e ser amado em um mundo onde prevalece o
incentivo ao individualismo. Ele chama a nossa atenção para nossas constantes
perdas e a necessidade de nos ajeitarmos, não só no nicho, mas em nossa
consciência do que realmente somos.
Mutum Cultural não só está
acompanhando o lançamento do livro A VIDA DÓI?! de Evaristo Magalhães, como
teve a oportunidade de entrevistá-lo. Compartilhamos esse bate papo com nossos
leitores na intenção de que possamos entender os objetivos da obra.
MUTUM CULTURAL: Gostaríamos que, antes de conversarmos sobre o
livro, você se apresentasse para nossos leitores de Mutum e região:
EVARISTO MAGALHÃES: Meu nome é Evaristo Magalhães. Nasci em
Ipanema-MG. Estudei Filosofia e Psicologia na UFMG. Sou mestre em Educação e
doutor em Clínica Psicanalítica pela UFMG. Atualmente, sou professor
universitário e escritor.
MUTUM CULTURAL: O livro A VIDA DÓI?! quer transmitir
para o leitor qual recado? Suas postagens no seu blog estão presentes nessa obra?
para o leitor qual recado? Suas postagens no seu blog estão presentes nessa obra?
EVARISTO MAGALHÃES: O livro A VIDA DÓI?! Trata de uma seleção de
crônicas que publiquei no meu blog nos últimos dois anos. Atualizamos, organizamos
e fizemos uma revisão criteriosa dessas crônicas. Meu objetivo é falar o quê do
amor não é amor. O quê da felicidade não é felicidade e o quê da vida não é bem
vida. Com isto, pretendo colocar meu leitor no que a psicanálise chama de
inconsciente, no sentido de como cada um irá se arranjar com isto.
MUTUM CULTURAL: Ficaram criativo e sugestivo os pontos, de
interrogação e exclamação, no título. Foi intencional?
EVARISTO MAGALHÃES: O título do meu livro vem acompanhado –propositalmente
– de uma interrogação e de uma exclamação. Na vida, nada é constante e regular.
Regularidade e constâncias dizem respeito às ciências exatas e da natureza. Quanto
aos sentimentos, só nos resta o contraditório. Ninguém só é amado: amamos e
desamamos. Tendemos a crer apenas no amor e na felicidade. Meu livro, busca com
clareza e leveza, trazer à tona esse outro lado do nosso existir que é real,
que tanto nos perturba e que tanto tememos.
MUTUM CULTURAL: Qual a relação de A VIDA DÓI?! para CRÔNICAS PARA AMAR, lançado ano passado?
EVARISTO MAGALHÃES: Este livro, na verdade, é uma
continuidade do
primeiro. O que difere são as leituras que venho fazendo – uma vez que todas as
minhas crônicas nasceram das obras de um psicanalista francês que gosto muito
chamado Jacques Lacan. O que li para este livro é bem diferente do que li para
o primeiro.
![]() |
| Livro do autor lançado em 2016 |
MUTUM CULTURAL: Como surgiu a ideia de traduzir em crônicas a sua
experiência como psicanalista? A experiência de ser professor está em suas
crônicas?
EVARISTO MAGALHÃES: Sim, como professor, eu nunca dei aula para os
cursos em que me formei. Atualmente leciono para médicos e advogados. Deste modo,
tive que aprender a traduzir a psicanálise e a filosofia com clareza e leveza. Assim,
tento levar para as crônicas essa experiência que vivencio na docência.
MUTUM CULTURAL: Você lançará o livro em Ipanema-MG, sua cidade
natal. Quais são as suas expectativas?
EVARISTO MAGALHÃES: Saí de Ipanema com 19 anos. Era uma cidade com
grande efervescência cultural. Inclusive, cheguei a participar de vários festivais
de música. Em minha casa corria muitos livros, discos e revistas. Ao sair à
rua, inevitavelmente, eu sempre me deparava com alguém tocando Belchior, Raul
Seixas, Caetano Veloso e Chico Buarque. Grande parte do que sou, devo a essa
cidade. Fico muito honrado, 30 anos depois, de poder voltar aqui para uma festa
de lançamento de um livro meu. Espero rever os amigos e familiares. Espero fazer
novos amigos e conhecer, pessoalmente todos que me seguem nas redes sociais –
inclusive aqueles que moram nas cidades próximas a Ipanema. Faremos uma grande
festa no dia 21 de julho, às 19h00, no Salão Paroquial. Espero todos lá.
