LIVRO: UMA VIDA EM VERSOS AUTOR: JOÃO CARLOS ROSA EDITORA: TXAI EDITORAÇÕES
A sensibilidade poética de João Carlos Rosa vem de muito tempo,
assim como sua militância pastoral e social. Ele é o poeta idílico que nos faz
recordar dos tempos de roça e labuta. Dos tempos de plantações e rebanhos. E traz
todos os trejeitos dos pastoreios para expressar seus sonhos e sua luta, mas
acima de tudo a sua fé em Deus e em dias melhores.
Através dos cinco poemas retirados da sua primeira obra
impressa, realizada com os recursos da Lei Federal nº 14.017/2020, denominada
Lei Aldir Blanc, por intermédio da Secretaria Municipal de Cultura de Mutum,
Minas Gerais, buscamos mostrar para o leitor como fé, sonho e apropriação da realidade
traduzem-se em versos pelas mãos de João Carlos Rosa e nos faz lembrar de outro
Rosa, o Guimarães da prosa.
Você já ouviu falar do Grupo Teatral Liberdade de Expressão?
É um dos grupos de teatro com maior tempo de existência em Mutum.
Essa postagem pretende ser a primeira da série que tem por
objetivo contar a história dessa bela iniciativa.
O texto a seguir faz parte da apresentação do grupo para a
Secretária de Desenvolvimento Social, com algumas intervenções do blog.
Agradecemos aqui a colaboração de José Alves Pinheiro para essa primeira postagem da série.
Teatro de São Sebastião - 2018
História do Grupo:
Grupo Teatral
Liberdade de Expressão
Entre os anos de 1993 a 2000, no município de
Mutum MG, neste período a pastoral da juventude, movimento pastoral da igreja
católica, mais precisamente, os grupos de jovens existentes na zona rural e urbana
da paróquia de São Manoel de Mutum.
Os Grupos de Jovens
Escalada e JESP desenvolviam em suas reuniões, dinâmicas encenações e pequenos
teatros, onde os Jovens desenvolviam seus dons e aptidões, descobrindo nas
artes cênicas uma nova realidade.
Três jovens, José Manoel
de Oliveira, Adriano de Carvalho e João Batista Alves, participando destes
grupos de jovens e atuando nestes teatros juvenis, pegaram gosto pela arte e
procurando aprender e desenvolver-se cada vez mais, atuando, dirigindo e
escrevendo peças teatrais.
Agrupando-se com outros
jovens também com talento para arte, e com os mesmos ideais, decidiram por bem,
no dia 10 de outubro de 2001
a formação de um grupo teatral amador, com o apoio do
Pároco Padre Silas de Paula Barros, nesta noite também foi feita a eleição da
diretoria do grupo, tendo como objetivo, se apresentar nas comunidades,
escolas, festas e etc.
Pretende-se também
emocionar, as pessoas, com dramas, comédias e peças relacionadas a assuntos
atuais na sociedade.
No dia 13 de novembro de
2001, reunimos o Grupo Teatral, para escolhermos um nome para o mesmo, feito à
eleição o nome mais votado foi: “Liberdade de Expressão” com o lema “O homem
não é nada sem liberdade, liberte-se de suas fraquezas e tenha atitudes”.
INCURSÃO
PELA SÉTIMA ARTE
VINGANÇA NA MONTANHA
No ano de 2002, com
roteiro próprio, o grupo teatral Liberdade de Expressão ensaiou e gravou um
filme amador, denominado Vingança na Montanha, com poucos recursos, gasto do
próprio bolso. Foi filmado na Pedra Invejada, ponto turístico de Mutum, em um
único dia foi gravado todo o filme, por uma questão financeira e por falta de
tempo mesmo, já que todos os 15 artistas têm seus trabalhos e ocupações.
Precisamente no dia
03/11/2002 foi feito a filmagem, e depois de duas montagens, na cidade de
Lajinha e depois Ipanema, teve seu lançamento nas locadoras do município de
Mutum no dia 22/03/2003, grande parte da população assistiu, e entre elogios e
criticas, teve o filme de Ação “Vingança na Montanha”, a sua exibição no canal
13, TV Mutum.
