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segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

POEMAS DE UMA VIDA DE JOÃO CARLOS ROSA




" ...a melodia chega antes,

a letra chega mais tarde."






SÉRIE: PENTALOGIAS POÉTICA
LIVRO: UMA VIDA EM VERSOS
AUTOR: JOÃO CARLOS ROSA
EDITORA: TXAI EDITORAÇÕES

 
A sensibilidade poética de João Carlos Rosa vem de muito tempo, assim como sua militância pastoral e social. Ele é o poeta idílico que nos faz recordar dos tempos de roça e labuta. Dos tempos de plantações e rebanhos. E traz todos os trejeitos dos pastoreios para expressar seus sonhos e sua luta, mas acima de tudo a sua fé em Deus e em dias melhores.
 
Através dos cinco poemas retirados da sua primeira obra impressa, realizada com os recursos da Lei Federal nº 14.017/2020, denominada Lei Aldir Blanc, por intermédio da Secretaria Municipal de Cultura de Mutum, Minas Gerais, buscamos mostrar para o leitor como fé, sonho e apropriação da realidade traduzem-se em versos pelas mãos de João Carlos Rosa e nos faz lembrar de outro Rosa, o Guimarães da prosa.   
 

 
VAQUEIRO RETIRANTE
Na noite escura
Do não me toques
Caminho na solidão
Como um vaqueiro cego
Que aboia boi na imaginação
O vento dança com os ramos
Afligindo o meu coração.
 
Sou um pobre vaqueiro retirante
Que atravessa todo o sertão
Em busca de água pura
Que cura toda paixão
Pois olho para os olhos profundos
Bem no fundo do coração.
 
Amanhã é certo
Que anoitecerá chovendo
Aumentando a escuridão
E o vaqueiro cego
Continuará aboiando
Boiada na imensidão
E o canto da ave de rapina
Que chegará em forma de oração.


A CASA
A casa fica longe
Onde não chega o aluguel
Mas chega a paz
É onde a melodia chega antes,
A letra chega mais tarde.
 
A noite aqui chega
Trazendo seu não
E os seus mistérios
Quando passa a madrugada
Chega a aurora
Tudo é desvendado
Com o sol que vem outro dia
Eu, sem tempo de sofrer.
 
E na hora santa do almoço
Na mesa farta da varanda
No fogão de lenha
Com gosto de panela de barro.
 
A casa fica bem longe
Cheia de buracos
Nas paredes de barro
Não acredito nem um pouco
Nas crendices deste lugar.
 
Aqui fica tão longe
Onde não chega o aluguel
Mas chega a paz
Onde a melodia chega antes
A letra chega mais tarde.

PAIOL
Eu resolvi pensar em nós
De barbas brancas já envelhecidas
Na festa de outro dia
Como nossos casos de ontem
Com dúvidas e dívidas
Armazenados no paiol da vida.
 
Ontem nós todos juntos
Com nossas vastas cabeleiras
Sem limite e sem basta
Chamados de jovens rebeldes
Andamos com calças apertadas
De boca de sino
E sapatos cavalo de aço
Sem medo do paiol da vida.
 
Hoje nós de cabelos brancos
Sem contar os que perdemos
Muitos de barrigas crescidas
Com medo do colesterol
Não degustamos hoje
Os mesmos pratos
Das festas daqueles dias
Todos assustados com o infarto.
 
Somos chamados de pai
Outros de avô
Vamos acumulando pontos
Na corrida do tempo
Com essa sabedoria divina.




MEU POÇO
Eu me lembro
Dos encantos da minha infância
Tenho na lembrança
O meu poço verde
Que o tempo secou.
 
Meu tempo de menino
Com o poço passou
Sem eu compreender
O que é sofrer
O que é a dor.
 
Eu vejo a areia branca
Um marco forte
Onde o poço verde existiu
Um dia quando criança
Com a vida eu brinquei.
 
Agora eu rastejo
Até seus pés
E mergulho no fundo
Do tempo que não volta.
 
A minha vida torta
Como as águas que correm
Pobre e poluída
Fraca e desnutrida
De nascentes desnudadas
Que passam no meu poço verde
Que um dia fui um rei.
 