"Normal é quem não se acovarda diante das certezas da
vida. Normal é quem consegue se arranjar com seus enigmas. Normal é que não se
aliena nas ilusões da cultura. Normal é quem consegue carregar pela vida isso
que ninguém sabe direito o que é."
Evaristo Magalhães - Psicanalista
MUTUM CULTURAL: Para você, qual é o principal conflito interior que
o ser humano vivencia hoje?
EVARISTO MAGALHÃES: Não existe um principal conflito que atinge o
ser humano. Somos conflito. Perderemos pessoas queridas. Nunca seremos amados
como gostaríamos. Enfim, viver é ter que se haver com a dor de existir. A questão
é o que fazer com isso. A questão é como se arranjar com isso.
MUTUM CULTURAL: Tem projeto para outros livros?
EVARISTO MAGALHÃES: Sim, acho que não vou parar de publicar livros
nunca mais. Rsrs.
MUTUM CULTURAL: Deixe uma mensagem para os leitores do blog MUTUM
CULTURAL:
EVARISTO MAGALHÃES: Quero convidar todo mundo de Mutum e de todas
as cidades próximas, para estar comigo em Ipanema, sexta-feira, dia 21/07/2017,
às 19h00, no salão paroquial, para celebrarmos esse momento de alegria. Fiz o
lançamento em BH, dia 08/07/2017, na Leitura do Pátio Savassi. Depois de
Ipanema, sigo para São Paulo. Farei o lançamento na Casa das Rosas, na Avenida
Paulista. Depois lanço no Rio de Janeiro. Aguardo Vocês.Links relacionados:
LIVROS DO AUTOR NA LOJA VIRTUAL DA EDITORA GIOSTRI:
https://lojavirtual.giostrieditora.com.br
BLOG DO AUTOR:
https://evaristomagalhaespsicanalista.com/
EVENTO DE LANÇAMENTO EM IPANEMA-MG
https://www.facebook.com/events/1427588660665316/
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
CUTUCANDO A ONÇA
Herege – “Terra Morta” (2016)
FB/ Metal Na Lata
NOTA DO BLOG: No nosso trabalho de registro da cena underground em torno do Caparaó denominado CAPARAÓ UNDERGROUND, estamos compartilhando texto produzido na página METAL NA LATA sobre a banda HEREGE de Iuná, da qual o mutuense Lucas Barbosa faz parte.
Criada em um país onde a matéria-prima pra novas composições
é infinita e constantemente renovada, o Herege tem munição de sobra pra fuzilar
a tudo e todos, e é o que fica explícito em "Terra Morta", seu
primeiro trabalho. A música feia, suja, simples e brutal elaborada pelo
quarteto resgata influências principalmente oitentistas, da fase áurea do Napalm
Death, Nausea - Los Angeles, e até alguns
preceitos deDischarge e RATOS
DE PORAO oficial. É música de protesto genuína, pra causar reflexão
e repúdio simultaneamente no ouvinte.
Sangue nos olhos, punhos cerrados e a botinada come solta em
"Terno e Gravata" (olha a lava-jato aí!), "Dinheiro", na martelada
Crust/Grind fugaz e certeira de "Cegueira", e na maior das verdades
refletida em "Bandidos no Plenário".
Após sobrevivermos ao massacre sonoro ao término do
repertório, "Terra Morta" ainda trás como bônus cinco faixas ao vivo
somente pra demonstrar do que esses sujeitos são capazes em cima de um palco,
tudo amparado por uma ótima qualidade de gravação, o que realça ainda mais o
poder de fogo do Herege.
Grande estréia! Espero que seja apenas o primeiro de muitos
registros. Parabéns a todos os envolvidos e vida longa ao Herege.
Nota: 9,0
Ricardo L. Costa
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
TATUAGEM E TERREMOTO
O blog MUTUM CULTURAL dá publicidade a esta curta metragem
essencial para nosso processo de humanização ao abordar essa figura ímpar que
atua em nossa região com professor e como cineasta. Sávio Tarso é uma dessas
pessoas que nos cativa com seu jeito de ser.
Nada ninguém melhor para falar sobre Sávio Tarso que ele
mesmo, e é isso que ele faz nesse curta metragem.