QUARTETO SAPECÃO
Cinco anos depois em
2008, o grupo Teatral Liberdade de Expressão, também com roteiro próprio,
gravou o segundo filme, desta vez com patrocínio de alguns empresários, e com
participação de 29 pessoas, entre atores, atrizes e figurantes.
O filme de comédia, Quarteto
Sapecão foi filmado entre os dias 04 de setembro a 12 de outubro de 2008 em 5
dias alternados de gravação.no dia 23/02/2009, o filme teve seu lançamento nas
locadoras de Mutum, desta vez teve uma aceitação maior do público, com muitos
elogios e poucas criticas. O filme Quarteto Sapecão, foi o mais locado e
adquirido pela população em 30 dias consecutivos.
“A fotografia é uma forma de ficção. É ao mesmo tempo um registo da realidade e um auto-retrato, porque só o fotógrafo vê aquilo daquela maneira.”
Gérard Castello Lopes
Nossa série
com aqueles que amam a arte de fotografar vem no seu segundo episódio trazer o
trabalho de Adalone Coutinho.
Ele
compartilha conosco seu ingresso no mundo da fotografia e como gosta da sua
arte. Viaje pela vida e pela dedicação ao mundo imaginativo/criativo da
fotografia com mais um mutuense que faz poesia com luz.
O ITINERÁRIO
Nasci
em 14/09/85 em Mutum-MG , estudei nas escolas públicas durante todo o primário. No ano de 2000 dei inicio ao
segundo grau na Escola Dionysio Costa, onde me formei em 2002. Logo após isso
trabalhei em alguns comércios da cidade, mas sempre tive vontade de sair em
busca de crescimento profissional, e aos 23 anos tive a oportunidade de
trabalhar em Resende – RJ, onde não pensei duas vezes e fui. Chegando lá, comecei trabalhando como caixa de
uma loja de conveniência, em um Posto de Combustíveis, e logo após 6 meses
aproximadamente, assumi a gerência das duas empresas. Durante este tempo
trabalhando, estudei, e me formei em Administração de Empresas, fiz muitos
amigos por lá, Resende é uma cidade maravilhosa de se viver e conviver. E agora
recentemente retornei a minha cidade, Mutum.
A FOTOGRAFIA
Sempre
gostei de fotografia, lembro que quando trabalhava na Invejada Eletro, montava
pastas com fotos de produtos para os vendedores externos, eu gostava de
fotografar, editar, imprimir e montar os portfólios. Sempre quis estudar, fazer
um curso, porém não tinha isso por aqui na época. E foi em Resende que pude
estudar fotografia a sério. Logo depois que terminei a faculdade, entrei no
curso, comprei equipamentos profissionais, fiz alguns trabalhos lá durante
meses. E agora estou de volta a minha cidade, Mutum, atendendo a toda população
com serviço de qualidade.
Gosto
de fotografar pessoas, festas de aniversário, ensaios externos de um modo
geral, sou a favor da luz natural sempre, e momentos de descontração.
BASTAM DUAS ÁRVORES
Olha, há pouco tempo fiz um concurso de
casal para promover minha página e tive a oportunidade de fotografar o casal vencedor
lá no parque nacional do Itatiaia, na cachoeira Véu da noiva, lugar lindo,
muito verde e águas cristalinas e esta foto ai foi a que mais gostei, a que
mais me chamou atenção.
FOTO DO CASAL VENCEDOR DO CONCURSO PROMOVIDO PELA AJ FOTOGRAFIA NA CACHOEIRA VÉU DA NOIVA
Pra
mim não importa o lugar, ás vezes duas árvores e algumas folhas são suficientes
para obter fotos incríveis.
Então,
compartilho meu trabalho em uma página que criei no facebook com nome de AJ Fotografia no
endereço https://www.facebook.com/adalonecoutinho/ E a pouco tempo fiz um concurso valendo um ensaio externo de casal, e os
vencedores foram o casal Thiago e Mayara com quase 900 curtidas na foto deles.