Eu me lembro
Dos encantos da minha infância
Estão todos guardados
Nas paredes de barro.
 
As lembranças que não esqueço
Do meu poço verde
Que fez de mim
Um pensador torto
Dentro do meu ser
Assim tudo continua
O meu poço verde
Ainda está morto.
 
LIVRO DE BOLSO
Andei com fé
Nas ruas estreitas de Nazaré
Pois tinha um plano
Mergulhar no oceano
Da minha vida
E medir o tamanho da fé
Que caiba no meu livro de bolso.
 
Eu reparei em todas as ruas
Procurando sem rumo
A pequena casa escola
Que fica em Nazaré
Senti as minhas asas cortadas
Quando eu vi
Que ele tinha ido para Jerusalém.
 
Andei com fé
Nas ruas de Jerusalém
Ajudei ele a carregar o madeiro
Minha irmã enxugou seu rosto
Lembrei-me da fé
Ela não estava no bolso
Ela não cabia em mim
Na manhã da sua ressurreição.
 

OUTRAS PENTALOGIAS POÉTICAS


sábado, 1 de setembro de 2018

LIBERDADE DE EXPRESSÃO: CENAS DE UM VOO (PARTE I)






Você já ouviu falar do Grupo Teatral Liberdade de Expressão? É um dos grupos de teatro com maior tempo de existência em Mutum.

Essa postagem pretende ser a primeira da série que tem por objetivo contar a história dessa bela iniciativa.

O texto a seguir faz parte da apresentação do grupo para a Secretária de Desenvolvimento Social, com algumas intervenções do blog. Agradecemos aqui a colaboração de José Alves Pinheiro para essa primeira postagem da série.

Teatro de São Sebastião - 2018



História do Grupo: 

Grupo Teatral 
Liberdade de Expressão

         Entre os anos de 1993 a 2000, no município de Mutum MG, neste período a pastoral da juventude, movimento pastoral da igreja católica, mais precisamente, os grupos de jovens existentes na zona rural e urbana da paróquia de São Manoel de Mutum.
         Os Grupos de Jovens Escalada e JESP desenvolviam em suas reuniões, dinâmicas encenações e pequenos teatros, onde os Jovens desenvolviam seus dons e aptidões, descobrindo nas artes cênicas uma nova realidade.
         Três jovens, José Manoel de Oliveira, Adriano de Carvalho e João Batista Alves, participando destes grupos de jovens e atuando nestes teatros juvenis, pegaram gosto pela arte e procurando aprender e desenvolver-se cada vez mais, atuando, dirigindo e escrevendo peças teatrais.
         Agrupando-se com outros jovens também com talento para arte, e com os mesmos ideais, decidiram por bem, no dia 10 de outubro de 2001 a formação de um grupo teatral amador, com o apoio do Pároco Padre Silas de Paula Barros, nesta noite também foi feita a eleição da diretoria do grupo, tendo como objetivo, se apresentar nas comunidades, escolas, festas e etc.
         Pretende-se também emocionar, as pessoas, com dramas, comédias e peças relacionadas a assuntos atuais na sociedade.
         No dia 13 de novembro de 2001, reunimos o Grupo Teatral, para escolhermos um nome para o mesmo, feito à eleição o nome mais votado foi: “Liberdade de Expressão” com o lema “O homem não é nada sem liberdade, liberte-se de suas fraquezas e tenha atitudes”.

INCURSÃO PELA SÉTIMA ARTE

VINGANÇA NA MONTANHA

         No ano de 2002, com roteiro próprio, o grupo teatral Liberdade de Expressão ensaiou e gravou um filme amador, denominado Vingança na Montanha, com poucos recursos, gasto do próprio bolso. Foi filmado na Pedra Invejada, ponto turístico de Mutum, em um único dia foi gravado todo o filme, por uma questão financeira e por falta de tempo mesmo, já que todos os 15 artistas têm seus trabalhos e ocupações.
         Precisamente no dia 03/11/2002 foi feito a filmagem, e depois de duas montagens, na cidade de Lajinha e depois Ipanema, teve seu lançamento nas locadoras do município de Mutum no dia 22/03/2003, grande parte da população assistiu, e entre elogios e criticas, teve o filme de Ação “Vingança na Montanha”, a sua exibição no canal 13, TV Mutum.