Só lembrando que ele esteve em Mutum aplicando uma oficina
de cinema por intermédio da AMMVA (Associação de Mutuenses Moradores no Vale do
Aço).
Direção: Sávio Tarso e Nilmar Lage
Fotografia: Nilmar Lage
Edição: Cristiano Almeida
Fotografia: Nilmar Lage
Edição: Cristiano Almeida
Tatuagem e Terremoto poderia ser um documentário sobre
milhões de pessoas com deficiência. Trata-se de um relato íntimo e pessoal
sobre um personagem vítima da poliomielite, que estabelece uma relação bastante
peculiar com as sequelas que a doença deixou em seu corpo. Como uma tatuagem
que impregnou-se em sua pele e em seu espírito, a deficência se transformou no
seu traço de diferenciação, mas não o impediu de estar e viver plenamente no
mundo dos ditos “normais”.
Publicado em 20 de abr de 2016 no Youtube
Veja sobre a oficina de cinema em:
domingo, 25 de setembro de 2016
FORTALECER E RESGATAR: III ENCONTRO DE CHAROLAS DE MUTUM
Essa ideia que surgiu e foi ganhando corpo a partir da participação
de nossos grupos de Charola de São Sebastião em Muqui-ES onde ocorre já a mais
de meio século o Encontro Nacional de Folia de Reis, o evento mais antigo desse
tipo de manifestação cultural, vem acontecendo há três anos em nosso município.
Nesses três anos a Secretaria Municipal de Cultura,
juntamente com a Associação Mutuense de Folclore e Conselho Municipal de
Patrimônio Histórico vem acumulando Know-How para realizar o centenário da
chegada da charola de São Sebastião em Mutum no ano que vem em 2017.
Não foi com a intenção de fazer em Mutum o que se faz em
Muqui, no sul capixaba, que há três anos começou a acontecer esse evento na
pauta cultural do nosso município. Lá o encontro é de Folia de Reis ou
Reisados, como é chamado em alguns lugares. Aqui a manifestação cultural é
denominada de São Sebastião. As diferenças vão desde os componentes dos grupos,
na Folia de Reis, por exemplo, temos a figura do palhaço, enquanto na charola
não. O ritmo da cantoria também é diferente.
Tivemos esse ano presença de quatro grupos ativos em nosso
município:
Charola de São Sebastião da Barra da Ponte Alta
Grupo Missionário Charola de São Sebastião
Caminhando Com As Comunidades
Grupo de Charola Mirim Chico Fideles (Caracol).
O secretário de cultura César Tomé falou sobre a importância desse evento para manter viva uma cultura beirando ao centenário. Mencionou a ligação entre os grupos próximos à cidade com a Charola de Setor Imbiruçu.
Ainda na abertura, César Tomé falou sobre as etapas do
processo em que os dois primeiros encontros serviram para fortalecer os grupos
em atividade, e que a partir desse terceiro o objetivo é resgatar onde já teve
como em Ocidente, Roseiral, Humaitá, Farias, etc.
Em seguida tivemos quatro itinerários: O grupo de Barra da
Ponte Alta veio para a Barra do Humaitá e o distrito de Humaitá, com a
participação do Senhor Antônio Teófilo, figura ilustre da nossa cultura.
O grupo da Charola Caminhando Com As Comunidades percorreu o
Córrego da Areia, O grupo do Setor Imbiruçu passou pela casa da família do
Saudoso Antônio Veredino, outro incentivador enquanto caminhou conosco, nos
córregos Boa Vista e Pau d’Alho. E a Charola Mirim na comunidade dos Leandros.
O nosso blog nessa etapa do Encontro acompanhou o Grupo Missionário Charola de
São Sebastião Caminhando Com As Comunidades pelo Córrego da Areia.
À tarde, todos os grupos se encontraram no distrito de
Humaitá, fazendo a caminhada até igreja local, onde concluíram o Encontro com
membros da comunidade de São Francisco de Humaitá.
Apenas uma respirada e a comissão de organização, que conta
com membros dos grupos, reunirão em breve para preparar o IV Encontro que será
na cidade tendo em vista a comemoração do Centenário da chegada da Charola de
São Sebastião aqui nas terras de guaxima, um ano após a nossa emancipação
política por parte de Minas Gerais. Serão celebrados 100 anos em que cultura e
religiosidade popular fortalece a alma dos nossos foliões e do povo que
valoriza sua história.
terça-feira, 20 de setembro de 2016
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