quarta-feira, 13 de julho de 2016

CRÔNICA DE GUAXIMA NOS PAMPAS

Conhecido no nosso meio literário, aqui nas paragens de Guaxima, com seus contos, dessa vez, José Ronaldo é laureado lá nas terras dos pampas com uma crônica, cujo título parodia um conhecido livro do famosíssimo físico Stephen Hawking.

Veja o artigo postado no site da prefeitura de SANTA MARIA-RS

13/07/2016  13/07/2016 16h26m
Cultura: Concurso Literário Felippe D’Oliveira divulga vencedores da edição 2016




A Prefeitura de Santa Maria divulga, nesta terça-feira (13), os vencedores do XXXIX Concurso Literário Felippe D’Oliveira – Edição 2016, nas categorias Conto, Crônica e Poesia. O certame teve 933 trabalhos inscritos, marca superior à edição 2015, quando participaram 708 textos. O concurso é promovido pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Município da Cultura e Biblioteca Pública Municipal Henrique Bastide.
Este ano, 18 estados brasileiros enviaram trabalhos, além de países como Japão e Alemanha. Foram inscritos 344 contos, 219 crônicas e 370 poesias representando o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Pernambuco, Tocantins, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Piauí, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
A seleção e a premiação dos trabalhos serão realizadas por uma Comissão Julgadora composta de três membros para cada modalidade, residentes ou não em Santa Maria e indicados pela Secretaria de Município da Cultura, ouvidas as instituições e entidades ligadas à área de Letras.
A Comissão Organizadora do concurso é composta pela Secretaria de Município da Cultura, na coordenação geral, e pela Biblioteca Pública Municipal Henrique Bastide, responsável pela coordenação executiva.


Premiação será na Câmara de Vereadores, em agosto
A premiação dos vencedores do XXXIX Concurso Literário Felippe D’Oliveira está marcada para dia 24 de agosto, às 19h, em cerimônia a ser realizada  na Câmara Municipal de Vereadores. Na mesma ocasião serão premiados os vencedores do XXXVIII Concurso Fotográfico Cidade de Santa Maria, cujos vencedores foram conhecidos no dia 11 de julho.



XXXIX Concurso Literário Felippe D’Oliveira
Premiados – Edição 2016 – Conto, Crônica e Poesia
Classificados Categoria Crônica:
1º Lugar – Marina Salomão Carrara - “Se eu pudesse escrever como nosso cão” - São Paulo/SP
2º Lugar – Ligia Rangel de Rodrigues - “O Menino de Lá” - São Paulo/SP
3º Lugar – José Ronaldo Siqueira Mendes -“Meu Universo numa Nódoa de Café” – Mutum /MG

Valeu grande Zé!

domingo, 3 de janeiro de 2016

A METAPOESIA DE JOÃO BATISTA GONÇALVES

NOTA DO BLOG: Entramos 2016 com energia. Sabemos que nosso blog tem sido cada vez mais um espaço de registro da nossa cultura. Mas a vida tornou-se dinâmica por demais. É a partir dessa premissa que vamos intensificar nossas postagens nesse novo ano que está se iniciando.


Nossa série Pentalogia Poética vem  a todo vapor com o poeta JOÃO BATISTA GONÇALVES. Devido aos “atropelamentos” de fim de ano, não poderemos dessa vez, fazer uma pesquisa mais aprofundada desse escriba de nossas terras. Sabemos apenas que ele tem estrita relação com Roseiral. Conhecemos ele através da Dalvina, poetisa dessa localidade. Sabemos que seus livros foram publicados residindo em Linhares-ES. Não obtivemos até agora retorno dos contatos que fizemos.


Mas vai aí um aperitivo de João Batista Gonçalves. Escolhermos cinco poemas, do seu livro, AMOR AO VENTO, em que ele discorre sobre o ofício de versejar ou sobre a poesia em si. São poemas metaliguísticos,  ou metapoemas.