 QUARTETO SAPECÃO

         Cinco anos depois em 2008, o grupo Teatral Liberdade de Expressão, também com roteiro próprio, gravou o segundo filme, desta vez com patrocínio de alguns empresários, e com participação de 29 pessoas, entre atores, atrizes e figurantes.
         O filme de comédia, Quarteto Sapecão foi filmado entre os dias 04 de setembro a 12 de outubro de 2008 em 5 dias alternados de gravação.no dia 23/02/2009, o filme teve seu lançamento nas locadoras de Mutum, desta vez teve uma aceitação maior do público, com muitos elogios e poucas criticas. O filme Quarteto Sapecão, foi o mais locado e adquirido pela população em 30 dias consecutivos.


PÁGINA DO GRUPO NO FACEBOOK.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

A FICÇÃO FOTOGRÁFICA DE ADALONE COUTINHO

SÉRIE: O FOCO DE...

“A fotografia é uma forma de ficção. É ao mesmo tempo um registo da realidade e um auto-retrato, porque só o fotógrafo vê aquilo daquela maneira.”
                                                      Gérard Castello Lopes

Nossa série com aqueles que amam a arte de fotografar vem no seu segundo episódio trazer o trabalho de Adalone Coutinho.
Ele compartilha conosco seu ingresso no mundo da fotografia e como gosta da sua arte. Viaje pela vida e pela dedicação ao mundo imaginativo/criativo da fotografia com mais um mutuense que faz poesia com luz.

O ITINERÁRIO

Nasci em 14/09/85 em Mutum-MG , estudei nas escolas públicas durante  todo o primário. No ano de 2000 dei inicio ao segundo grau na Escola Dionysio Costa, onde me formei em 2002. Logo após isso trabalhei em alguns comércios da cidade, mas sempre tive vontade de sair em busca de crescimento profissional, e aos 23 anos tive a oportunidade de trabalhar em Resende – RJ, onde não pensei duas vezes e fui.  Chegando lá, comecei trabalhando como caixa de uma loja de conveniência, em um Posto de Combustíveis, e logo após 6 meses aproximadamente, assumi a gerência das duas empresas. Durante este tempo trabalhando, estudei, e me formei em Administração de Empresas, fiz muitos amigos por lá, Resende é uma cidade maravilhosa de se viver e conviver. E agora recentemente retornei a minha cidade, Mutum.

A FOTOGRAFIA




Sempre gostei de fotografia, lembro que quando trabalhava na Invejada Eletro, montava pastas com fotos de produtos para os vendedores externos, eu gostava de fotografar, editar, imprimir e montar os portfólios. Sempre quis estudar, fazer um curso, porém não tinha isso por aqui na época. E foi em Resende que pude estudar fotografia a sério. Logo depois que terminei a faculdade, entrei no curso, comprei equipamentos profissionais, fiz alguns trabalhos lá durante meses. E agora estou de volta a minha cidade, Mutum, atendendo a toda população com serviço de qualidade.
Gosto de fotografar pessoas, festas de aniversário, ensaios externos de um modo geral, sou a favor da luz natural sempre, e momentos de descontração.

BASTAM DUAS ÁRVORES



       Olha, há pouco tempo fiz um concurso de casal para promover minha página e tive a oportunidade de fotografar o casal vencedor lá no parque nacional do Itatiaia, na cachoeira Véu da noiva, lugar lindo, muito verde e águas cristalinas e esta foto ai foi a que mais gostei, a que mais me chamou atenção.
FOTO DO CASAL VENCEDOR DO CONCURSO
 PROMOVIDO PELA AJ FOTOGRAFIA NA
CACHOEIRA VÉU DA NOIVA

Pra mim não importa o lugar, ás vezes duas árvores e algumas folhas são suficientes para  obter fotos incríveis.
Então, compartilho meu trabalho em uma página que criei no facebook com nome de AJ Fotografia no endereço https://www.facebook.com/adalonecoutinho/ E a pouco tempo fiz um concurso valendo um ensaio externo de casal, e os vencedores foram o casal Thiago e Mayara com quase 900 curtidas na foto deles. Fomos para o parque nacional do Itatiaia e fizemos ótimas fotos.
Nos próximos dias vou lançar outro concurso aqui em Mutum, valendo também um ensaio externo, então galera fiquem ligados que em breve estará valendo.