Fomos para o parque nacional do Itatiaia e fizemos ótimas fotos.
Nos
próximos dias vou lançar outro concurso aqui em Mutum, valendo também um ensaio
externo, então galera fiquem ligados que em breve estará valendo.
COMPARTILHANDO
Não
importa o lugar, quem faz a foto é você, seja criativo, inove, trabalhe com
dedicação, pois acredite, quando se faz algo que se gosta o resultado sempre
será positivo.
Acredito
que o que fotografamos hoje, será lembrado por alguém no futuro, por isso é
importante sempre lembrar que quando você tira uma foto de alguém, você não
esta tirando aquela foto para você, mas sim para aquela pessoa.
Para
os leitores gostaria de pedir que acompanhassem o blog, pois tem muita coisa
interessante, matérias de ótimo conteúdo, sempre tem um artigo novo.
Participem, e divulguem, vamos fazer este grupo crescer.
Nossa série de entrevista de volta. DIÁLOGOS DE BASE entrevista EVALDO CÂNDIDO VIANA, ator,
produtor e autor de peças teatrais e séries, além de uma incursão no mundo do
stand up. Quem é Evaldo
Cândido Viana?
Bem, eu sou um mutuense
de raiz nascido em 27 de janeiro de 1990, vivi minha infância no campo. Até aos
10 anos, no pé da serra de Santa Luzia, a 12 km de Mutum. Dos 10 aos 12 anos, vivi
em outra fazenda, no córrego Taquara, distrito de ocidente. Daí até aos 18,
vivi no patrimônio de Ocidente. Estudei o ensino fundamental e parte do ensino
médio nas escolas do município de Mutum.
Apesar das raízes
camponesas, desde bem pequeno sempre fui amante das artes de interpretação. Sempre
vivi dividido entre a fantasia e a realidade.
O que te
levou deixar Mutum e ir para Belo Horizonte?
O sonho da ficção, o
desejo de realizar, de contribuir com a cultura e o entretenimento, o amor pelo
teatro. Quando recebi da minha irmã, que
já residia em Belo Horizonte, a proposta de estudar na capital, não tive dúvidas
em abandonar tudo e me jogar na fantasia de sonhar. Eu já sonhava com os palcos
e câmeras e com esta proposta senti que o sonho poderia ficar mais possível.
Como foi seu
encontro com as artes cênicas?
Desde que cheguei a
Belo Horizonte, comecei a busca pela arte. Assim que terminei o ensino médio em
2009, comecei a sondar escolas de teatro. Uma propaganda de TV me fez querer
conhecer a escola NET (Núcleo de Estudos Teatrais). Fiz minha matrícula e em
fevereiro de 2010 tive meu primeiro contato com a arte. Na primeira aula já
descobri que não viveria mais sem o teatro, estudava de manhã e passava a tarde
aprofundando por conta própria. Em julho de 2010 veio minha primeira apresentação
no palco. Bem, esta experiência foi muito marcante. Pois a primeira vez que
entrei no teatro foi para atuar e não para assistir. Até então, nunca havia
pisado em tal estabelecimento.
Quais as
dificuldades que você encontra nessa caminhada pelo mundo da arte?
Não existe facilidade
neste ramo para os profissionais que assim como eu tentam a sorte na arte sem
ter padrinhos ou equipes de produção. Como sou um ator funcional, não tenho
perfis variados. Tenho um nicho limitado de possíveis personagens, ou seja, se
quero atuar preciso criar e produzir. Além do mais não me dou bem em testes. Eu
me saio melhor na hora do vamos ver, mas além destas barreiras existem as barreiras
de produção. Se você não tem fama, não consegue apoio facilmente. Além de tudo
existe o preconceito, muitos acham que teatro não é trabalho, que atores são
preguiçosos que querem moleza. Mas meu amigo, ensaiar durante um ano, criar
cenário, trilha sonora, figurino, produção executiva de um espetáculo e
totalmente o contrário de moleza.