Assim diz o seu prefaciador:
Seu êxtase é construído na nostalgia de um bom mediterrâneo de altar. Afinal, o refinado poeta veio das Geraes, fincando gradativamente raízes nos dengos tropicais de Linhares. Minas é aqui “sui generis”.
Antonio Bezerra Neto



A MORTE DO POETA

Naquela noite
o sino da matriz tocou
tristemente
parecendo anunciar um óbito.
Não era simplesmente
um óbito!
e de repente
alguém anuncia:
_O poeta morreu!!!
Como era de costume
o sino tocar
anunciando a morte de alguém,
o silêncio da noite
foi quebrado.
E a pequena vila
acordou para ver o acontecido.
E todos comentavam:
_O poeta morreu!!!
E quando amanheceu
o sol não apareceu.
só nuvens escuras no céu...
Chovia fino,
como se o céu também
chorasse a morte do poeta.
E durante todo o dia...
parentes, amigos e conterrâneos
observavam silenciosos
o corpo gélido
do poeta e sonhador.
Chegava a tarde
e o tabelião da vila
lavrou o termo do óbito:
...
_Adormeceu para a eternidade
o poeta...
deixando saudades...
e uma grande marca
no coração da gente.
A Poesia!
E já no crepúsculo
o cortejo partiu
levado por amigos
até a sua última morada.
Lugar privilegiado
de onde certamente
admirará outros horizontes
e escreverá para outras gentes.
O poeta morreu!!!
E sobre o túmulo frio
como havia pedido
uma inscrição foi deixada:
“Aqui jaz para sempre,
um poeta solitário!...”



AMOR, POESIA E DOR

Se a poesia
é o alimento do amor
que se faça poesia
que fale de amor.
Que se faça amor
sussurrando poesia
no pensamento.
Que se faça
pensamentos de amor.
Que cultive a ilusão
de sonhar com o amor
que cultive a dor
de viver o amor.
Que eternize sentimentos
que se vive em instantes
como se fosse uma vida.
Que se faça da vida
eternos momentos
de ilusão ou dor
em poesias de amor!


FORMAÇÃO DA POESIA

A mão que trêmula conduz
as palavras,
rege a orquestra de sentimentos
do coração.
São palavras
que se misturam, transformando-se
em poesias.
Por que certamente,
a poesia é uma exposição do poeta
de suas mais íntimas ideias.


O POETA

O poeta é um sonhador
Que vive na lua
Que vive na rua
Que vive na noite
Que vive no dia
Que vive no rio
Que vive na flor
Que vive no riso
Que vive na dor
Os sonhos de amor.
O poeta é um sonhador
Que vive no ar
Que vive nos mares
Que vive nos pássaros
Que vive no canto
Que vive nos encantos
Que vive na estrada
Que vive nas mágoas
Que vive na alma
Os sonhos de amor.
O poeta é um sonhador
Que vive no trem
Que vive na glória
Que vive a história
Que vive na chuva
Que vive na lama
Que vive na tela
Que vive no singelo
Que vive e é tolo
Sonhando com o amor.

RESPOSTA A UM AMIGO

Não sei se sou poeta!
Faço meus versos
com a mais pura simplicidade
transformando em palavras
sorrisos,
lágrimas,
sentimentos,
natureza e paixões.
Por que esta é a única forma
que encontrei
para revelar segredos
que continuam no anonimato.
Também não me esqueço da fé.
por que esta é a única forma
de continuar acreditando
que na poesia
sou capaz de deixar à posteridade
um pouco de mim.
Faço meus versos, meu caro amigo,
sem muita pretensão
por que para mim
não importa se o meu livro
é o mais vendido ou não.
não importa se meu nome
figura nas colunas sociais de um grande jornal.
O que me importa?
é que de alguma forma
eu faça parte da vida de alguma pessoa.
e que em algum lugar
mesmo no silêncio,
alguém esteja me criticando
ou me fazendo um elogio.
Não sei se sou poeta!
Mas sei que
o que satisfaz a um poeta
é ver o que ele faz
na boca
e no coração das pessoas.
Sendo assim, meu caro amigo,
minhas palavras
simples e singelas
atingiram o seu objetivo.
Por que nem mesmo os grandes poetas
como:
J. G. de Araújo Jorge,
Manuel Bandeira,
Carlos Drummond de Andrade
e outros,
foram poupados da crítica.
e as suas
certamente me serviram de escola.
Mas não foi por mal, meu caro amigo,
que inspirei-me
no que é para mim
o maior poeta do século
para te escrever esta poesia.
Todavia,
se as minhas poesias não tem rimas
tem palavras e sentimentos
vividos em momentos de solidão.
Momentos dos quais,
talvez você não tenha conhecido!



SÉRIE PENTALOGIA POÉTICA:





terça-feira, 8 de dezembro de 2015

PENTALOGIA POÉTICA : OLÍVIO DE SOUZA ARAÚJO (OLIVINHO)


CAPA DO LIVRO DÁDIVA

Conhecido entre nós como Olivinho, trazemos poemas do seu livro Dádiva para presentear nossos leitores da nossa Pentalogia Poética.