COMPARTILHANDO

Não importa o lugar, quem faz a foto é você, seja criativo, inove, trabalhe com dedicação, pois acredite, quando se faz algo que se gosta o resultado sempre será positivo.
Acredito que o que fotografamos hoje, será lembrado por alguém no futuro, por isso é importante sempre lembrar que quando você tira uma foto de alguém, você não esta tirando aquela foto para você, mas sim para aquela pessoa.
Para os leitores gostaria de pedir que acompanhassem o blog, pois tem muita coisa interessante, matérias de ótimo conteúdo, sempre tem um artigo novo. Participem, e divulguem, vamos fazer este grupo crescer.

OUTRAS FOTOS DE ADALONE COUTINHO







sábado, 30 de julho de 2016

EVALDO: UM MUTUENSE EM (ATU)AÇÃO


Nossa série de entrevista de volta.
DIÁLOGOS DE BASE entrevista EVALDO CÂNDIDO VIANA, ator, produtor e autor de peças teatrais e séries, além de uma incursão no mundo do stand up.

Quem é Evaldo Cândido Viana?
Bem, eu sou um mutuense de raiz nascido em 27 de janeiro de 1990, vivi minha infância no campo. Até aos 10 anos, no pé da serra de Santa Luzia, a 12 km de Mutum. Dos 10 aos 12 anos, vivi em outra fazenda, no córrego Taquara, distrito de ocidente. Daí até aos 18, vivi no patrimônio de Ocidente. Estudei o ensino fundamental e parte do ensino médio nas escolas do município de Mutum.

Apesar das raízes camponesas, desde bem pequeno sempre fui amante das artes de interpretação. Sempre vivi dividido entre a fantasia e a realidade. 



O que te levou deixar Mutum e ir para Belo Horizonte?
O sonho da ficção, o desejo de realizar, de contribuir com a cultura e o entretenimento, o amor pelo teatro.  Quando recebi da minha irmã, que já residia em Belo Horizonte, a proposta de estudar na capital, não tive dúvidas em abandonar tudo e me jogar na fantasia de sonhar. Eu já sonhava com os palcos e câmeras e com esta proposta senti que o sonho poderia ficar mais possível.

Como foi seu encontro com as artes cênicas?
Desde que cheguei a Belo Horizonte, comecei a busca pela arte. Assim que terminei o ensino médio em 2009, comecei a sondar escolas de teatro. Uma propaganda de TV me fez querer conhecer a escola NET (Núcleo de Estudos Teatrais). Fiz minha matrícula e em fevereiro de 2010 tive meu primeiro contato com a arte. Na primeira aula já descobri que não viveria mais sem o teatro, estudava de manhã e passava a tarde aprofundando por conta própria. Em julho de 2010 veio minha primeira apresentação no palco. Bem, esta experiência foi muito marcante. Pois a primeira vez que entrei no teatro foi para atuar e não para assistir. Até então, nunca havia pisado em tal estabelecimento.

Quais as dificuldades que você encontra nessa caminhada pelo mundo da arte?
Não existe facilidade neste ramo para os profissionais que assim como eu tentam a sorte na arte sem ter padrinhos ou equipes de produção. Como sou um ator funcional, não tenho perfis variados. Tenho um nicho limitado de possíveis personagens, ou seja, se quero atuar preciso criar e produzir. Além do mais não me dou bem em testes. Eu me saio melhor na hora do vamos ver, mas além destas barreiras existem as barreiras de produção. Se você não tem fama, não consegue apoio facilmente. Além de tudo existe o preconceito, muitos acham que teatro não é trabalho, que atores são preguiçosos que querem moleza. Mas meu amigo, ensaiar durante um ano, criar cenário, trilha sonora, figurino, produção executiva de um espetáculo e totalmente o contrário de moleza.