Fale sobre
sua produtora FAROLETES FILMES?
A Faroletes Filmes
surgiu em 2011 como ``Faroletes Comedies´´ num dos encontros, após a aula de
teatro, com intuito de criar vídeos de comédia, ela amadureceu em 2012 quando
conheci o ator e contrarregra Gustavo(Apolo Berson) onde gravamos uma série
chamada D.N.I, O JOGO DA MORTE, onde conheci também a atriz Diana Lopes, hoje
grande companheira em tudo que produzo, grande atriz e muito disposta à
produção. Sem ela, nada do que já fiz no teatro e em vídeo teria sido possível.
D.N.I só teve o episódio piloto lançado, apesar de ter sido gravada em 60% de
todo o roteiro. A saída do ator principal inviabilizou a conclusão. Depois
vieram os curtas cômicos: ``Família Broxólio Pinto e Meu Filho Vai Casar´´ que
também se encontram na internet. Em 2014 começamos a regravar a série D.N.I. Apesar de 99% gravado, a insatisfação com a
qualidade e as brigas que ocorreram, devido ao grande elenco de 24 atores, fez
com que o projeto fosse arquivado em 2015 e decretou o fim da produtora que foi
dada como encerrada no mesmo ano. Agora em 2016, com toda experiência adquirida
na Faroletes, eu e a atriz Diana Lopes a reabrimos com o nome de LDVE FILMES e
estamos produzindo o primeiro trabalho que se chama CRÔNICAS DE TAYTOS.
Elenque suas
realizações no mundo do teatro: E no mundo
do áudio-visual?
No teatro estreei como
profissional em 2015 com a peça de minha autoria e produção, chamada ´´2 É
Pouco, 3 É Bom, 4 É... Animal!!!`` que retornaria este ano, mas devido a nosso
ator Morais Martins ter abandonado o
grupo a uma semana da estreia tivemos de cancelar 6 apresentações já marcadas
para julho e agosto.
No áudio visual escrevi,
atuei e dirigi DNI, Família Broxólio
Pinto,
Atuei e fui câmera em MEU
FILHO VAI CASAR, atuei em vídeos de comédia que pode ser encontrado nos canais
humorísticos HUMOR BADERNA e FURDUNÇO dos quais fiz parte respectivamente em
2015 e 2016.
Comente sobre
a série que você tem no youtube:
D.N.I. (Departamento
Nacional de Investigação) narra a historia de um programador de jogos que faz
um pacto com uma entidade maligna antiga, e a partir do contrato que existe no
jogo de computador que ele criou, esta entidade ganha o poder de entrar na casa
do jogador e matar usando a possessão. Um grupo de policiais de uma divisão
especial esta investigando, acreditando se tratar de um caso de uma nova droga
no mercado. A série mistura ação, drama
e terror, numa trama gostosa de assistir, é difícil assistir o episódio piloto
sem querer descobrir o resto da história.
Como foi
formado, como está, e quais perspectivas do grupo IN-CENA?
Fui formado na escola
de teatro NET, que como as critica já indicam, é uma escola com conteúdo
didático bem limitado, mas que me serviu bem ao indicar-me o caminho a seguir.
Após formar, continuei sempre a estudar, pois a arte imita a vida e a vida está
em constante mudança. Hoje estou mais maduro com relação ao meu sonho. Sei que
e possível, mas que não é fácil. Minha companhia de teatro agora está a procura
de ator para suprir o que saiu, para poder voltar no próximo ano firme e forte.
Não só em Belo Horizonte, mas com apresentações pelos interiores do estado,
também planejamos uma nova peça para 2017.
Qual seu
atual projeto? Pretende alguma coisa em
relação a Mutum?