Depois de labutar na grande cidade, formado em Letras, apresentador de rádio de diversos programas, produtor cultural e diretor do Teatro Francisco Nunes, voltou para nossa querida terra, onde também deu sua contribuição à cultura mutuense.

Estimulou a Cultura Local e o debate das questões sociais na Rádio Cultura, contribuiu para vários eventos.

Entre os poemas que escolhemos para essa pentalogia, está a metalinguagem de alguns poemas do autor, em outros a questão existencial e por último postaremos um poema sobre esse câncer que nos corrompe que é o esquálido sistema político.

Em dia que a pauta dos jornais é a carta do vice-presidente Michel Temer à presidenta Dilma, encontramos uma reportagem de 2013 em que o jornal Folha de São Paulo publicou uma reportagem sobre a veia poética do vice presidente (MICHEL TEMER POETA) compartilhada por Goulart Gomes, criador do estilo POETRIX no facebook. Então veja o que diz Olivinho no primeiro dos poemas que postamos e a similaridade com um dos poemas mencionados na reportagem do Folha de São Paulo:

Olivinho:
“Leio-te assim meu poema
Sabendo que me expõe”
Michel Temer:
"Escrever é expor-se.
Revelar sua capacidade
ou incapacidade."

Será que Michel Temer leu o livro Dádiva do Olivinho?

Então delicie-se com cinco poemas de Olivinho, pois Dádiva, para nós mutuenses, é ter Olivinho como conterrâneo:


POEMA ESPELHO MEU

Leio-te meu poema
Como a mirar-me no espelho
Sou eu quem está ali
A mostrar alguém preso ao momento
De a outrem revelar inevitáveis reflexos
Do que o ego consegue segredar
Leio-te assim meu poema
Sabendo que me expõe
E vou descobrindo em seus versos
As marcas que a vida capta e recompões
Minha face ante o tempo em movimento


O QUE TE FEZ POESIA

O que te fez poesia tão querida?
O que te fez poesia
Foi a fome, frio e sede, foi a dor.
Foi achar-te, pão e água. Teu calor.
Foi o sopro, em meu corpo, do amor.
O que te fez poesia
Foi a vida.

UM GRITO, UAI!

Mais que arte
É um grito de amor
O perfume da flor vencendo o enfarte.
Mais que poesia
É um grito de alerta
Contra a porta aberta da hipocrisia.
Mais que canção
É um grito na noite
Denunciando o açoite da corrupção
Mas o grito que parte
Para se fazer ouvido
Só terá sentido pela força da arte


PONTO DE EQUILÍBRIO

Há quem afirme
Há quem confirme
Que com firme passo
Ultrapasso o espaço do quarto
Me aparto do prumo
E parto sem rumo doente sem cura
No escuro a procura do meu próprio fim.
A quem afirma eu digo que sim.


NÃO INOVA A POLÍTICA NOS GROTÕES

Lá vem ele de avião o matuto engambelar
Em ano de eleição pousa em qualquer chão de pasto
Promete tudo o que é gasto
Necessário para as obras do lugar
Chega ao grotão a pensar reeleição é mamata
O otário do eleitor vou enganar outra vez
E então vai escutar reeleger quem mentiu e não fez?
Não cultivou pra colher. Doutor, vá plantar batata!

domingo, 29 de novembro de 2015

GINCAN'ÁGUA E POESIA




Tendo como um dos objetivos desenvolver a arte em seus participantes, a GINCAN’ÁGUA, uma atividade pedagógica que uniu o lúdico, a conscientização e a arte dos alunos do turno vespertino da Escola Estadual Dionysio Costa, em uma de suas provas pediu para que compusessem poesias envolvendo a temática água. Tanto exaltando suas belezas quanto lamentando a poluição hídrica.










Assim ficaram as poesias:


POESIA SOBRE ÁGUA
Água...
Sem você
Não há
Vida.
Água dos seus lábios
Viraram saliva
Água é fonte de vida.
Sem
Água, nem
Planeta
Precisamos de
Água para sobreviver.