Fale sobre sua produtora FAROLETES FILMES?
A Faroletes Filmes surgiu em 2011 como ``Faroletes Comedies´´ num dos encontros, após a aula de teatro, com intuito de criar vídeos de comédia, ela amadureceu em 2012 quando conheci o ator e contrarregra Gustavo(Apolo Berson) onde gravamos uma série chamada D.N.I, O JOGO DA MORTE, onde conheci também a atriz Diana Lopes, hoje grande companheira em tudo que produzo, grande atriz e muito disposta à produção. Sem ela, nada do que já fiz no teatro e em vídeo teria sido possível. D.N.I só teve o episódio piloto lançado, apesar de ter sido gravada em 60% de todo o roteiro. A saída do ator principal inviabilizou a conclusão. Depois vieram os curtas cômicos: ``Família Broxólio Pinto e Meu Filho Vai Casar´´ que também se encontram na internet. Em 2014 começamos a regravar a série D.N.I.  Apesar de 99% gravado, a insatisfação com a qualidade e as brigas que ocorreram, devido ao grande elenco de 24 atores, fez com que o projeto fosse arquivado em 2015 e decretou o fim da produtora que foi dada como encerrada no mesmo ano. Agora em 2016, com toda experiência adquirida na Faroletes, eu e a atriz Diana Lopes a reabrimos com o nome de LDVE FILMES e estamos produzindo o primeiro trabalho que se chama CRÔNICAS DE TAYTOS.



Elenque suas realizações no mundo do teatro:  E no mundo do áudio-visual?
No teatro estreei como profissional em 2015 com a peça de minha autoria e produção, chamada ´´2 É Pouco, 3 É Bom, 4 É... Animal!!!`` que retornaria este ano, mas devido a nosso ator Morais Martins  ter abandonado o grupo a uma semana da estreia tivemos de cancelar 6 apresentações já marcadas para julho e agosto.
No áudio visual escrevi, atuei e dirigi DNI,  Família Broxólio Pinto,
Atuei e fui câmera em MEU FILHO VAI CASAR, atuei em vídeos de comédia que pode ser encontrado nos canais humorísticos HUMOR BADERNA e FURDUNÇO dos quais fiz parte respectivamente em 2015 e 2016.

Comente sobre a série que você tem no youtube:
D.N.I. (Departamento Nacional de Investigação) narra a historia de um programador de jogos que faz um pacto com uma entidade maligna antiga, e a partir do contrato que existe no jogo de computador que ele criou, esta entidade ganha o poder de entrar na casa do jogador e matar usando a possessão. Um grupo de policiais de uma divisão especial esta investigando, acreditando se tratar de um caso de uma nova droga no mercado.  A série mistura ação, drama e terror, numa trama gostosa de assistir, é difícil assistir o episódio piloto sem querer descobrir o resto da história.

Como foi formado, como está, e quais perspectivas do grupo IN-CENA?
Fui formado na escola de teatro NET, que como as critica já indicam, é uma escola com conteúdo didático bem limitado, mas que me serviu bem ao indicar-me o caminho a seguir. Após formar, continuei sempre a estudar, pois a arte imita a vida e a vida está em constante mudança. Hoje estou mais maduro com relação ao meu sonho. Sei que e possível, mas que não é fácil. Minha companhia de teatro agora está a procura de ator para suprir o que saiu, para poder voltar no próximo ano firme e forte. Não só em Belo Horizonte, mas com apresentações pelos interiores do estado, também planejamos uma nova peça para 2017.