Meu projeto atual é
colocar novamente minha peça nos palcos, e concretizar a rodagem da primeira
série da L.D.V.E. Desde 2014 venho tentando relações culturais com Mutum, mas
bem de início as autoridades competentes não demostraram muito interesse. Em
junho deste ano tive uma resposta positiva, Mas devido ao fato de não podermos
marcar uma reunião presencial, a conversa não teve mais desenvolvimento. Mas,
sim, planejo levar meu espetáculo para mutum em 2017. Para isto preciso de um produtor que esteja
residindo na cidade. Também planejo rodar uma série na cidade. Estou a tentar
contatos para apoio, pois para realizar esta série precisamos de uma pequena
verba, e também de suporte local para estadia e transporte. Acredito que em breve
poderei estar mostrando meu trabalho em minha terra natal. Gostaria de adiantar
que caso algum leitor tenha o interesse em ajudar na realização de um destes
eventos, entre em contato que estarei a disposição.
Qual recado
você deixa para quem quer se aventurar pelo mundo das artes cênicas e/ou pelo
mundo do áudio-visual?
Bem, tenha certeza de
que você esta fazendo isto por amor. Só os que realmente amam e não vivem sem a
arte, conseguem manter-se nela. É um caminho árduo, mas também muito prazeroso.
Se tivesse que fazer tudo de novo, mesmo com os perrengues e as portas que
foram batidas na minha cara, eu faria exatamente igual.
Lucinha, personagem de Evaldo Cândido Viana
O que mais
gostaria de expressar?
Bem, gostaria de deixar
aqui que, apesar de amar o teatro de coração, eu também me aventurei pelo
humor. Fui mestre de cerimônias com um personagem feminino nos grupos de
comédia stand up HUMOR BADERNA e FURDUNÇO.
No stand up, eu consegui bem mais retorno que no teatro. Eu me apresentei
ao lado dos melhores de Belo horizonte, como Rafael Mazzi, Nayla Brizzard,
Kaquinho Big Dog, Marcos Vinille, e também com um dos maiores humoristas do
Brasil o grande senhor casseta Marcelo Madureira.
Apesar de ser tentado a
investir na carreira de humorista, abandonei para voltar ao teatro. Eu estava
começando a ser rotulado como humorista até na mídia local. Então, antes que
fosse tarde, eu dei uma pausa na carreira do stand up para focar na minha
carreira de ator.
Nossa série DIÁLOGOS AMISTOSOS tem uma pré-estreia com a divulgação do trabalho de Vitor Lacerda Siqueira pelo fato do seu blog estar concorrendo ao Prêmio Top Blog (ENTREVISTA COM VITOR LACERDA SIQUEIRA).
Agora estamos firmando nosso compromisso de levar essa série em diante abordando temas pertinentes com aqueles e aquelas que fazem a história acontecer.
Hoje estamos postando uma conversa amistosa com o professor José Ronaldo, Professor no Colégio Mutum e na Rede Estadual de Minas Gerais. Um carioca que tem Mutum no coração e certamente se inspira em nossa faina para criar seus personagens em contos que roda o Brasil em concursos literários e antologias.
A conversa (entrevista) teve como motivação a sua participação em um desafio de miniconto.
Por se tratar de um diálogo amistoso, conservamos a espontaneidade da conversa.
Como você entende o processo de fazer literatura em um país onde se lê pouco?
Na verdade é como percorrer o labirinto de Creta com um Minotauro no seu encalço perguntando “Para quê fazer isso?”, mas como todo autor escreve primeiro para si mesmo, então o ato de fazer literário vem, primeiramente, como um desejo inenarrável de escrever. Com o tempo, os poucos leitores que existem, começam a te notar e, quando vês, já tens alguns leitores. Espanto-me com alguns “facebookianos” que, às vezes, entram em contato comigo e se dizem meus leitores e fãs... poxa, cara, isso deixa qualquer escritor arrepiado de emoção!
Qual o principal objetivo da sua literatura?