POEMA DA FONTE
A água é fonte de vida
A água é o que me motiva.
E ter preservação
E ser um bom ser humano
E um bom cidadão
Vamos cuidar dela
Como nosso tesouro
Por que cada gota
D’água vale ouro



ÁGUA AMIGA
A água é minha amiga
Com ela posso contar
Pra matar a minha sede
E o meu banho tomar
Vamos todos protegê-la
E a natureza preservar
Resgatar suas nascentes
Pra ela não faltar

POLUIÇÃO
Poluição fora do normal
Estão poluindo a água
E muita gente passando mal.


ESBANJAMENTO
Esbanjamos muito a água
E hoje precisamos dela
Tanto no bairro chique
Quanto na favela
Se hoje vivemos sem
E por que esbanjamos
Aquela última gota de água
Hoje está nos faltando

A ÁGUA
Água é um bem precioso
E sabemos que hoje é um bem valioso
É que devemos cuidar
Pois sabemos que um dia vai faltar
Tenho uma dica para te falar
Cuide, pois pra você mesmo vai faltar
Está acontecendo uma coisa terrível
Achamos que a água é infalível
Temos que tomar cuidade
Pois ainda não chegou o esperado
Os rios vão secar
E muitos vão chorar
Por uma gota apenas
Pessoas vão se desesperar
Procurando algo
Que não vão achar
Então cuide!





domingo, 18 de outubro de 2015

A PROSA POÉTICA DE CRISTINA NUNES


Retornamos com nossa seção de poesia PENTALOGIA POÉTICA. Seguimos contemplando autores mutuenses principalmente, que publicam no grupo QUEIJO, GOIABADA E POESIA (FACEBOOK: QUEIJO GOIABADA E POESIA). 
Esses textos recolhidos do grupo Memórias de Mutum  (FACEBOOK: MEMÓRIAS DE MUTUM) sintetiza bem a vontade que encontramos na praxe textual de Cristina Nunes, de nos desejar um mundo cada vez melhor.



UM AMOR IMPOSSÍVEL   
O que há de ser mais dolorido nesta vida do que um amor impossível?
Há quem duvide, há quem não acredite que isso possa acontecer, mas sim, acontece.
Acontece e essa é a pior de todas as certezas, é saber que você ama alguém, que este alguém também te ama, mas que ambos não podem ficar juntos.
Mas, se eles se amam, porque então não poderiam viver este amor?
Ahhhh quem dera eu fosse capaz de responder esta pergunta, metade dos meus problemas estaria resolvido.
Sinto que meu mundo desaba cada vez que ouço teu nome. Meu coração quer saltar pela boca e gritar a falta que você me faz.
Mas não posso, não dá. Nossos corações se pertencem, mas não podem se amar.
E quando enfim eu te reencontrar, passar do teu lado, mas nem um ‘oi’ eu te falar. Meu coração você há de escutar.
Saltando, gritando, querendo pular do peito pra te abraçar.
Ninguém vai saber, nem sequer vão desconfiar. Que dois corações se abraçaram, numa simples troca de olhar.
Se aquieta coração, ninguém pode fazer nada.
Pertencemos um ao outro, mas seguimos só, cada um por uma estrada…


RECOMEÇAR COM TODA DETERMINAÇÃO

Recomeçar é ter a esperança de uma criança e ao mesmo tempo uma forte determinação. Por vezes parece que chegamos ao limite por culpa de todos os erros que cometemos. Há estradas que parece não ter saída e podemos facilmente cair em desespero.
No entanto, os verdadeiros guerreiros não desistem facilmente. Eles sabem que mesmo quando tudo parece não ter solução, uma nova porta se pode abrir. Há etapas da nossa vida que terminam, mas aí temos todas as condições para começar outras melhores.



SE ALEGRE POR MAIS UM DIA DE VIDA

A vida é a maior das dádivas, viver é um privilégio e cada novo dia um presente que devemos descobrir com alegria.
Viva intensamente, aproveite e desfrute de cada segundo de todos os dias com que for presenteado. Sorria perante as adversidades e chore de alegria perante a maravilhosa realização que é estar vivo, mais um dia!