Qual seu atual projeto?  Pretende alguma coisa em relação a Mutum?
Meu projeto atual é colocar novamente minha peça nos palcos, e concretizar a rodagem da primeira série da L.D.V.E. Desde 2014 venho tentando relações culturais com Mutum, mas bem de início as autoridades competentes não demostraram muito interesse. Em junho deste ano tive uma resposta positiva, Mas devido ao fato de não podermos marcar uma reunião presencial, a conversa não teve mais desenvolvimento. Mas, sim, planejo levar meu espetáculo para mutum em 2017.  Para isto preciso de um produtor que esteja residindo na cidade. Também planejo rodar uma série na cidade. Estou a tentar contatos para apoio, pois para realizar esta série precisamos de uma pequena verba, e também de suporte local para estadia e transporte. Acredito que em breve poderei estar mostrando meu trabalho em minha terra natal. Gostaria de adiantar que caso algum leitor tenha o interesse em ajudar na realização de um destes eventos, entre em contato que estarei a disposição.

Qual recado você deixa para quem quer se aventurar pelo mundo das artes cênicas e/ou pelo mundo do áudio-visual?
Bem, tenha certeza de que você esta fazendo isto por amor. Só os que realmente amam e não vivem sem a arte, conseguem manter-se nela. É um caminho árduo, mas também muito prazeroso. Se tivesse que fazer tudo de novo, mesmo com os perrengues e as portas que foram batidas na minha cara, eu faria exatamente igual.


Lucinha, personagem de Evaldo Cândido Viana

O que mais gostaria de expressar?
Bem, gostaria de deixar aqui que, apesar de amar o teatro de coração, eu também me aventurei pelo humor. Fui mestre de cerimônias com um personagem feminino nos grupos de comédia stand up HUMOR BADERNA e FURDUNÇO.  No stand up, eu consegui bem mais retorno que no teatro. Eu me apresentei ao lado dos melhores de Belo horizonte, como Rafael Mazzi, Nayla Brizzard, Kaquinho Big Dog, Marcos Vinille, e também com um dos maiores humoristas do Brasil o grande senhor casseta Marcelo Madureira.

Apesar de ser tentado a investir na carreira de humorista, abandonei para voltar ao teatro. Eu estava começando a ser rotulado como humorista até na mídia local. Então, antes que fosse tarde, eu dei uma pausa na carreira do stand up para focar na minha carreira de ator.


Propaganda do trabalho de Evaldo Cândido Viana


OBS: Sobre Evaldo Cândido Viana no Mutum Cultural:
http://mutumcultural.blogspot.com.br/search/label/TEATRO.%20EVALDO%20VIANA

sábado, 22 de fevereiro de 2014

A CACHAÇA DO ZÉ RONALDO



Nossa série DIÁLOGOS AMISTOSOS tem uma pré-estreia com a divulgação do trabalho de Vitor Lacerda Siqueira pelo fato do seu blog estar concorrendo ao Prêmio Top Blog (ENTREVISTA COM VITOR LACERDA SIQUEIRA).
Agora estamos firmando nosso compromisso de levar essa série em diante abordando temas pertinentes com aqueles e aquelas que fazem a história acontecer.
Hoje estamos postando uma conversa amistosa com o professor José Ronaldo, Professor no Colégio Mutum e na Rede Estadual de Minas Gerais. Um carioca que tem Mutum no coração e certamente se inspira em nossa faina para criar seus personagens em contos que roda o Brasil em concursos literários e antologias.
A conversa (entrevista) teve como motivação a sua participação em um desafio de miniconto.
Por se tratar de um diálogo amistoso, conservamos a espontaneidade da conversa.

Como você entende o processo de fazer literatura em um país onde se lê pouco?
Na verdade é como percorrer o labirinto de Creta com um Minotauro no seu encalço perguntando “Para quê fazer isso?”, mas como todo autor escreve primeiro para si mesmo, então o ato de fazer literário vem, primeiramente, como um desejo inenarrável de escrever. Com o tempo, os poucos leitores que existem, começam a te notar e, quando vês, já tens alguns leitores. Espanto-me com alguns “facebookianos” que, às vezes, entram em contato comigo e se dizem meus leitores e fãs... poxa, cara, isso deixa qualquer escritor arrepiado de emoção!