Como eu respondi, na primeira pergunta, exortar meus próprios fantasmas e sentir um prazer sem escrúpulos da vida. Escrevo porque, em determinado momento de minha vida, um impulso, uma fagulha de não sei o quê me queimou a entranha cerebral e me vi num desejo de conjugação carnal danado de criar uma vida, ou várias, e delinear sua sequência vital. É uma sensação que não é facilmente explicável. Escrevo, também, porque quero compartilhar ideias minhas, produzo muito material envolvendo a figura do professor, classe desprestigiada da qual faço parte, no intuito de que, de algum modo, possa acontecer alguma mudança. E, por fim, escrevo para que alguém, algum dia, possa ler e se tocar de que tem essa mesma força interior divinal de criar vidas, como tantos outros escritores de que eu admiro também me incentivaram.
Quais prêmios você participou? (cite alguns)
Vixi, Cláudio, são tantos... Venci o Concurso Literário de Barueri em 2008, o Cléber Onias Guimarães, de São Paulo, em 2009, fui terceiro lugar no Concurso SESC-DF em literatura infantil, em 2010...é muita premiação que eu tenho, fora as antologias das quais faço parte por conta destes concursos...isso é uma cachaça, meu amigo, não dá vontade de parar não...
Você está participando de um desafio de minicontos?
É, estou, é uma competição amistosa, patrocinado pelo jornal virtual, o Olaria das letras (http://olariadasletras.blogspot.com.br) ...cada mês eles propõem um tema e uma forma de se apresentar os textos, pode ser conto, microconto, miniconto...comecei a participar no fim do ano passado...mês retrasado e passado fui primeiro lugar...vamos ver até quando eu consigo manter essa hegemonia....hahahahahahahahaha....
Você é apenas contista ou você também já produziu romance ou outro gênero?
Minha especialidade são os contos, mas também sou cronista e poeta... Embora esse último eu mesmo não me considere e tenho um romance inacabado que só JC saberá quando se concluirá....hahahahahahahahahahaha...
Sobre o que seu miniconto retrata?
Geralmente meus minicontos são sobre coisas fugazes que o olhar desatento não consegue captar no cotidianamente temporal, ou são reflexões minhas que converto nas mentes de outrens (minhas personagens)....são temas e situações que nos cercam e que a deixamos invisíveis por essa correria famigerada de mundo Canis.
Como você vê a literatura aqui em Mutum?
Olha, Claudão, em Mutum se não for por uma meia dúzia de dois ou três desbravadores que tomaram essa iniciativa, ela estaria ainda na era Hadaica da formação da Terra. Difícil se falar em Literatura em um lugar em que nem uma livraria exista! Bibliotecas escolares ainda estão bem nutridas de bons exemplares, graças aos programas do governo federal, mas limitam-se ao ambiente escolar. Sem livrarias, para a população tatear um exemplar, experimentá-lo, provar desse ambiente, é muito complicado. Quanto à produção de literatura em si, temos aqui em Mutum algumas boas almas que, amadorísticamente, como eu, deram alguns passos em direção ao progresso: Olivinho, o Gisélio, o Francisco Fagundes, entre outros.
O que precisa ser feito para “desabrochar” uma onda literária em Mutum?
Investimento da administração pública e do setor privado, por exemplo. Um curso de produção literária ou um grupo de leitura que orientasse para os clássicos. Uma feira literária, convidando editoras pequenas aqui de Minas (este estado é um celeiro de pequenas editoras!), qualquer ação que seja, que livre as mentes de nossos jovens do limo do tédio mental que leva à ruína.
O que mais você gostaria de dizer?
Há em Mutum, Cláudio, uma massa famélica de sonhos, expectativas e de cultura. Infelizmente, parece que cultura, aqui, para vocês, segundo os últimos administradores públicos, resume-se apenas à Exposição Agropecuária. Vai mais além do que isso. A Exposição é um elo forte cultural dessa região, mas não pode ser o único, ou o único que tenha verba para ser realizado. Existe uma leva grande de leitores adolescentes aqui, jovens músicos e poetas, atores promissores mirins. Deveríamos absorvê-los todos, abraçando-os, para que não se percam em caminhos atribulados, de becos sem-saída.