QUERO TUDO NOVO DE NOVO
Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais.
Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais. Quero um trabalho novo. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz. Quero dançar mais. Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Pensar mais e pensar menos. Andar mais de bicicleta. Ir mais vezes ao parque. Quero ser feliz, quero sossego, quero outra tatuagem. Quero me olhar mais. Cortar mais os cabelos. Tomar mais sol e mais banho de chuva. Preciso me concentrar mais, delirar mais.
Não quero esperar mais, quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente e só o necessário para trás. Quero olhar nos olhos do que fez sofrer e sorrir e abraçar, sem mágoa. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. Quero menos “mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais.
(Desconhecido)





CAMINHO PARA A FELICIDADE
Não olhe a tristeza do homem destruindo uma floresta, olhe sim a beleza de uma flor brotando... Não sinta a chuva ácida queimar as coisas, sinta o frescor de uma chuva após um dia quente Não imagine a poluição dos mares e nas praias, mas imagine o nado de um golfinho numa água cristalina Não escute o barulho de uma máquina barulhenta, escute sim o canto dos pássaros em uma floresta... Não fique triste com um amor que te deixou, mas fique alegre com os com os amores que ainda estão por vir... Não chore por uma morte de uma pessoa querida, de gargalhadas por uma vida nascida... Muitas pessoas só se lembram das coisas ruins do mundo, das tristezas que o mundo oferece; Temos que lembrar que o mundo não é perfeito, mas que existem coisas perfeitas nele. Existem coisas maravilhosas neste mundo, aproveite sua vida observando as coisas lindas deste mundo, pois a vida é curta e depois da morte, ninguém sabe o que esta por vir; Talvez um lugar melhor que este, ótimo. Esperamos que sim, mas também pode ser um lugar pior, ou que não seja nada. Veja a felicidade nas coisas simples, pois a felicidade é simples, não tente complicar uma coisa simples, pois a simplicidade é o caminho para a FELICIDADE.

Veja também outras postagens da nossa série PENTALOGIA POÉTICA:
1)    ITAJACI CORREA:  

2) GISÉLIO JACINTO ALENCAR: 

3) QUEIJO GOIABADA E POESIA:

4) WAGNER FONSECA:

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

UM BREVE PURGATÓRIO EM MUTUM

Purgatory Road foi uma banda com uma breve história na cena underground de Mutum. Talvez a percursora da banda Complexo 55 já abordada aqui. Como purgatório é algo transitório, transitório foi a banda que em 2014 tentou se firmar, mas tropeçou nos pedregulhos de sempre, para aqueles que querem fazer arte, seja em que vertente for, seja em qual estilo.

Cumprindo com nosso objetivo de registrar nossa história cultural, postamos algo sobre essa banda, incompreendida por muitos, mas que serviu para expressar um estilo de música merecedor de respeito como qualquer outro.

Para saber um pouco mais dessa história, tivemos uma pequena entrevista, on line, com o vocalista da formação no ápice da banda, Benídio Ferreira, conhecido como Beni Roots Ferreira.

Como a banda começou?
A banda começou com um grupo de amigos afim de fazer som.

Qual era a intenção inicial?
No início era tocar mesmo, depois de um tempo começamos a pegar a ideologia anarquista.

Quais os integrantes da banda?
A banda teve várias formações. Mas a melhor fase foi com a seguinte formação: Lucas Barbosa na bateria, Higor no contrabaixo, Tiago e vulgo Feijão nas guitarras e Benídio  no vocal.

Como vocês classificam o estilo das músicas que tocavam? A gente tocava um som na pegada do thrash moderno...  com afinação em drop.

O que chegaram a gravar para divulgação?
Gravamos uma música chamada MUITO PRAZER EU SOU GOVERNO...

E a música Revolta, ódio, Guerra em:

Quais os maiores desafios que enfrentaram?
Desafio foi mais o preconceito por causa do estilo e peso do som... Ouvimos muitas críticas também.

Como foi a experiência em Iúna?
O show de Iúna foi uma ótima experiência... Pois lá a gente tocou pra pessoas que gostam e conhecem os estilos de som... Foi foda, pois tocamos pra pessoas que curtem e apoiam a cena underground.




Sobre que assuntos as letras das músicas abordavam? Abordávamos em nossas músicas a realidade que se vive nas favelas e periferias... E queríamos mostrar a verdadeira face do sistema.

Qual a dica que você dá para alguém que quer ter uma banda?
Pra quem quer ter uma banda, eu digo: corre atrás pois é difícil. Dependendo do som que for fazer, se for rock, é muito mais difícil porque aqui tem muitos que tem mente fechada... e o preconceito é muito grande.

E hoje, o que você anda produzindo?
Eu não tô tocando. Eu quero fazer uma outra banda, mais aqui em Mutum pra mim é difícil. A galera desuniu. Eu fiquei sozinho, mas não desisti de tocar. Um dia eu penso em voltar a tocar. Quero tocar um Punk clássico em português.