Qual o principal objetivo da sua literatura?
Como eu respondi, na primeira pergunta, exortar meus próprios fantasmas e sentir um prazer sem escrúpulos da vida. Escrevo porque, em determinado momento de minha vida, um impulso, uma fagulha de não sei o quê me queimou a entranha cerebral e me vi num desejo de conjugação carnal danado de criar uma vida, ou várias, e delinear sua sequência vital. É uma sensação que não é facilmente explicável. Escrevo, também, porque quero compartilhar ideias minhas, produzo muito material envolvendo a figura do professor, classe desprestigiada da qual faço parte, no intuito de que, de algum modo, possa acontecer alguma mudança. E, por fim, escrevo para que alguém, algum dia, possa ler e se tocar de que tem essa mesma força interior divinal de criar vidas, como tantos outros escritores de que eu admiro também me incentivaram.

Quais prêmios você participou? (cite alguns)
Vixi, Cláudio, são tantos... Venci o Concurso Literário de Barueri em 2008, o Cléber Onias Guimarães, de São Paulo, em 2009, fui terceiro lugar no Concurso SESC-DF em literatura infantil, em 2010...é muita premiação que eu tenho, fora as antologias das quais faço parte por conta destes concursos...isso é uma cachaça, meu amigo, não dá vontade de parar não...
Você está participando de um desafio de minicontos?
É, estou, é uma competição amistosa, patrocinado pelo jornal virtual, o Olaria das letras (http://olariadasletras.blogspot.com.br) ...cada mês eles propõem um tema e uma forma de se apresentar os textos, pode ser conto, microconto, miniconto...comecei a participar no fim do ano passado...mês retrasado e passado fui primeiro lugar...vamos ver até quando eu consigo manter essa hegemonia....hahahahahahahahaha....
Você é apenas contista ou você também já produziu romance ou outro gênero?
Minha especialidade são os contos, mas também sou cronista e poeta... Embora esse último eu mesmo não me considere e tenho um romance inacabado que só JC saberá quando se concluirá....hahahahahahahahahahaha...

Sobre o que seu miniconto retrata?
Geralmente meus minicontos são sobre coisas fugazes que o olhar desatento não consegue captar no cotidianamente temporal, ou são reflexões minhas que converto nas mentes de outrens (minhas personagens)....são temas e situações que nos cercam e que a deixamos invisíveis por essa correria famigerada de mundo Canis.

Como você vê a literatura aqui em Mutum?
Olha, Claudão, em Mutum se não for por uma meia dúzia de dois ou três desbravadores que tomaram essa iniciativa, ela estaria ainda na era Hadaica da formação da Terra. Difícil se falar em Literatura em um lugar em que nem uma livraria exista! Bibliotecas escolares ainda estão bem nutridas de bons exemplares, graças aos programas do governo federal, mas limitam-se ao ambiente escolar. Sem livrarias, para a população tatear um exemplar, experimentá-lo, provar desse ambiente, é muito complicado. Quanto à produção de literatura em si, temos aqui em Mutum algumas boas almas que, amadorísticamente, como eu, deram alguns passos em direção ao progresso: Olivinho, o Gisélio, o Francisco Fagundes, entre outros.

O que precisa ser feito para “desabrochar” uma onda literária em Mutum?
Investimento da administração pública e do setor privado, por exemplo. Um curso de produção literária ou um grupo de leitura que orientasse para os clássicos. Uma feira literária, convidando editoras pequenas aqui de Minas (este estado é um celeiro de pequenas editoras!), qualquer ação que seja, que livre as mentes de nossos jovens do limo do tédio mental que leva à ruína.

O que mais você gostaria de dizer?

Há em Mutum, Cláudio, uma massa famélica de sonhos, expectativas e de cultura. Infelizmente, parece que cultura, aqui, para vocês, segundo os últimos administradores públicos, resume-se apenas à Exposição Agropecuária. Vai mais além do que isso. A Exposição é um elo forte cultural dessa região, mas não pode ser o único, ou o único que tenha verba para ser realizado. Existe uma leva grande de leitores adolescentes aqui, jovens músicos e poetas, atores promissores mirins. Deveríamos absorvê-los todos, abraçando-os, para que não se percam em caminhos atribulados, de becos sem-saída.